Quinta-feira, 18 de Março de 2010

Santo Graal – Jesus, Maria Magdalena e Da Vinci - Parte III

Vale lembrar que, mesmo nos textos bíblicos, escritos por homens, a importância de Maria Madalena é inegável. “Não é exagero dizer que, nos Evangelhos, o nome dela lidera a lista de mulheres discípulas da mesma maneira que o nome de Simão Pedro encabeça a lista de discípulos masculinos”.

Depois de séculos podemos afirmar que, promíscua como a “contraditória Igreja” relatava, Maria Madalena não era. Agora a história mudou mais uma vez, pois não vemos mais, Madalena como uma prostituta arrependida e sim como uma companheira de Jesus, como citado no Evangelho de Felipe, "Koinonos" em grego, que significa "Companheira" e muitas vezes "parceira". Madalena era a Companheira de Jesus.

Mas que outro papel tão importante, Maria Madalena (Magdalena) desempenhou na vida de Jesus?

No século XII, Iacopo de Varazze, em seu Legenda Áurea, diz que Maria Madalena era oriunda de uma família rica de Betânia, que morava em um Castelo chamado Magdala. Depois da morte dos pais, Marta sua írmã teria herdado a vila de Betânia e ela o Castelo, daí o seu nome.

Curiosamente, cartas patentes de Luiz XI de 1482 referem-se a uma visita do Rei Merovíngio Clóvis ao túmulo de Marta írmã de Magdalena no fim do século V, os restos mortais de Marta estão enterrados em Tarascon, na província francesa de Vienne. Os restos mortais de Magdalena estão na Abadia de São Máximo.

Alguns historiadores e estudiosos especializados no assunto, afirmam que, ela não só foi uma das apóstolas mais importantes, mas como também foi casada com Jesus.

Cidade de Migdal ou Magdala
No Evangelho de Lucas, existe uma referência à Maria de Magdala, a cidade dela, essa cidade foi curada de Sete demônios como o Padre Richard explica acima.

Cidade de Migdal ou Magdala, hoje em ruínas...

A maioria dos historiadores acredita que Maria Madalena era da cidade de Migdal ou Magdala (Midjel), hoje em ruínas. Em Migdal existiu uma Igreja em homenagem a ela, atualmente o lugar é desolado, de acordo com arqueólogos que participaram das escavações na cidade, confirma-se que esta era um grande centro comercial e tinha como atividade principal, a pescaria. Os escritos de Josefus e outros da mesma época validam os estudos referente a cidade de Migdal. Segundo especialistas no assunto, Madalena era não só uma apóstola preferida de Jesus como também uma Mulher Importante naquela época.

No Gnosticismo, Maria Madalena é detentora de suprema importância, como portadora e transmissora da Luz.

Mesmo fora dos Evangelhos Gnósticos, há provas de que nos primeiros séculos depois de Jesus, Maria Madalena (ou Maria de Magdala) era tratada com grande respeito por muitos dos primeiros líderes masculinos da Igreja, Hipólito, bispo de Roma (170-235 D.C) um dos primeiros padres cristãos afirma que ela é o apóstolo para os apóstolos, outro declara que ela é a Torre de Fé (migdol ou magdal significa "torre" em hebraico)

A partir do século IV o celibato passa a ser cada vez mais exigido, sendo cobrado do clero total abstinência de suas esposas, as mulheres foram proibidas de servirem aos sacerdotes e de possuírem igrejas (paróquias). No século V foi decretado pelo Concilio de Cartago que todo o alto clero deveria se separar de suas esposas sob a ameaça (pena) de perder seus direitos sacerdotais. Uma loucura total, uma atitude sem nenhum discernimento, um desatino. O papel edificante da Mulher perde seu significado, dando lugar a adulterações, a mulher passa então a ser a portadora do pecado. Mas mesmo antes dessa época o poder matriarcal já estava se extinguindo.

Porém a Igreja Oriental discordava, diversos escritores orientais aclamaram o papel de Maria Madalena, a respeitando como uma mulher honrada.

Em 444, Cirilo de Alexandria dizia que através de Maria Madalena, as mulheres eram duplamente honorificadas. Em 446, Proclus patriarca de Constantinopla afirmava que as mulheres eram as escolhidas para avisar os apóstolos e para serem reverenciadas. Gregório de Antióquia chama as mulheres de as "Primeiras Apóstolas" em 593.


O fato é que ela, Madalena, foi vítima de uma disputa de Poder sobre o papel da mulher na Igreja, e é substituída por Maria, a mãe de Jesus! Bispos diziam-se furiosos com o fato de grupos permitirem que mulheres realizassem comunhões e curas por exemplo. De acordo com a Historiadora e Teóloga Pagals, o que vemos por volta do ano 150 ou 200 é a exclusão sistemática das mulheres de qualquer posição em que tivessem voz ativa, visibilidade e autoridade.

Essa marginalização das mulheres pode ter sido o motivo de Maria Madalena ter perdido a importância ao longo dos anos.

É provável que tenha sido intencional acusá-la de prostituta, dessa forma Maria Madalena perderia seu poder e força na época; estigmatizando Madalena com uma visão negativa.


Esse assunto não é fácil, envolve diversos fatores e se houver provas concretas irá provocar uma revolução na doutrina cristã.

Morte da Virgem por Caravaggio - 1605-06

“Na Igreja predomina o conceito, de uma visão de santidade da qual o sexo é excluído”. Maria mãe de Jesus foi sempre virgem e uma idealização – sinal de separação entre o carnal e o espiritual, paro para refletir e lembro sempre de uma frase (não desmerecendo de forma alguma Maria mãe de Jesus) da famosa escritora Marion Zimmer Bradley: “O que sabe uma Virgem, das mágoas e labutas da vida?”.

Os anos vão se passando e as histórias se desvendando, até que possamos chegar próximos da mais provável verdade, baseando-se na lógica. O próprio Pôncio Pilatos questiona a “Verdade”. O que é Verdade? - Até ontem era verdade que Maria Madalena era uma prostituta, hoje não é mais!

As duas únicas opções para a mulher na igreja sempre foram “a mãe exemplar” e o “papel celibatário” que significa, segundo o dicionário Houaiss:

• adjetivo e substantivo masculino - celibatário
1 que ou aquele que ainda não se casou, apesar de haver ultrapassado a meia-idade, que não faz tenção de se casar, ou a quem o casamento está interdito.
• adjetivo
2 Derivação: sentido figurado.
Sem proveito; estéril, inútil.


Ascensão da Virgem por Juan Martín Cabezalero - 1650

A religião católica criou uma cisão entre espírito e sexo. “Nessa concepção, as pessoas elevadas de espírito abdicam da vida sexual para servir a Deus”.

“E nesse caso, Maria Madalena incomoda porque mostra a possibilidade de compatibilizar a vida sexual com a espiritual”. Isso seria de grande descrédito para a Igreja católica.

Antes de o cristianismo predominar, a mulher possuía um papel primordial na civilização e o sexo era tido como sagrado, antigos conceitos que foram a qualquer custo, apagados pela Igreja. Mas por que?

Qual seria o interesse da Igreja em denegrir a mulher e colocar o sexo como algo profano?

A verdade é que, existe pouca informação sobre o que aconteceu no século I e os estudiosos, historiadores, teólogos costumam dar às informações disponíveis, interpretações muito diferentes entre si. Segundo um documentário apresentado na Emissora de TV GNT, eles (jornalistas) pediram a Conferência de Bispos Católicos dos EUA, a posição da Igreja sobre o casamento de Jesus. A resposta foi que não há uma doutrina oficial, mas, para a Igreja, Ele não era casado, porque não está nos Evangelhos.

Relembrando, Evangelhos esses, escritos pelas mãos dos homens, considerado “Obra Divina” pela Igreja.

É verdade que a Bíblia não diz que Jesus era casado, mas também não diz que Ele era solteiro.

Alguns historiadores, teólogos, inclusive padres fizeram parte desse documentário colocando suas posições de acordo com a história, entre eles, Daryl Bock (Dallas Theological Institute) afirma que, “Tudo na tradição da Igreja sugere que Jesus era solteiro e não há indicações, quando Ele é crucificado, de que alguma testemunha da crucificação, além de sua mãe, tivesse algum parentesco com Ele”.

Sim, mas ainda assim existe pouquíssima probabilidade seguindo a lógica, pois a “Bíblia” conhecida hoje sofreu diversas alterações feitas por mãos humanas e não divinas.


Santa Maria Magdalena por Tiziano - 1530-35

Maria Madalena também era uma testemunha, e uma das principais, mas que na época não passava de uma prostituta arrependida, uma pecadora, somente hoje descobrimos o que ela realmente representava.

Mulher Pecadora? Mas que tipo de pecadora naquela época? Uma prostituta, como diz a tradição? Curiosamente, para os fariseus a palavra pecadora tinha significados diferentes: podia significar tanto uma mulher de costumes depravados, quanto uma mulher que não observava os preceitos farisaicos.

No Talmude, também é equiparada a uma pecadora a mulher que dava de comer ao seu marido, alimento sobre o qual não havia pago o dízimo.

Karen King

A historiadora Karen King (Harvard University) acha totalmente plausível pensar que Jesus pode ter sido casado.

Ela diz ainda que o casamento era uma prática normal entre os homens judeus, e que Jesus de acordo com suas pregações era um homem bastante inteligente, ele ensina, educa, e que naquela época era primordial que o homem judeu fosse casado para poder ensinar, esse era o exemplo de um homem de caráter responsável ("como" os políticos atuais entre aspas é claro) para ganhar a confiança do povo e que também era normal não mencionar que Ele tinha uma esposa.


Mas será que existe alguma prova na Bíblia, qualquer coisa que nos diga se Jesus era casado ou não?



O Padre Richard Mcbrian (Notre Dame University) responde a esta pergunta nesse documentário: Não. Nem que sim, nem que não. Nada. Não estou dizendo, portanto, que é impossível Ele ter se casado, Ele pode ter sido casado. (palavras de um Padre, vídeo gravado e documentado)

Segundo o padre, na opinião dele, isso não ameaçaria a natureza Divina de Jesus, a menos que você considere a intimidade sexual no casamento algo pecaminoso ou pervertido e diz ainda que Jesus pode ter sido casado e isso não O comprometeria de forma alguma e conclui citando que Ele ainda seria o filho de Deus e seria ao mesmo tempo Deus e Humano.

O Teólogo Daryl Bock diz que, Jesus fez várias coisas mundanas sem prejudicar sua natureza Divina, afirma ainda que a natureza Divina de Jesus não ficaria prejudicada se descobrissem que Ele foi casado.

Mas não há prova alguma.

O Doutor Bock não acredita que Jesus tenha sido casado, e o padre Richard Mcbrian acha improvável. Eles dão como prova a 1ª Carta de Paulo aos Coríntios. Mas Quem foi Paulo?

Apóstolo Paulo - Conversão de Paulo por Caravaggio - 1601

O jovem ainda chamado Saulo era um soldado arrogante perseguidor dos cristãos.
Um dia a caminho para outra cidade, foi derrubado do cavalo por uma poderosa luz, no mesmo instante ouviu Deus lhe perguntar: "Saulo, por que me persegue?". Saulo ficou cego durante dias e milagrosamente recuperou a vista com os cuidados da comunidade cristã. Converteu-se e adotou o nome do Paulo. Caravaggio nos conta esta história de uma maneira um pouco diferente, mais simples, por isso foi tremendamente criticado.

Na carta, Paulo cita vários seguidores de Jesus casados, mas não menciona o próprio Jesus. Essa carta teria sido escrita cerca de 20 a 25 anos depois da época de Jesus.

Segundo Daryl Bock, Paulo não teria motivo para ocultar tal fato, e acredita que não houve uma conspiração da Igreja para esconder a identidade de Jesus.


Hoje fica difícil, saber se não houve tal conspiração, mas que existiram outras diversas, existiram. Censuras, proibições, perseguições, assassinatos, inquisições, escândalos, articulações políticas, serviço secreto (Sodalitium Pianum), Opus Dei...E muito mais! Escreveríamos um livro aqui somente com as Conspirações da Igreja.

Margaret Starbird é graduada em História Européia e Literatura Comparada

Para Margaret Starbird (graduada em História Européia e Literatura Comparada, com mestrado em Artes, católica, é a autora de livros que guiaram Dan Brown – escritor de “O Código Da Vinci”) há provas na Bíblia de que Jesus era casado, segundo ela, basta procurar nos lugares certos.

De acordo com Margaret, no Evangelho de João, Maria Madalena está chorando no Jardim perto da tumba Dele quando é surpreendida por Jesus ressuscitado. Ela o chama, e Ele diz: “Não me Toques”. Porquê ainda está num estado entre a vida e a morte.

Noli Me Tangere por Michelangelo - 1531

Essa cena foi muito retratada por grandes pintores ocidentais sob o Título de “Noli Me Tangere”. (“Não me Toques”, em latim), mas as Versões mais Antigas dos Evangelhos, em grego, dizem algo um pouco diferente...

- O grego diz: “Não me Abraces”, que é um verbo muito mais íntimo. Maria Madalena quer abraçá-lo, e Ele diz: “Não me abraces”.

O grego era a língua falada pelo povo naquela área (e foi em grego que se desenrolou o julgamento de Jesus).

Segundo a historiadora, um abraço desse tipo era incomum, a menos que o homem e a mulher fossem casados, para a época em especial, era um tabu as mulheres tocarem homens que não fossem seus maridos.

Já, o Doutor Daryl Bock acredita que isso foi apenas um ato de pura devoção dela a Ele, sem se preocupar com o que as pessoas pensariam dela.

O que é pouco provável, ainda hoje a maioria das mulheres preocupam-se sim com sua reputação. Imagine há quase dois mil anos?



Alguns estudiosos concordam com a interpretação de Bock, outros não concordam.

Padre Richard Mcbrian

O padre Mcbrian diz que, não há nada de errado em ela querer abraçá-lo, mas que se alguém dissesse: Agora temos provas incontestáveis de que Jesus era casado; ele mesmo diria (o padre): Se era casado...Era casado com Maria Madalena, sua mulher seria ela!

Última Ceia - Os 12 Apóstolos de Jesus Cristo

Em Jerusalém na véspera de sua morte, Jesus juntou as 12 pessoas mais próximas a Ele para uma Última ceia.

Séculos depois, Leonardo da Vinci pintaria a Última Ceia como ninguém a havia pintado.

Momento em que, Cristo na véspera de sua crucificação, diz a seus amigos que Ele seria traído.

Mas algo passou despercebido por gerações. Teria Da Vinci escondido uma mensagem nessa pintura? Um segredo que seria guardado por séculos? Indícios de um relacionamento de Jesus com uma mulher que a "história da Igreja" estigmatizou como prostituta?

O escritor Dan Brown diz que a primeira vez que ele ouviu falar sobre Maria Madalena e Da Vinci tinha sido há 15 anos, quando um professor começou a aula mostrando um slide de a “Última Ceia”, uma obra que, segundo ele, julgava conhecer muito bem. Jesus Cristo com os 12 discípulos na véspera de sua crucificação, mas, com uma aparente ausência: o Cálice de Cristo. Segundo Dan Brown, uma omissão óbvia.

Existem diversas interpretações para o Cálice, que Cristo teria usado pela última vez. Há muito tempo considerado como o Santo Graal. Uma de suas interpretações, segundo estudiosos, a relíquia perdida teria sido levada de Jerusalém e escondida na Europa durante séculos.

Segundo Dan Brown e de acordo com a pintura de “A Última Ceia”, o cálice no qual os discípulos teriam bebido o vinho por alguma razão foi omitido por Leonardo da Vinci. Ainda de acordo com Brown, durante a aula, o professor questiona:

“Será que ele o omitiu? Talvez o Santo Graal esteja lá, sim”, e conclui: “Olhem à direita de Jesus. Lá está o Santo Graal, e seu nome é Maria Madalena”.


Leonardo da Vinci



Leonardo da Vinci viveu em Florença no séc. XV. Era uma cidade de gênios polêmicos: Botticelli, Rafael e Michelangelo.

Da Vinci era conhecido pela sutileza de seus desenhos e por suas idéias não convencionais.



Uma cidade de gênios polêmicos, Florença – Itália

Leonardo da Vinci era uma pessoa muito reservada, um intelectual muito dedicado e comprometido.

Afirmava que a natureza era a mais sábia professora que alguém poderia ter.


Homem Vitruviano - Leonardo da Vinci



Com grande conhecimento em Escola Aristotélica num de seus apontamentos, Da Vinci escreve: “Todo corpo sombreado preenche a área circundante com infinitas imagens suas (...) e embora haja intersecção, estas não se confundem entre si” (Ash II 6v). O mesmo ocorre com as imagens de vários objetos: “O ar está pleno de infinitas imagens das coisas (...) e todas estão representadas em todas e todas em cada uma...” (CA 38or).

A articulação ordenada e unitária de imagens diferentes fascina Da Vinci, trata-se, afinal, da contraparte óptica da unidade e bivalência do Homem Vitruviano, um pentagrama humano, com o corpo de um homem dentro de um círculo simbolizando o equilíbrio entre masculino e feminino.

Ao se difundirem pelo ar a regularidade geométrica prevista no conceito de pirâmide visual, as imagens relativas à dimensão e à forma de um objeto encontram-se com outras imagens análogas vindas de outras partes do mesmo objeto ou de outros objetos – e interceptam estas últimas sem perderem sua individualidade.


Pentagrama


Pitágoras considerava a figura geométrica como Emblema da Perfeição e da Suprema Sabedoria.


O Pentagrama (Pentalpha, Pentágono Estrelado) era o símbolo que representava os pitagóricos, devido às suas propriedades, pois ao desenharmos um pentagrama regular e traçarmos as suas diagonais, veremos que elas se cruzam e formam um novo pentágono interior ao anterior.

A intersecção de duas diagonais divide a diagonal de uma forma especial chamada pelos gregos de divisão em média e extrema razão e que conhecemos também como secção áurea.

Leonardo da Vinci morreu em Cloux, amparado pelo Rei Francisco I, tornaram-se grandes amigos...

Não se sabe muito sobre a vida de Da Vinci, porque pouco foi escrito sobre ele na época em que viveu.

O pouco que sabemos vem de anotações que ele começou a fazer aos 30 anos. São milhares de páginas com sua famosa escrita invertida sendo necessário um espelho para se conseguir ler.

Há plantas, observações, descrições e cálculos, incluindo engenhos de guerra que nunca desejou publicar ou divulgar porque temia a natureza maléfica dos homens, pois poderiam usar para matar os seres humanos.

Da Vinci era vegetariano e escreveu que “Não devíamos deixar o nosso corpo ser um túmulo para outros animais, uma estalagem para os mortos.”

Segundo Historiadores, esses cadernos não mencionam Maria Madalena. Mas eles nos mostram que Da Vinci tinha idéias estranhas para sua época. Ele acreditava que o homem conseguiria voar, cinco séculos antes de o avião ser inventado.

De acordo com Dan Brown, Da Vinci viveu o infeliz desafio de ser um homem de pensamento moderno que nasceu numa época de grande fervor religioso, uma época em que Ciência era sinônimo de Heresia.

“A cega ignorância é que nos engana.
Ó míseros mortais, abri os olhos! (Leonardo Da Vinci)”

Durante uma entrevista realizada com Dan Brown, a jornalista pergunta se Da Vinci era um homem que esconderia informações em suas obras; Brown responde: “Certamente, porque vivia numa época em que essas informações eram proibidas e consideradas heresias... Você não podia parar numa esquina e proclamar sua posição num assunto contrariando a Igreja”.

Dan Brown acredita que Da Vinci pôs em sua arte o que não pôs em seus cadernos, e que usou seu estilo sutil como ferramenta para transmitir suas crenças.

Essa era uma prática bastante comum e transmitida de maneira quase imperceptível, porquê não havia a liberdade de expressão e qualquer palavra pronunciada que não estivesse de acordo com os padrões da Igreja, o indivíduo corria o sério risco de ser preso, torturado e na maioria das vezes levado para a fogueira sob a acusação de heresia.

fonte:
http://www.misteriosantigos.com/parte3.htm

 

publicado por luzdecuraeamor às 21:48
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

Santo Graal – Jesus, Maria Magdalena e Da Vinci - Parte II

"Bíblia Sagrada" - Divinamente Inspirada

Um detalhe muito importante e que grande parte das pessoas ignora, ora por falta de acesso a informação (mais notável), ora por ausência de interesse é que, no processo de organização da Bíblia, muitas histórias se perderam, outras foram descartadas ou ganharam novos contornos de acordo com a mensagem que se pretendia passar.

Os textos passaram por um longo processo de edição até chegar ao formato atual, coube a elite letrada, os reis, os sacerdotes, os escribas e os profetas a tarefa de escrever as narrativas.

A escolha final dos livros da Bíblia – considerados sagrados e divinamente inspirados – ocorreu em 393 no Concílio regional de Hipona, na África do Norte e, é lógico depois de uma batalha doutrinária dentro da Igreja, brigas de grupos e de ideologias, os textos que saíram vencedores foram promulgados oficialmente em 1546 no Primeiro Período (1545-1548), no Concílio de Trento (formado por três períodos).

Concílio de Trento - 1545-1563

Os livros que não pertenciam ao cânon (a lista dos escolhidos) ganharam a alcunha de apócrifos (que, em grego, significa “reservado, escondido”) e muitos foram para a fogueira por terem sido considerados heréticos.

Curiosamente foi no Concílio de Trento (1545-1563) que, se instituiu oficialmente o Índice de Livros Proibidos (1559) – Index Librorum Prohibitorum – liderado pelo Papa Paulo IV, a propósito esse foi seu último ano (1559) de Pontífice; e o que é notável é que obras de cientistas, filósofos, enciclopedistas e até pensadores tenham pertencido a esta lista.

Vale lembrar também que nesse mesmo Concílio foi reorganizada a Inquisição.

Voltando rapidamente ao nosso “Pontífice”, palavra essa aplicada ao Chefe Supremo da Igreja Católica (Imperador, Papa), tem um significado muito interessante: o Pontífice não é nada menos que, considerado como a Ponte entre o Povo e Deus, assim as pessoas se dirigiam a Roma para obterem a interseção divina, e no caminho é claro ao passarem a Ponte para a Divindade deviam pagar os pedágios, daí a palavra Pontífice que cobrava impostos para falar com Deus.

Ou seja: “Fora da Santa Igreja Romana não existe salvação”, famosa frase de São Cipriano confirmada no V Concílio de Latrão. Apesar de, o IV Concílio de Latrão ter hesitado nessa afirmação.

O Monoteísmo e a Postura Patriarcal eram idéias predominantes para a Igreja e continuam sendo até hoje, essa é a única visão que temos, uma visão patriarcal imutável, que se não for reformada, perderá os poucos fiéis que ainda existem ou subsistem:

Papa João Paulo II - Karol Woityla - 1978-2005

Karol Wojtyla (Papa João Paulo II – 1978-2005): "O ensinamento de que a ordenação sacerdotal é reservada só aos homens foi preservado pela constante e universal tradição da Igreja e firmemente ensinado pelo magistério.

Em virtude de meu ministério de confirmar irmãos e irmãs, eu declaro que a Igreja não tem autoridade alguma para conferir ordenação sacerdotal a mulheres e que este julgamento será acatado definitivamente por todos os fiéis da Igreja
."

Papa Bento XVI - Joseph Ratzinger

Joseph Ratzinger (atual Papa Bento XVI - 2005): Tido como ultraconservador, Ratzinger é contrário à ordenação de mulheres e defende ardorosamente a necessidade de moralidade sexual.

Para ele, “a única forma clinicamente segura de prevenir a Aids é se comportar de acordo com a lei de Deus".

No dia 16 de Março desse ano (2005), o Cardeal Tarcísio Bertone, arcebispo de Génova e um dos mais conhecidos Guardiães da "Pureza da Fé Católica" apelou na Rádio do Vaticano para que não comprassem ou lessem o Livro "O Código Da Vinci" (a carapuça surtiu efeito), pois o vaticano o acusa de "erros e distorções".

Foi a este homem que a Santa Sé entregou a "cruzada" contra o livro do escritor norte-americano, acusado de montar um "castelo de mentiras" e de obedecer a uma "intenção deliberada de desacreditar a Igreja Católica ..." ("Diário de Notícias")

Procuramos de certa forma agir quase sempre de modo imparcial, mas por favor, depois de quase DOIS mil anos de ERROS que já estamos saturados de saber; Será o livro do escritor Dan Brown culpado pela decadência da Santa Igreja?

Não estamos mais na época dos livros proibidos, podemos, temos o direito de ler, escrever o que bem entendermos; agora se esse tal livro fez tanto alarde assim, é porquê provavelmente existe algo nele mais próximo da verdade. Essa atitude do Vaticano de querer, tentar, proibir, consequentemente nos deixa mais curiosos. Não estamos mais na época da inquisição, na qual ler um livro era sinônimo de heresia e morríamos queimados. Ao menos, nosso pensamento é livre! Hoje!!!

Outro comentário é de D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças Armadas: "Tudo isto deve ser lido como um grande pedido de diálogo de uma sociedade que deve estar muito doente. Porque nela se recorre à ficção, a crendices e bruxarias que são verdadeiros negócios." ("Diário de Notícias")

Basílica de São Pedro construída com o dinheiro do Povo - Cidade do Vaticano


Gostaríamos realmente de saber, de que forma foram conseguidas as "contribuições" para a construção da Basílica de São Pedro. Mas vamos responder: através de Indulgências (é o perdão ao cristão dos castigos devidos a Deus pelos pecados cometidos na vida terrena)! Foi construída pelo povo que não tinha nem o que comer e que tiravam suas últimas moedas do bolso para pagar indulgências em troca da promessa da Igreja de salvá-lo do purgatório e enviá-lo para o Paraíso.

O dízimo era uma obrigação religiosa, bastava ter fundos o suficiente, caso não tivesse, o inferno era certo.

Será que esse não era também um VERDADEIRO NEGÓCIO como diz acima o D. Januário?? Há muito mais histórias, fatos, mas não vale a pena lançar todas!

Em Outubro de 1517, Martin Luther afixou na porta da Igreja de Wittemberg suas 95 Teses, essa é uma delas - A Tese 86

O próprio padre dominicano João Tetzel (Johannes Tietzel), Inquisidor da Polônia, da Saxônia, foi um verdadeiro vendedor de indulgências, numa época de fome e peste onde as pessoas não viam salvação em vida, apelavam inconscientemente para a salvação após a morte, e é claro o padre famosíssimo estava lá com suas indulgências "salvando" todos os necessitados que via nele uma luz no fim do túnel; indulgências essas autorizadas pelo Papa. Suas palavras escritas nas indulgências:

"Pela autoridade de todos os santos, e em misericórdia perante ti, eu absolvo-te de todos os pecados e crimes e dispenso-te de quaisquer castigos por 10 dias"

Passou a ser arcebispo de Bolonha em 2004 - Era um dos fortes candidatos ao Trono Papal

Haja dinheiro para pagar tanta indulgência, levando em conta que ela só era válida por 10 dias!

Há também os comentários (também recentes - BBC BRASIL.COM) que chocam, principalmente quando declarados por um arcebispo emérito da “Santa Igreja”, cardeal Giacomo Biffi: “Ordenar mulheres seria como servir pizza e Coca-Cola em vez de pão e vinho na Eucaristia". (Esse “senhor” foi um dos candidatos à sucessão do Papa).
Mas enfim...penso e não consigo compreender: Como são ou eram as mães desses senhores?

Mas acreditamos que esqueceram-se de um pequeno detalhe, no ano 1410 o
Antipapa João XXIII (favor não confundir com o João XXIII -1958 mais recente, não sabemos porque um papa posterior decide adotar o nome de um anterior tão imoral), “esse senhor” chegava a cobrar impostos das prostitutas incorporando-as no orçamento. (O Papa e o Concílio. Vol. II. pág. 35 - CACP).

Lembrando que o surgimento de Antipapas ocorre em períodos de turbulência na Igreja como foi o caso do Grande Cisma do Ocidente, refere-se a quem reclama o titulo de Papa de forma não canônica, geralmente em oposição a um Papa específico, ou durante algum período no qual o título estava vago. Antipapa não é necessariamente sinal de doutrina contrária à fé ensinada pela “Santa Igreja”.

Los Andrios por Tiziano - 1525

A mulher era realmente um comércio rendoso; hoje ainda servem para “alguma coisa”, devido a uma nova “Inspiração Divina” de 14 de Fevereiro de 1930, pela organização Opus Dei que vive à sombra da Igreja Católica Romana, as mulheres passaram a ter cabimento na “Obra de Deus” podendo participar até da santificação; é claro, quem vai limpar o chão por onde pisam os Divinos Sacerdotes da Opus Dei?

No Novo Testamento, tiveram preferência os textos que mostravam que Jesus morreu e ressuscitou no terceiro dia e reforçavam que Ele teria vindo confirmar as profecias do Antigo Testamento.

Apesar de serem resultado de ações humanas, as Sagradas Escrituras são consideradas, em sua essência, obra divina. “A Bíblia é um livro inspirado por Deus, porque é testemunho de fé, reflexo da experiência de ação divina na criação e na história”.

Qualquer escrito que colocasse em dúvida a divindade ou a fé de Jesus, não entraria na Bíblia, como aconteceu com os evangelhos de Tomé e Tiago, confirmados hereges por grupos que se auto-afirmavam intermediários da palavra de Deus onde a palavra "FÉ" era uma palavra desconhecida, grupos que a cada nova mudança de Imperador, mudavam também sua forma de pensar em relação a FÉ Cristã.
Era uma tremenda reviravolta Religiosa, como exemplo disso: Constâncio depois da morte do Pai (Constantino favorável a causa dos Nicenos) e dos ìrmãos, assumiu o poder e deu preferência pela causa Ariana; mas quando seu primo Juliano o substituiu houve uma nova reviravolta, instituiu o retorno do paganismo.
A questão da Fé era meramente uma disputa de Poder.

Para compreender um pouquinho as Causas dos Nicenos e Arianos, vamos explicar aqui rapidamente: a causa Ariana iniciou por um Padre chamado Ário, ele afirmava em suas pregações que Deus era indivisível e que não revelava sua essência e forma a ninguém. E Jesus não passava de um homem, uma criatura, um ser inferior a Deus como um receptáculo do Verbo Divino e que a divindade só poderia ser atribuída a um único Deus.

Imperador Constantino favorável a Causa dos Nicenos

Já os Nicenos (bispos convocados por Constantino para interpretar as escrituras) em oposição aos Arianos, afirmavam que o Filho tem a mesma substância Divina que o Pai, e não poderia ser dissociado Dele. E Jesus é a palavra que revela Deus aos homens,
ele estava com Deus e era Deus por meio de sua carne.

Só que nem todas AS PALAVRAS DE JESUS, nós tivemos acesso. As palavras de Jesus como citadas nos Evangelhos Proíbidos, Apócrifos. Por quê? Em meio a tantas contradições, conflitos, chegamos a conclusão de que ninguém sabia era nada! E o Poder Político suplantou.

Analisando historicamente, a Bíblia é uma seleção de escritos (que não estão nem ordenados cronologicamente) do grupo que conseguiu impor sua visão de Deus, uma elite que acreditava num Deus único e impôs sua religiosidade para o restante da população.

De que forma esse processo de seleção pode ser considerado divino e definitivo?
Como poderia um conclave formado por homens decidir infalivelmente que alguns escritos pertenciam a Bíblia e outros não, se não existe coerência nenhuma entre os Evangelhos??? Quanto mais se estudam os Evangelhos, mais claras se tornam as contradições entre eles.

Em relação a definição da personalidade de Jesus, no Evangelho de Lucas diz que "Jesus é um salvador humilde como um cordeiro"; no Evangelho de Mateus já diz que Jesus é um majestoso e poderoso soberano que veio "trazer a espada e não a paz".

Em relação a origem e seu nascimento, Mateus diz que Jesus era um aristocrata, se não um rei legítimo e de direito, descendente de Davi, via Salomão. Já em Marcos surge a lenda do pobre carpinteiro. Em Lucas embora Jesus fosse descendente da casa de Davi, era de uma classe menos elevada.

É só ler os Evangelhos e fazer uma comparação, não concordam entre si nem mesmo em relação à data da crucificação de Jesus. Tomamos como nossas, as palavras de Henry Lincoln: Qual evangelho estaria CORRETO? Qual estaria ERRADO? Ou AMBOS estão errados?

“O livro do Apocalipse”, deve ter sido colocado por último de forma intencional, servindo como ameaça para que ninguém resolvesse acrescentar mais nada à Bíblia. Com tantas mãos mexendo nos textos, não é de admirar que até os livros da biblioteca sagrada não sejam ordenados cronologicamente.

“Uma coisa é o que as pessoas que estavam escrevendo gostariam que fosse, Outra coisa é o que existiu na realidade”.

Vivemos eternamente sob uma Comunicação Parcial, uma comunicação incompleta; informação não-formativa; não-transformativa; MAS CONFORMATIVA!!! Essa é a Cultura de Massa.

Magdalena por Españoleto - 1645

É impressionante como algumas pessoas tem a capacidade de mudar o rumo da história, principalmente se for para seu próprio benefício e ainda fazer com que multidões apóiem essa idéia. De acordo com um documentário o Padre Richard Mcbrien cita que, acredita que Maria Madalena teria sido reconhecida como apóstola, possivelmente a mais importante, se fosse homem!

Segundo a Bíblia, quando Jesus ressurgiu dos mortos, de acordo com o Novo Testamento, em três lugares, ele apareceu primeiro para Madalena, ela não foi só uma testemunha. A Bíblia diz que Maria Madalena estava aos pés da cruz junto com a mãe de Jesus, enquanto a maioria dos homens que O seguiam se escondeu.

O Padre Mcbrien diz ainda que, ela não foi só a testemunha principal, à frente até de Pedro. Ela tinha todas as credenciais para ser uma apóstola.

Apóstolo João por Francisco de Zurbarán - 1638

O relato do encontro de Madalena com Jesus ressuscitado contado pelo Evangelho de João é interessante:

- Após dirigir-se ao sepulcro onde deveria estar o corpo de cristo e não encontrar nada, Maria desespera-se. Recusando-se a crer que o Mestre não estava ali, ela volta a olhar para dentro do local, mas vê apenas dois anjos vestidos de branco, a quem diz que está à procura do seu Senhor. Naquele momento, ela se depara com Jesus ali, em pé, mas não o reconhece.

Ele lhe pergunta por que chora. Pensando que fosse o jardineiro, Madalena lhe diz: “Se o senhor o levou embora, diga-me onde o colocou, e eu o pegarei”. Jesus, então, a chama: “Maria!” Ao dar-se conta de que era o próprio Cristo, ela exclama: “Raboni!” (que, em aramaico, significa “mestre”).

Em seguida, Jesus pede que ela conte aos outros que Ele estava de volta. “Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos”: ”Eu vi o Senhor!”, escreve João. ““


Pedro e Paulo por Rembrandt

Segundo o Teólogo Paulo Garcia em uma entrevista para uma revista, cita, que “Maria Madalena é aquela que orienta, que dá o discernimento, que mostra qual o caminho para os discípulos. Ela tem conhecimentos secretos sobre Jesus, mais do que os apóstolos homens”.

Em uma passagem do Evangelho de Maria Madalena, o próprio Simão Pedro admite isso: “Irmã, nós sabemos que o Mestre te amou diferentemente das outras mulheres. Diz-nos as palavras que Ele te disse, das quais tu te lembras e das quais nós não tivemos conhecimento”.

Porém o trecho seguinte, do mesmo Evangelho, revela o descrédito do apóstolo “Pedro: Será possível que o Mestre tenha conversado assim, com uma mulher, sobre segredos que nós mesmos ignoramos?” (...) Será que Ele a escolheu e a preferiu a nós?”“.

- Maria Madalena responde: “Meu irmão Pedro, que é que tu tens na cabeça? Crês que eu sozinha, na minha imaginação, inventei essa visão, ou que a propósito de nosso Mestre eu disse mentiras?.”

Apóstolo Paulo por Rembrandt

Mas, como se sabe, foi a versão de Pedro que entrou para a História. Numa sociedade patriarcal, os homens é que tinham credibilidade. “Eles se reuniram e formaram um grupo seguidor de Jesus, e Maria Madalena não tinha tanto poder para convocar e aglutinar pessoas”, afirma a teóloga Luiza Tomita.

Qualquer mulher que se torna líder acaba ganhando uma pecha sexual preconceituosa, Maria Madalena foi uma figura polêmica no cristianismo primitivo por sua atuação como discípula dileta de Jesus e a disputa páreo a páreo com o apóstolo Pedro.

Na época, as mulheres desempenhavam um papel de proeminência, fundavam, sustentavam e ensinavam as comunidades. (citado em Cartas do apóstolo Paulo)

Porém, ao longo dos anos o patriarcalismo dominante reprimiu a liderança feminina.

continua....

fonte:
http://www.misteriosantigos.com/parte2.htm
 
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Domingo, 7 de Março de 2010

Santo Graal – Jesus, Maria Magdalena e Da Vinci - Parte I

Quando pesquisamos um assunto polêmico como o Santo Graal, refletimos imediatamente sobre o lado místico da história, e é claro que esse é o lado que mais desperta nossa atenção, com suas batalhas, seus heróis, heroínas, que na maioria das vezes tomam atitudes que mudam completamente o rumo da história e ideologias de milhões de seres humanos. Mas chegamos a uma conclusão de que todo lado místico, todo esse mistério, contém uma base racional.

Concordamos com o escritor “J.M. Roberts” quando em seu livro “História do Mundo” ele descreve a História como sendo a palavra que tradicionalmente significa duas coisas diferentes: “o que aconteceu e um relato verdadeiro do que aconteceu. No segundo sentido é sempre uma seleção do passado. No entanto, nem mesmo a história do mundo inteiro é uma seleção de todo o passado. No primeiro sentido – o que aconteceu – significa o que aconteceu aos seres humanos, e o que foi feito por eles.”

Isso reduz bastante o passado com que temos de lidar, mas ainda assim deixa uma enorme tarefa a ser enfrentada. Também não fica muito claro por onde devemos começar. Teoricamente deveria ser pelo primeiro Ser Humano. Mas não sabemos quando nem onde ELE ou ELA surgiu. Embora possamos fazer suposições responsáveis dentro de limites razoavelmente amplos.

Portanto a pesquisa aqui apresentada, foi minuciosamente estudada de acordo com as muitas fontes que são consideradas racionais, fontes essas baseadas em investigações de grandes especialistas no assunto como Teólogos, Arqueólogos, Historiadores e outros envolvidos. Desde já gostaríamos de deixar claro que não existe de nossa parte, ou seja, do Site Mistérios Antigos nenhuma intenção de credos ou dogmas preestabelecidos. Por esse motivo, desejamos que se sintam à vontade para concordar ou não com os prováveis relatos a seguir.

Pintura - Maria Magdalena

Até os dias de hoje o que parte das pessoas tem em mente sobre Maria Madalena é que, ela era uma prostituta arrependida de seus pecados e salva por Jesus.

A Igreja por quase 2 mil anos estigmatizou Madalena como uma mulher promíscua, devassa. Somente no ano de 1969 é que, o Vaticano acabou corrigindo essa afirmação, ou seja, 1.378 anos mais tarde.

Dan Brown - O Código Da Vinci

Segundo Dan Brown, autor do livro “O Código Da Vinci” e outros historiadores renomados afirmam que, “em lugar nenhum, a Bíblia diz que Maria Madalena era prostituta, e que essa representação de promiscuidade imposta a ela está errada”.

Apóstolo Matheus por Españoleto - 1632

Na Bíblia, as imagens freqüentemente associadas a ela são a da pecadora que unge os pés de Jesus (Lucas 7, 36-38), a da mulher que derrama óleo perfumado sobre Sua cabeça (Mateus 26, 6-7) e a da esposa que está preste a ser apedrejada por adultério e é salva por Cristo (João 8, 3-12).

Porém, nenhuma delas é, de fato, Madalena.

Maria Magdalena aos pés da cruz de Jesus

A única passagem mais “desabonadora” – a expulsão de sete demônios – está no Evangelho de Marcos (16, 9).

Após uma leitura atenta das Escrituras, é possível constatar que ela aparece nos momentos mais nobres da vida de Jesus: aos pés da cruz e como testemunha primeira da ressurreição.

Papa Gregório I - Gregório Magno 590-604

Mas no ano de 591, o Papa Gregório I (Gregório Magno – ano 590-604), fez um sermão de Páscoa declarando que Maria Madalena, Maria de Betânia, a prostituta anônima, eram sim, a mesma pessoa.

Segundo o Teólogo Jeffrey Bingham – Dallas Theological Seminary, afirma que antes do século VI não foi encontrada nenhuma ligação clara entre Maria Madalena e uma prostituta ou entre Maria Madalena e uma pecadora, essa demarcação acontece com Gregório. E foi, lamentavelmente, uma circunstância infeliz.

Padre Richard Mcbrien

O Padre Richard Mcbrian da Notre Dame University diz que, essa crença é falsa e que não há fatos que provem essa antiga tradição de que Madalena era uma prostituta.
O fato de ter demônios não quer dizer que Maria Madalena fosse promíscua, ele diz também que demônios não eram monstros de ficção científica.

Eram basicamente doenças e que na época não havia tecnologia e sofisticação na Medicina, por isso, atribuíam as doenças aos demônios. Então expulsar os demônios dela significava curá-la. O Padre Richard diz ainda que Madalena é uma das grandes santas da história da Igreja e que entre os discípulos de Jesus, Maria Madalena era a mais próxima.

Mas por que essa perseguição destrutiva da Igreja em relação à imagem de Maria Madalena? Por que durante séculos a Igreja retratou, Maria Madalena como uma meretriz?

Se consultarmos a Bíblia cristã, fica claro que há grandes lacunas nas histórias sobre a vida de Jesus. A Igreja escolheu os quatro Evangelhos do Novo Testamento, mas havia outras histórias sobre Jesus, Evangelhos tão polêmicos que a Igreja mandou destruí-los.


Pergaminhos encontrados em Nag Hammadi

E assim o foram, com exceção de uma cópia, que ficou escondida no Egito até cerca de 50 anos atrás, os pergaminhos de Nag Hammadi, uma versão alternativa da época de Jesus e Maria Madalena.

A Igreja sempre fez um grande esforço para reunir e destruir esses documentos.

Nag Hammadi

Nag Hammadi é uma aldeia no Egito, conhecida como Chenoboskion na antiguidade, cerca de 225 km ao noroeste de Assuan, com aproximadamente 30.000 habitantes.
É uma região camponesa onde produtos como o açúcar e o alumínio são produzidos.

A cidade é conhecida por ter abrigado, até Dezembro de 1945, treze códices de papiro, com capa de pergaminho, descobertos por camponeses num recipiente fechado.


Entre as obras aí guardadas encontravam-se tratados gnósticos. Gnose, cuja origem etimológica é a palavra grega "gnosis", significando "conhecimento", designa um conhecimento profundo e superior do mundo e do homem, os gnósticos são libertadores, é a típica característica do livre pensador e Jesus de acordo com os relatos, rompia as normas impostas e atacava as autoridades religiosas, bastante anarquista (no bom sentido) e essa é uma característica clássica do antigo gnosticismo.

Platão por Españoleto - Pintura Estilo Barroco Espanhol

Gnosticismo designa o movimento histórico e religioso cristão que floresceu durante os séculos II e III, cujas bases filosóficas eram as da antiga Gnose, com influências do Neo-platonismo e dos Pitagóricos.

Também foram encontradas três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum e uma tradução parcial da República de Platão.

Historiadores afirmam que os documentos foram escondidos por um monge num mosteiro local no século IV, a mesma época em que o bispo de Alexandria mandou destruí-los.


Os manuscritos têm nomes como “O Evangelho de Tomás”, “O Evangelho da Verdade”, “O Evangelho de Felipe” e um fragmento encontrado em outro lugar se chama “O Evangelho de Maria Madalena”, também conhecido como “Evangelhos Gnósticos”.

Parte destes manuscritos foi adquirida pela Fundação C.G. Jung, que continha como citamos o também famoso Evangelho de Tomás considerado pelos historiadores como o registro mais próximo das palavras de Jesus, o Vaticano o classificou como herege. Jesus disse:
“O Reino de Deus está em vós... E à sua volta...”.
Não em templos de madeira e pedra...”“.
“Parte um pedaço de madeira e ali estarei...”.
Ergue uma pedra e me encontrarás...”“.


Em 1952, o governo egípcio nacionalizou o restante da coleção Nag Hammadi. Somente em 1961, um grupo internacional de especialistas se reuniu para copiar e traduzir o material como um todo. Em 1972, apareceu o primeiro volume da edição fotográfica. E finalmente em 1977 a coleção inteira, pela primeira vez, apareceu em tradução inglesa.

Museu do Cairo - Coleção Nag Hammadi


Os pesquisadores modernos estabeleceram que alguns manuscritos, ou a maioria deles datam de no máximo 150 d.C. E pelo menos um pode incluir material ainda mais antigo do que os quatro Evangelhos do Novo Testamento que conhecemos.

Essa coleção constitui um repositório valioso de documentos cristãos iniciais, além do mais, alguns documentos podem ser considerados possuidores de uma veracidade própria, única.

Pois eles escaparam à censura e revisão da ortodoxia romana e foram originalmente escritos para uma audiência egípcia e não romana, e desta forma não são distorcidos ou adaptados aos ouvidos romanos.

Finalmente eles podem se basear em fontes de primeira mão e/ ou testemunha oculares.


Manuscritos - Nag Hammadi

Segundo Dan Brown, os historiadores imaginam que, se a Igreja fez um esforço tão grande para destruir essas informações, elas devem ser, no mínimo, explosivas.

Mas que informações eram essas que precisavam a qualquer custo ser apagadas, que precisavam ser ocultas?

A história continua ...


fonte:
http://www.misteriosantigos.com/jesus_mmada_davinci.htm
 

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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

DOCUMENTO 30 - PERSONALIDADES DO GRANDE UNIVERSO - 1ª parte

Citação do Dia
Março 3, 2010

Como Jesus Tratava as Pessoas?


Jesus amava tanto os homens, e tão sabiamente, que nunca hesitou em ser severo com eles quando a ocasião demandava tal disciplina.

O Livro de Urântia, (171:7.7)


 


DOCUMENTO 30 - PERSONALIDADES DO GRANDE UNIVERSO


As personalidades e outras entidades, além das pessoais, atualmente em função no Paraíso e no grande universo, constituem um número quase ilimitado de seres vivos. Até mesmo o número das ordens e tipos principais deixaria atônita a imaginação humana, sem falar dos incontáveis subtipos e variações. É desejável, contudo, apresentar algo de duas das classificações básicas de seres vivos – uma sugestão sobre a classificação do Paraíso e um resumo do Registro das Personalidades de Uversa.

  Não é possível formular classificações abrangentes e inteiramente consistentes das personalidades do grande universo, porque nem todos os grupos foram revelados. Seriam necessários inúmeros documentos mais para abranger uma continuidade, na revelação, suficiente para classificar sistematicamente todos os grupos. Muito dificilmente tal expansão de conceitos seria desejável, pois iria privar os mortais pensantes, durante os próximos mil anos, daquele estímulo à reflexão criativa que é proporcionado pelos conceitos assim parcialmente revelados. É melhor que o homem não tenha uma dose excessiva de revelação; já que isso oblitera a imaginação.

1. A CLASSIFICAÇÃO, DO PARAÍSO, PARA OS SERES VIVOS


  Os seres vivos, no Paraíso, são classificados segundo a relação inerente e a relação alcançada por eles com as Deidades do Paraíso. Durante as grandes reuniões no universo central e nos superuniversos, aqueles que estão presentes são agrupados, freqüentemente, de acordo com a origem: os de origem trina, ou que alcançaram a Trindade; os de origem dual; e aqueles de uma origem única. Difícil torna-se interpretar, para a mente mortal, a classificação feita no Paraíso dos seres vivos, mas estamos autorizados a apresentar o seguinte:

I. OS SERES DE ORIGEM TRINA. Seres criados por todas as três Deidades do Paraíso, como pessoas, ou como Trindade, junto com o Corpo Trinitarizado, designação esta que se refere a todos os grupos de seres trinitarizados, revelados e não revelados.

A. Os Espíritos Supremos.
  1. Os Sete Espíritos Mestres.
  2. Os Sete Executivos Supremos.
  3. As Sete Ordens de Espíritos Refletivos.



B. Os Filhos Estacionários da Trindade.
  1.Os Segredos Trinitarizados da Supremacia.
  2. Os Eternos dos Dias.
  3. Os Anciães dos Dias.
  4. Os Perfeições dos Dias.
  5. Os Recentes dos Dias.
  6. Os Uniões dos Dias.
  7. Os Fiéis dos Dias.
  8. Os Perfeccionadores da Sabedoria.
  9. Os Conselheiros Divinos.
10. Os Censores Universais.

 C. Os Seres de Origem Trinitária e os Seres Trinitarizados.
  1. Os Filhos Instrutores da Trindade.
  2. Os Espíritos Inspirados da Trindade.
  3. Os Nativos de Havona.
  4. Os Cidadãos do Paraíso.
  5. Os Seres Não Revelados de Origem Trinitária.


  6. Os Seres Não Revelados Trinitarizados pelas Deidades.
  7. Os Filhos Trinitarizados de Realização.
  8. Os Filhos Trinitarizados de Seleção.
  9. Os Filhos Trinitarizados de Perfeição.
  10. Os Filhos Trinitarizados pelas Criaturas.

II. OS SERES DE ORIGEM DUAL. Aqueles seres originários de duas quaisquer das Deidades do Paraíso, ou criados de outro modo por quaisquer outros dois seres de descendência direta ou indireta das Deidades do Paraíso.

 A. As Ordens Descendentes.
  1. Os Filhos Criadores.
  2. Os Filhos Magisteriais.
  3. Os Brilhantes Estrelas Matutinas.
  4. Os Pais Melquisedeques.
  5. Os Melquisedeques.
  6. Os Vorondadeques.
  7. Os Lanonandeques.
  8. Os Brilhantes Estrelas Vespertinos.
  9. Os Arcanjos.
  10. Os Portadores da Vida.
  11. Os Ajudantes Não Revelados do Universo.
  12. Os Filhos Não Revelados de Deus.

B. As Ordens Estacionárias.

  1. Os Abandonteiros.
  2. Os Susátias.
  3. Os Univitátias.
  4. Os Espirongas.
  5. Os Seres Não Revelados de Origem Dual.

C. As Ordens Ascendentes.
  1. Os Mortais Fusionados ao Ajustador.
  2. Os Mortais Fusionados ao Filho.
  3. Os Mortais Fusionados ao Espírito.
  4. Os Intermediários Transladados.
  5. Os Ascendentes não Revelados.

III. OS SERES DE UMA ORIGEM ÚNICA. Aqueles que têm a sua origem em uma única das Deidades do Paraíso; ou que foram criados, de outro modo, por qualquer ser de descendência direta ou indireta das Deidades do Paraíso.

A. Os Espíritos Supremos.
  1. Os Mensageiros por Gravidade.
  2. Os Sete Espíritos dos Circuitos de Havona.
  3. Os Auxiliares Duodecáplos dos Circuitos de Havona.
  4. Os Ajudantes Refletivos de Imagens.
  5. Os Espíritos Maternos do Universo.
  6. Os Espíritos Sétuplos Ajudantes da Mente.
  7. Os Seres Não Revelados Originários da Deidade.

B . As Ordens Ascendentes
.
  1. Os Ajustadores Personalizados.
  2. Os Filhos Materiais Ascendentes.
  3. Os Serafins Evolucionários.
  4. Os Querubins Evolucionários.
  5. Os Ascendentes Não Revelados.

C. A Família do Espírito Infinito.

1. Os Mensageiros Solitários.
2. Os Supervisores dos Circuitos do Universo.
3. Os Diretores de Censo.
4. Os Ajudantes Pessoais do Espírito Infinito.
5. Os Inspetores Associados.
6. As Sentinelas Designadas.
7. Os Guias dos Graduados.
8. Os Servidores de Havona.
9. Os Conciliadores Universais.
10. Os Companheiros Moronciais.
11. Os Supernafins.
12. Os Seconafins.
13. Os Tertiafins.
14. Os Omniafins.
15. Os Serafins.
16. Os Querubins e os Sanobins.
17. Os Seres Não Revelados Originários do Espírito.
18. Os Sete Diretores Supremos de Potência.
19. Os Centros Supremos de Potência.
20. Os Mestres Controladores Físicos.
21. Os Supervisores do Poder Moroncial.


IV. OS SERES TRANSCENDENTAIS DERIVANTES. No Paraíso é encontrada uma vasta hoste de seres transcendentais, cuja origem não é ordinariamente desvelada aos universos do tempo e do espaço, antes que eles estejam estabelecidos em luz e vida. Esses Transcendentores não são nem criadores nem criaturas; eles são os filhos derivantes da divindade, da ultimidade e da eternidade. Esses “derivantes” não são finitos nem infinitos – eles são absonitos; e a absonitude não é nem a infinitude nem a absolutez.

Estes não criadores, incriados, sempre são leais à Trindade do Paraíso e obedientes ao Último. Eles existem em quatro níveis últimos de atividade da personalidade e funcionam, nos sete níveis do absonito, em doze grandes divisões que consistem em mil grupos maiores de operação, sendo de sete classes cada um. Esses seres derivantes incluem as ordens seguintes:

  1. Os Arquitetos do Universo-Mestre.
  2. Os Registradores Transcendentais.
  3. Os Outros Transcendentores.
  4. Os Mestres Derivantes Primários Organizadores da Força.
  5. Os Mestres Trancendentais Associados Organizadores da Força.

Deus, enquanto suprapessoa, manifesta; Deus, enquanto pessoa, cria; Deus, enquanto pré-pessoa, fragmenta-se; e esse fragmento Ajustador, Dele próprio, faz a alma espiritual evoluir na mente material e mortal, de acordo com a escolha feita em livre-arbítrio pela personalidade que foi outorgada à criatura mortal, pelo ato paterno de Deus, como Pai.

V. AS ENTIDADES FRAGMENTADAS DA DEIDADE. Essa ordem de existência vivente, originando-se do Pai Universal, tem o seu melhor tipo representativo nos Ajustadores do Pensamento, embora essas entidades não sejam de modo algum as únicas fragmentações da realidade pré-pessoal da Primeira Fonte e Centro. As funções dos outros fragmentos, além dos Ajustadores, são múltiplas, mas pouco conhecidas. A fusão com um Ajustador, ou com um outro desses fragmentos, faz da criatura um ser fusionado ao Pai.

As fragmentações do espírito da pré-mente da Terceira Fonte e Centro, ainda que dificilmente comparáveis aos fragmentos do Pai, devem ser aqui registradas. Essas entidades diferem bastante dos Ajustadores; elas não residem, como aquelas, em Spiritington, nem, como estas, atravessam os circuitos da gravidade da mente; nem residem nas criaturas mortais durante a sua vida na carne. Elas não são pré-pessoais, no sentido em que os Ajustadores o são, mas tais fragmentos do espírito da pré-mente são outorgados a alguns dos mortais sobreviventes e essa fusão faz deles os mortais fusionados ao Espírito, que são distintos dos mortais fusionados ao Ajustador.

Ainda mais difícil de descrever é o espírito individualizado de um Filho Criador; e a união com ele faz da criatura um mortal fusionado ao Filho. E há ainda outras fragmentações da Deidade.

VI. OS SERES SUPRAPESSOAIS. Há uma vasta hoste de seres outros, além dos pessoais, de origem divina, e que prestam múltiplos serviços no universo dos universos. Alguns desses seres residem nos mundos do Filho, no Paraíso; outros, como os representantes suprapessoais do Filho Eterno, são encontrados em locais diferentes. A maior parte deles não é mencionada nestas narrativas e seria inteiramente irrelevante tentar descrevê-los para as criaturas pessoais.

VII. AS ORDENS NÃO CLASSIFICADAS NEM REVELADAS. Durante a atual idade do universo, não seria possível colocar todos os seres, os pessoais e os outros, em classificações pertinentes à presente idade do universo; nem foram reveladas todas as categorias nestas narrativas; assim, inúmeras ordens foram omitidas nestas listas. Considerai as seguintes:

O Consumador do Destino do Universo.
Os Vice-Regentes Qualificados do Último.
Os Supervisores Inqualificáveis do Supremo.
As Agências Criativas Não Reveladas dos Anciães dos Dias.
Majeston do Paraíso.
As Ligações Refletivadoras Inominadas de Majeston.
As Ordens Midsonitas dos Universos Locais.

Nenhum significado especial deve ser atribuído a essa lista de ordens agrupadas anteriormente, exceto pelo fato de que nenhuma delas aparece na classificação do Paraíso, do modo como é revelado nestes documentos. Estas são as poucas não classificadas; vós tendes ainda de aprender sobre as muitas não reveladas.

Há os espíritos: entidades espirituais, presenças espirituais, espíritos pessoais, espíritos pré-pessoais, espíritos suprapessoais, existências espirituais, personalidades espirituais – mas nem a linguagem mortal, nem o intelecto mortal são adequados para descrevê-los. No entanto, podemos afirmar que não há personalidades constituídas de “mente pura”; nenhuma entidade tem personalidade, a menos que tenha sido dotada com ela por Deus, que é espírito. Qualquer entidade mental que não esteja associada a uma energia espiritual ou física não é uma personalidade. Porém, do mesmo modo, existem personalidades espirituais que têm mente, há personalidades mentais que têm espírito. Majeston e os seus colaboradores são uma ilustração bastante boa de seres dominados pela mente, mas há ilustrações melhores desse tipo de personalidade, desconhecidas para vós. Há, mesmo, ordens inteiras não reveladas de tais personalidades mentais, mas elas estão sempre ligadas ao espírito. Algumas outras criaturas não reveladas são o que poderíamos chamar de personalidades-de-energia-mental-e-física. Os seres desse tipo não são sensíveis à gravidade espiritual, no entanto, são personalidades verdadeiras – estão no circuito do Pai.

Estes documentos nem sequer tentam – nem poderiam – esgotar a história das criaturas vivas, dos criadores, dos derivantes, ainda, dos seres que existem por outros modos, que vivem e adoram e servem nos universos pululantes do tempo e no universo central da eternidade. Vós, mortais, sois pessoas; e por isso é que podemos descrever para vós os seres que são personalizados, mas como poderia um ser absonitizado ser jamais explanado para vós?

2. O REGISTRO DAS PERSONALIDADES, EM UVERSA
  •   A família divina dos seres vivos está registrada, em Uversa, sob sete grandes divisões:

1. As Deidades do Paraíso.
2. Os Espíritos Supremos.
3. Os Seres Originários da Trindade.
4. Os Filhos de Deus.
5. As Personalidades do Espírito Infinito.
6. Os Diretores de Potência do Universo.
7. O Corpo de Cidadania Permanente.

Esses grupos de Deidades e de criaturas volitivas estão divididos em numerosas classes e subdivisões menores. A apresentação dessa classificação das personalidades do grande universo está, contudo, empenhada principalmente em enunciar aquelas ordens de seres inteligentes reveladas nestas narrativas; a maioria das quais será encontrada na experiência ascendente dos mortais do tempo, na sua escalada progressiva ao Paraíso. As listas seguintes não fazem nenhuma menção às vastas ordens de seres do universo que prosseguem com o seu trabalho totalmente à parte do esquema de ascensão dos mortais.

I. AS DEIDADES DO PARAÍSO.

  1. O Pai Universal.
  2. O Filho Eterno.
  3. O Espírito Infinito.

II. OS ESPÍRITOS SUPREMOS.

  1. Os Sete Espíritos Mestres.
  2. Os Sete Executivos Supremos.
  3. Os Sete Grupos de Espíritos Refletivos.
  4. Os Ajudantes Refletivos de Imagens.
  5. Os Sete Espíritos dos Circuitos.
  6. Os Espíritos Criativos do Universo Local.
  7. Os Espíritos Ajudantes da Mente.

III. A origem da Trindade

  1. Os Segredos Trinitarizados da Supremacia.
  2. Os Eternos dos Dias.
  3. Os Anciães dos Dias.
  4. Os Perfeições dos Dias.
  5. Os Recentes dos Dias.
  6. Os Uniões dos Dias.
  7. Os Fiéis dos Dias.
  8. Os Filhos Instrutores da Trindade.
  9. Os Perfeccionadores da Sabedoria.
 10. Os Conselheiros Divinos.
 11. Os Censores Universais.
 12. Os Espíritos Inspirados da Trindade.
 13. Os Nativos de Havona.
 14. Os Cidadãos do Paraíso.

 IV. OS FILHOS DE DEUS.

  A. Os Filhos Descendentes.

  1. Os Filhos Criadores – Os Michaéis.
  2. Os Filhos Magisteriais – Os Avonais.
  3. Os Filhos Instrutores da Trindade – Os Diainais.
  4. Os Filhos Melquisedeques.
  5. Os Filhos Vorondadeques.
  6. Os Filhos Lanonandeques.
  7. Os Portadores da Vida.

  B. Os Filhos Ascendentes.

  1. Os Mortais Fusionados ao Pai.
  2. Os Mortais Fusionados ao Filho.
  3. Os Mortais Fusionados ao Espírito.
  4. Os Serafins Evolucionários.
  5. Os Filhos Materiais Ascendentes.
  6. Os Intermediários Transladados.
  7. Os Ajustadores Personalizados.

C. Os Filhos Trinitarizados.

  1. Os Mensageiros Poderosos.
  2. Aqueles Elevados Em Autoridade.
  3. Aqueles Sem Nome Nem Número.
  4. Os Custódios Trinitarizados.
  5. Os Embaixadores Trinitarizados.
  6. Os Guardiães Celestes.
  7. Os Assistentes dos Filhos Elevados.
  8. Os Filhos Trinitarizados pelos Ascendentes.
  9. Os Filhos Trinitarizados do Paraíso-Havona.
  10. Os Filhos Trinitarizados do Destino.

V. AS PERSONALIDADES DO ESPÍRITO INFINITO.
   
A. As Personalidades Mais Elevadas do Espírito Infinito.


  1. Os Mensageiros Solitários.
  2. Os Supervisores dos Circuitos do Universo.
  3. Os Diretores de Censo.
  4. Os Ajudantes Pessoais do Espírito Infinito.
  5. Os Inspetores Associados.
  6. As Sentinelas Designadas.
  7. Os Guias dos Graduados.

  B. As Hostes de Mensageiros do Espaço.

  1. Os Servidores de Havona.
  2. Os Conciliadores Universais.
  3. Os Conselheiros Técnicos.
  4. Os Custódios dos Arquivos no Paraíso.
  5. Os Registradores Celestes.
  6. Os Companheiros Moronciais.
   7. Os Companheiros do Paraíso.

  C. Os Espíritos Ministradores.

  1. Os Supernafins.
  2. Os Seconafins.
  3. Os Tertiafins.
  4. Os Omniafins.
  5. Os Serafins.
  6. Os Querubins e os Sanobins.
  7. Os Intermediários.





continua aqui em: VI. OS DIRETORES DE POTÊNCIA DO UNIVERSO.



fonte:
http://www.truthbook.com/index.cfm?linkID=1920

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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

As Raças dos Espíritos de Deus - parte 2

Esses tipos psicológicos podem ser entendidos como Raças de Espíritos [ainda uma vez, para fins didáticos] que se agrupam por afinidades em "mundos" confugurados de acordo com as necessidades físicas e meta-físicas de cada Raça. Essas Raças de Espíritos Egóicos são cinco, aqui listadas de acordo com a elevação de sua percepção, de seus sentidos, inteligência e capacidades:

1. Devas

Os Devas são muito poderosos. Suas vidas em forma/condição e mundo dévico são muito longas. Um Deva vive como Deva, em média, 30 mil anos terrenos [LOCHTEFELD, 2005]. Muitos deles se alimentam porém os mais elevados [espiritualmente elevados, protagonistas de vida anterior justa e reta e, muitos, não todos, quase totalmente desapegados das êfemera realidade da vida em estado de encarnação] ─ estes, já não precisam comer ou beber ao modo físico. Grande parte deles não precisa [porque não desejam] comer nem beber. Todos podem voar e, de todo modo, locomovem-se muito rápido. No entendimento popular, os Devas correspondem aos anjos judaico-cristãos-islâmicos. Em termos físicos-metafísicos-anatômicos os Devas podem ser:


[I] Amorfos ou Sem-Forma Meditativos; vivem em meditação renunciando a qualquer experiência sensorial ou relacional.

[II] Corpóreos Desapaixonados, são como os anjos assexuados dos judaico-cristãos. Entre os Desapaixonados, existe uma categoria chamada devas Suddhavasa são os guardiões da religião nos mundos Inferiores.Outros devas, apesar de assexuados e sem paixões, ainda apreciam a expressão de si mesmo em uma forma corpórea mas vivem entregues à meditação buscando a tranquilidade absoluta da "matéria mental" em si mesmos. Deixam de ser perturbados por pensamentos, tornam-se indiferentes até à alegria de atingir tamanha serenidade e seu anseio sem ansiedade é chegar ao prazer supremo de sentir "nada"... Somente os Devas Desapaixonados chamados devas Brahmã, apesar de serem meditativos, se interessam seres dos mundos inferiores, lamentam e seus sofrimentos e interferem dentro de sua esfera de poder.

[III] Devas Humanóides de Kamadhãtu de aparência semelhante à Humana porém maiores. Vivem de modo semelhante aos Homens, são susceptíveis às paixões e à embriaguês dos prazeres materiais mais grosseiros. Com sua lendária morada localizada no Monte Meru [ou Sumeru, montanha sagrada, mítica, situada em local incerto, considerada o centro do Mundo/Universo na Cosmologia hindu], são os que mais se parecem com deuses Olímpicos da Grécia.

Nos "céus", e existem vários "mundos celestiais" [LOCHTEFELD, 2005], a vida é repleta de prazeres e alegrias; ali não há sofrimento, ansiedade ou insatisfação de qualquer tipo. Porém, tudo isso acaba quando quando chega a hora da reencarnação; porque nada pode garantir que um deva não possa renascer em outro Reino. Para renascer como deva, o Espírito deverá se manter puro na sabedoria da bondade, coisa que pode escapar a qualquer deva: ao longo de 30 mil anos de Paraíso o Espírito tende a esquecer do plano religioso da existência.

Por isso, alguns sábios religiosos, como os monges [lamas] do budismo tibetano aconselham, durante o estado de Bardo [intermediário entre duas vidas], evitar o desejo pelo Reino e mundos dos Devas: "No continente oriental de Lupah... indo para lá, este Continente se bem que seja feliz e fácil é aquele onde a religião não predomina. Não entre aí" [SAMDUP, 2003]. No texto do Livro dos Mortos Tibetano, todavia, o conselho é outro: "Àquele que deverá nascer como deva surgirão templos exóticos [moradas] construídos com diversos metais preciosos. Pode-se entrar aí. Entra". [SAMDUP, 2003].



 







Esq.: Devas, anjos sob o ponto de vista cristão, deuses para os hindus, como o pequeno Ganesha [com aspecto de elefante] que se vê à frente, direita. Eles habitam o Reino dos Paraísos mas não estão livres do carma e também os Devas precisam seguir os giros da roda do Samsara e, depois de uma vida em Devakhan [lugar dos Devas], terão de renascer em um dos cinco Reinos dos Espíritos de Deus.

Dir.: Asuras, eles são belicosos, orgulhosos e muito sensíveis aos apelos de seus devotos humanos. A figura representa um Asura famoso: Varuna. Esse regente da arquitetura e da metalurgia é considerado o responsável pelos ciclos do Sol, da Lua, das marés e pela estrutura topográfica do planeta Terra. No reino animal, domina os crocodilos e as serpentes. Na religião comparada corresponde ao Hefaistos [Hefestos] dos gregos; Vulcano, dos romanos.



2. Asuras

Na cosmologia indiana os Asuras são seres super-humanos [LOCHTEFELD, 2005]. Asura é o nome destas criaturas, nas línguas sânscrito, pali e coreano; no Tibet, são os Lha-ma-yin; no Japão são os Ashura e na China, Axiuluo. Enquanto a serenidade e benevolência é característica dos Devas, os Asuras são agitados e, embora não sejam necessariamente maldosos são passionais e, em sua revolta, não poupam agressividade contra aqueles que consideram como rivais em qualquer questão.

São poderosos mas, freqüentemente, suas paixões os tornam amorais e/ou anti-éticos até porque são profundamente dominados pela arrogância e orgulho pessoal. No âmbito da cultura popular a palavra "Asura", se refere a "anti-deuses", "não-deuses" ou, ainda, são confundidos com elementais, deuses maus, gênios, espíritos malígnos, demônios. Porém entre os estudiosos da teogonia/cosmogonia oriental os Asuras são seres divinos. Conforme explica Helena Petrovna Blavatsky no Glossário Teosófico:


Asu significa "alento" [sopro/palavra] e é com este alento que Prajâpati [Brahmâ/Deus Pai] cria os Asuras... Nos Vedas, os suras estão sempre relacionados com Surya, o Sol, considerados como divindades [devas] inferiores. Em sua acpção primitiva e esotérica, baseando-se em outra etimologia, asura [de asu, vida, espírito vital ou alento ─ de Deus ─ e ra, [que tem ou possui] significa um ser espiritual [menos material] ou divino," [BLAVATSKY, p 60 ─ In Google Books].


Boa parte da natureza revolta dos Asuras deve-se ao fato de eles [as] são profundamente devotos, leais à Trindade Brahma-Shiva-Vishnu, leais aos seus amigos de outros mundos e Reinos, leias aos seus Budas, suas divindades tutelares, um tipo de Espírito tão elevado que transcende a pertença a qualquer Raça espiritual. Assim, qualquer atitude ou palavra mal colocado pode ser considerada um ultraje despertando afúria, indignação, instigando o amor próprio alimentado por um rígido conceito de dignidade. São vaidosos, orgulhosos e beligerantes beirando, e muitas vezes mergulhando, no domínio da soberba e da crueldade.

Sob o ponto de vista da religião comparada seriam, então, "semi-deuses". Também podem ser identificados com os Heróis gregos ou, ainda, com os Titãs, os quais, muitos, tornaram-se semi-deuses, como Hércules, por exemplo. No contexto judaico-cristãos, seriam os "Anjos Caídos". De todo modo, seja qual for o nome pelo qual são identificados, estes seres são regentes dos fenômenos sociais nos mundos de todos os Reinos. Sobre os mundos Asura, o Livro dos Mortos Tibetano assim os descreve: "O que deverá nascer como asura avistará uma floresta deliciosa, com círculos de fogo girando em direções opostas" [SAMDUP, 2003].



3. Homens

Os mundos humanos são, indiscutivelmente, os mais desafiadores para o complexo de inteligências com o qual são dotados os Espíritos Egóicos. Somente no Reino Humano a condição/Raça do Espírito pode ser modificada através de escolhas entre boas e más ações. Os outros Reinos são, vocacionalmente, lugares de recompensa, expiação ou retorno a uma condição essencial anterior, original, que continua prevalecendo mesmo depois de uma encarnação no Reino Humano.

A situação existencial de um ser humano ao nascer e ao longo de sua vida, sua saúde, posição social, qualidades físicas e psicológicas, tudo isso é determinado ─ na maior parte dos casos ─ pela Lei da Justa Retribuição ─ a Lei do Carma. E a dívida cármica contraída em encarnação humana deve ser anulada em outra encarnação humana. Ninguém compensa seus "pecados" em mundos infernais; antes, como diz a sabedoria popular: "Aqui se faz, aqui se paga". [Quem "vai para o inferno" depois da morte, simplesmente retorna ao lugar de onde saiu e para onde deve voltar porque, apesar da encarnação humana, continuou sendo um habitante dos Infernos, pertencentwe à raça dos demônios].

Isso não significa que somente Egos de essência humana habitam mundos humanos. Devas, Asuras, Rakshasas, Pretas, todos estão sujeitos e são passíveis de sofrer, experimentar uma ou várias encarnações humanas sempre com o objetivo de aperfeiçoamento do Eu Sou. Os mundos humanos, são, portanto, oficinas da evolução espiritual.

No post mortem, este estado de ser Intermediário, aquele que tende a renascer em mundo humano, ao modo chamado nascimento pela matriz ou nascimento pelo germe terá a visão de "machos e fêmeas em união" em um cenário de "grandes e belas casas" [SAMDUP, 2003]. "Entrar" no germe significa, literalmente, se apossar do organismo formado pelo "montículo de impurezas" [o esperma e o óvulo em matriz humana].

Nos mundos humanos, predominam as situações de paixão, desejo, dúvida, orgulho e vaidade. O nascimento no mundo humano é considerado vantajoso em meio aos Reinos Samsáricos [do ciclo de reencarnações]. Isto porque o os Reinos Humanos são os proporcionam a aquisição de Iluminação [aperfeiçoamento, sabedoria, aprendizado] de forma mais objetiva e rápida através das múltiplas "condições de vida" que oferece; ou seja, justamente porque nos mundos humanos "os homens não nascem nem são todos iguais", especialmente no que se refere àquelas situações existenciais que fazem as pessoas refletirem sobre coisas do tipo: "o mundo é injusto". Nos mundos humanos existem pobres, remediados, ricos, feios, bonitos, gordos, magros, saudáveis, doentes etc.. E embora essas diferenças sem razão aparente possam revoltar e/ou entristecer muitas pessoas, na verdade, as desigualdades encerram propósitos evolutivos individuais e coletivos.

Segundo o Bardo Thödol, escolher este germe é a primeira e difícil tarefa do futuro ser humano; muito da sua próxima vida dependerá dessa escolha, que pode resultar em uma experiência proveitosa e/ou mesmo agradável ou, ao contrário, destitosa, miserável. Outras Raças de Espírito passíveis de nascer pelo germe são os Râkchasas e os Pretas. Asuras e Devas têm nascimento supranormal e o mesmo acontece com os mais puros dos Espíritos, aqueles totalmente libertos da matéria densa, livres de todo condicionamento mental; constituídos de energia pura, eles são os Budas, os Iluminados e os Boddhisatvas ─ corpos de sabedoria.



4. Pretas: O Reino dos Fantasmas Famintos

Assim como nos mundos infernais, os Espíritos da Raça Preta [no Japão, chamados Gaki] expiam, purificam-se do peso de erros passados através do sofrimento. São atormentados pelas misérias da fome e da sede insaciáveis, até porque, seus pescoços, muito finos, "estreitos como o fundo de uma agulha" não permitem que se alimentem até a saciedade. Em contrapardida, seus estômagos são "grandes como tambores" [LOCHTEFELD, 2005]

Segundo a crença vulgar, os Pretas são "demônios famintos", "Cascas" ou invólucros de homens avaros e egoístas depois da morte... Renascem como pretas no Kama-Loka. ...[São] espectros, fantasmas, almas de defuntos. ...Habitam a região das sombras, estão geralmente associados aos bhütas e, como estes, costumam freqüentar os cemitérios e animar corpos mortos [BLAVATSKY, 1995].

Esse estado lamentável é decorrente da "gula" subjetiva destas criaturas, Egos dominados pela ambição, avareza, mesquinharia, mas também pelos desejos físicos, objetivos, como a voracidade diante da comida e do sexo, a acomodação ao sono, preguiça, anseio de fama e de riquezas em outras vidas, em outros mundos, seja em mundos pretas ou em qualquer outro dos cinco Reinos da existência.

  





Dir.: Inferno Budista ─ Os "Jardins do Inferno", na Tailândia, contraponto aos idílicos Jardins do Edén. Fica no monastério Wang Saen Suk, 90 minutos de carro ao sul de Bangcok. Na entrada, pictogramas coloridos informam: "Bem vindo ao Inferno!" O lugar é um tipo de "parque temático" onde esculturas de madeira muito expressivas mostram os variados sofrimentos que Espírito experimenta nos mundos infernais. Veja mais em Thai's Hell Garden.

Centro.: Râkchasas ─ quanto à aparência, alguns descrevem os machos como extremamente feios, ao contrário das fêmeas, consideradas belíssimas apesar de alguns traços zoomórficos presentes em sua constituição física. Esq.: O mundos dos Pretas ou Gaki, no Japão: fome, sede, tristeza, infindável insatisfação, é a realidade criada em torno dos seres dominados pela avareza.



5. Râkchasas: Reino de Naraka

Os râkchasas são habitantes dos mundos chamados de Infernais ou Reino de Naraka. Dante Aliguieri acertou quando concebeu vários infernos; de fato, existem numerosos mundos infernais onde os Egos sofrem o peso de suas ações malignas. Mas isso não decorre de um castigo divino; antes, tais mundos são infernais porque os rakchasas são seres infernais, tomados pelos mais perversos sentimentos e desejos. Segundo H. P. Blavatsky:


Râkchasas [sânscrito]: Literalmente "comedores de carne crua" e, segundo a superstição popular, maus espíritos, demônios. Esotericamente, contudo, são os gibborim [gigantes] da Bíblia, a quarta raça dos Atlantes. [Os râkchasas, exotericamente, são gigantes, titãs, inimigos dos deuses: são demônios, gênios ou espíritos malignos dotados de grande poder; atormentam a humanidade com todo tipo de mal; freqüentam os cemitérios, comem carne crua, estorvam ou perturbam os sacrifícios e mudam de forma à vontade. São os ogros ou antropófagos da Índia... Uma classe de râkchasas são [os guardiões dos tesouros] de Kuvera, [divindade das riquezas] ─ [BLAVASTKY ─ Glossário Teosófico].


O Espírito de essência, "raça" râkchásica constrói seus próprios mundos como ambientes onde imperam os reflexos de seus próprios pensamentos [como de resto, em todo o Universo, ambientes são criados por agregados de pensamentos da mesma natureza]: ódio, violência, inveja, luxúria, cobiça. Fome, sede, sensação de estar sofrendo torturas terríveis, como o desmembramento que dói mas não mata, agonias, aflições inimagináveis caracterizam a vida nos mundos infernais.

A vida de sofrimento infernais pode ser muitíssimo longa, até 60 mil anos terrenos.
Os sofrimentos do inferno incluem experimentar vida e morte em um mesmo dia. Dos mundos infernais é dito que o inferno de Avici é o pior deles. Segundo texto "Os Reinos do Dharma", traduzido [de fonte não mencionada] por Sérgio Pereira Alves:

O primeiro sofrimento é tempo ininterrupto, significando que não há nenhum descanso.
O sofrimento é contínuo, não há nenhum tempo para respirar durante até mesmo um minuto ou um segundo. O segundo sofrimento é espaço ininterrupto. No Inferno de Avici, espaço é preenchido com uma ou várias pessoas. Se houver muito espaço, uma pessoa se multiplicará até que ela ocupe todo o espaco. Assim este inferno pode estar cheio com só uma pessoa. O terçeiro é o sofrimento ininterrupto.


A pessoa tem que sofrer todos os tipos de sofrimento do mundo. Não há nenhum inferno que tenha mais sofrimento que este Inferno de Avici. Tal sofrimento é chamado de sofrimento ilimitado. O quarto sofrimento é o grau ininterrupto, significando que este inferno não diferencia, se a pessoa é um deus no céu, um humano no reino humano, um fantasma faminto dentro do reino dos fantasmas ou um animal dentro do reino animal. Se a pessoa se "qualifica ", qualquer um pode entrar no Inferno de Avici e pode receber o mesmo tratamento. O quinto sofrimento é vida ininterrupta. Há numerosas vidas e mortes dentro de um dia e uma noite, e, entre uma vida e uma morte, a pessoa sofre.


Mas nenhum râkchasa está condenado a ser um desgraçado pela Eternidade manvatárica: mais cedo ou mais tarde, a dinâmica que rege todas as coisas do Universo, cujo princípio é movimento, mudança, atua também sobre estes espíritos ditos demoníacos, modificando sua mente e percepção [forma de pensar, perceber, sentir, uma mudança nos padrões de pensamento porque, afinal, "Tudo é mental"]; em decorrência, o râkchasa verá sua realidade modificada. Morrerá para o inferno; morrerá em sua vida no inferno podendo, então, renascer [reencarnar] em um Reino de mundos melhores.



Miscigenação Espiritual

Nunca é demais enfatizar que a classificação é somente didática, serve apenas para organizar o pensamento na compreenção do tema. A realidade cósmica não obedece a nenhum limite intransponível. As cinco "Raças" de Espíritos transitam, em suas muitas vidas, pelos cinco tipos de mundos. Um espírito do tipo Asura pode "nascer" em um mundo de Homens ou em um mundo Râkchásico, por exemplo. Essas cinco Raças, têm, portanto um elemento existencial em comum: são, necessariamente Espíritos Egóicos [Eu Sou] reencarnantes.

Os Devas, que segundo o estudo de religião comparada, correspondem tanto ao Anjos judaico-cristão ─ mais específicamente, aos Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Virtudes e Potestades ─ quanto aos deuses dos panteões dos pagãos [como os gregos], este Deva pode "encarnar", "nascer" em mundo humano embora não seja um Ser essencialmente humano. Nos mundos habitados por Espíritos Egóicos as populações ─ do ponto de vista da essência, natureza ou Raça de dos Espíritos ─ são, mais ou menos miscigenadas e, possivelmente, os mundos Humanos são os mais miscigenados espiritualmente porque oferecem uma diversidade assombrosa de experiências ontológicas.

Nos mundos Humanos, virtudes e vícios coexistem em relações complexas que exigem uma alta capacidade de discernimento de todas as Inteligências que um Espírito Egóico possui [inteligência analítica, emocional, matemática etc.]. Nestes Mundos sofre-se muito porém aprende-se muito mais. Às vezes sofre-se tanto quanto no pior dos Infernos [pois existem muitos mundos infernais]. Por isso, a condição humana é um estado de ser que exige uma boa dose de heroísmo entre outras "habilidades".

Um ser humano, antes de ser humano é Espírito Egóico, um Ego, um Eu Sou.
O mesmo Espírito Egóico que hoje se manifesta como ser humano, daqui a um Eón, pode estar se manisfestando com um Asura; ou, o contrário, um Asura pode perder a harmonia [da sua unidade de Ser] e manifestar-se em uma vida rakashika [como um demônio habitante do inferno] ou, na via contrária, alcançando um estado de paz e bem estar, conquistar uma vida como Deva; e um preta, um dia consegue cultivar em si mesmo uma centelha de esperança e morrer e renascer como um ser humano; talvez um ser humano chato, triste, resmungão, sempre arrastando correntes de insatisfação, porém, humano! Melhor que o estado deprimido e recalcado-invejoso e, sobretudo, insoluvelmente faminto, na infindável fome e sede dos pretas. E assim evoluem, progridem, retrocedem e, muitas vezes, trabalham as populações dos mundos dos cinco Reinos do Ser ao longo de uma Eternidade [Maha-avatara, período de manifestação de Deus em Universo].


Encarnações: Transitando Entre os Reinos de Deus

Admitindo que os Espíritos encarnados na Terra pertencem a diferentes "Raças", diferentes estruturas psíquicas, mentais-emocionais, é possível compreender como e porque tantos humanos parecem ser tão pouco "humanos". É porque não são mesmo; não na essência. Alguns, mais se parecem com anjos enquantos outros comportam-se como demônios. Heróis e vilões, vítimas e carrascos, omissos e ativos, preguiçosos e laboriosos, assim a diversidade da "espécie humana", do Ser humano, intriga a biologia, a psiquiatria, a psicologia, desafia a genética, a pedagogia e diante de um prodígio artístico-intelectual ou de um fascínora "sem coração" é pertinente questionar: "Isso é gente?" ─ e, ainda, se alguém dissesse "mais ou menos", possivelmente, não seria uma resposta insana, ao contrário, esse "mais ou menos" pode estar muito próximo da verdade.

O renascimento como ser humano é muito difícil de ser obtido. Chega a ser uma ocorrência rara [em termos de indivíduo] porque a maioria das pessoas desperdiça seu tempo de vida terrena entre os anseios materiais, emoções, pensamentos e atitudes inúteis. A maior parte daqueles que morrem nos mundos humanos demora a retornar. Há uma rotatividade muito grande de raças espirituais que buscam nestes mundos os meios para obter a purificação, refinamento, melhoria do Si mesmo, do Eu Sou.

O fato é que a condição humana é experimentada não somente por Devas e Asuras, Râkchasas e Pretas mas também pelos espíritos em estágio de transcendência de uma condição animal e, ainda por espíritos livres de Carma, ["Raças" mais evoluídas, que são energeticsamente mais puras, fortes e poderosas] como Buddhas e Bodhisatvas [Nirmanakayas] ─ que voluntariamente se submetem às limitações do Reino Humano a fim de auxiliar seus "irmãos" na jornada evolutiva.



Sobre as Desigualdades: Nos mundos humanos, predominam as situações de paixão, desejo, dúvida, orgulho e vaidade. O nascimento no mundo humano é considerado vantajoso em meio aos Reinos Samsáricos [do ciclo de reencarnações]. Estes mundos são os proporcionam a aquisição de Iluminação [aperfeiçoamento, sabedoria, aprendizado] de forma mais objetiva e rápida através das múltiplas "condições de vida" que oferece. As desigualdades entre os homens, que a maioria percebe como injustiça do Destino ou de Deus, estas desigualdades são, precisamente o que torna a condição humana única; somente na condição humana o Espírito consegue evoluir.

Além disso, as desigualdades refletem com muito acerto configurações existenciais decorrentes da raça do Espírito encarnado. Isso se explica quando se admite que, embora as pessoas não conservem a memória da pré-vida-terrena, são elas mesmas, enquanto Espíritos de determinada raça que realizam operações fundamentais para a configuração da vida terrena que enfrentarão; operações tais como: escolha do meio familiar [incluindo traços genéticos fenotípicos, de aparência] e social. Por essa razão é que coexistem nos mundos humanos pobres, remediados, ricos, feios, bonitos, gordos, magros, saudáveis, doentes, inteligentes, néscios, gente muito má, gente muito boa, gente que "nem fede nem cheira" etc. E embora essas diferenças sem razão aparente possam revoltar e/ou entristecer muitas pessoas, na verdade, as desigualdades encerram escolhas e propósitos evolutivos individuais e coletivos.

Certas "impressões", percepções entre os seres humanos, tantas vezes expressas em linguagem que se pensa meramente figurada, essas percepções e "figurações" podem ser mais verdadeiras do que parecem. Em meio às metáforas dos elogios e das injúrias [xingamentos] existe muita literalidade, realidade. Se frequentemente as pessoas referem-se umas às outras como "anjo", "deusa", "meu herói!, ─ ou então ─ "fulano é uma anta", uma porta, um demônio, uma "mala" sem alça, um saco, um urubu... não raro o Espírito em questão é, de fato, um "espírito-de-porco", por exemplo.

Assim, essa massa de espíritos encarnados nos mundos humanos, embora tenham todos a anatomia antropomórfica, esta massa é constituída de diferentes Raças de Espíritos. Assim, olhar para as pessoas que transitam nas ruas pode ser como olhar para uma rica fauna invisível. Ocultos pela "veste humana" [corpo] convivem nesta Terra antas e leões, vermes, cachorras, portas, demônios râkchasas e demônios pretas; mas também, deuses, anjos, buddhas. Resta aprender a reconhecer os espécimes, as raças que nos rodeiam a fim de escolher muito bem aqueles com quem dividimos vida, para não correr o risco de jantar com um diabo ou dormir com as cobras. Meditemos...




fonte:
http://www.sofadasala.com/ocultismo/racasespirituais.htm
Bibliografia

AGRIPPA DE NETTESHEIM, Henrique Cornélio. Os Três Livros de Filosofia Oculta. [Compilação e comentários de Donald Tyson. Trd. Marcos Malvezzi] ─ São Paulo: Madras, 2008.
BLAVATSKY, H. P.. A Doutrina Secreta ─ vol. I. [Trad. Raymundo Mendes Sobral]. São Paulo: Pensamento, 2000.
........................... Glossário Teosófico, vols. I & II online ─ In E-Snips Livros Esotéricos ─ acessado em 15/02/2009
DEVAS. In WIKIPEDIA ─ acessado em 03/01/2009
LOCHTEFELD, James G.. The Six Realms of Existence: setembro de 2005. In Carthage College Personal Webhosting Sever, Kenosha/Wisconsin ─ acessado em 03/2/2009
PEREIRA ALVES, Sérgio. Os Reinos do Dharma ─ acessado em 14/02/2009.

LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús


edição: L. Cabús ─ fevereiro, 2009
editoria: mahajahck@hotmail.com

publicado por luzdecuraeamor às 19:45
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As Raças dos Espíritos de Deus - parte 1

As Raças dos Espíritos de Deus
por Ligia Cabús


LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús





A questão da existência, ou não, de vida inteligente extraterrestre [em outros planetas, sistemas, galáxias], vida intraterrestre, nos subterrâneos, nas profundezas do mar ou, ainda, vida meta-terrestre ou meta-dimensional [habitantes de outras dimensões de existência, de universos paralelos], essa idéia, tendo ocupado definitivamente seu lugar entre os campos da investigação científica, é um tema que agora se organiza em disciplinas específicas, especializações como a Exobiologia, a Arqueologia Astronômica ou mesmos os delirantes, posto que não são fundamentados, estudos especulativos de Exopolítica!

Nesse contexto emergem personagens cuja realidade, embora não comprovada, não os impede de tornarem-se populares, verdadeiros mitos contemporâneos. São eles, especialmente, os reptilianos e os pleiadianos, que já têm uma "história" de serem tradiconalmente rivais, protagonistas cósmicos do eterno conflito do velho Maniqueu [Antigüidade, Pérsia]: o Bem contra o Mal, Treva contra Luz. Os ufólogos-exobiólogos falam muito dessas Raças de alienígenas entre as quais ainda reconhecem subraças, híbridos, mutantes diversos e tipos mais raros ou inexplicados [como os foofighters].

Enquanto se acumulam as hipóteses sobre os alienígenas, entre livros, ensaios, revistas, fotografias, supostos"comunicados", textos e grupos de estudo, tudo disponível na internet, nada se diz, todavia, sobre as "Raças" de Espíritos que se manifestam nos diferentes corpos materiais dos seres inteligentes [animados com autoconsciência, segundo o Livro Tibetano dos Mortos] que habitam os inimagináveis planos ontológicos - que são ESTADOS de Ser e Estar - coexistentes, simultâneos no Universo. Os habitantes das "muitas Moradas" do Criador.


Espíritos



A ciência ocultista e os mais antigos mitos cosmogônigos descrevem o Princípio de Todas as Coisas de modo muito semelhante à Astrofísica contemporânea. Muitos antes da teoria do Big Bang aparecer, os relatos arcaicos já falavam de um Ser que estava só, o Grande Espírito. Este ser, feito de enigmática energia, ao se sentir só e ao lamentar-se porque está só, manifestou seu desejo de SER mais de um e assim tudo foi imediatamente criado. O Espírito, matéria inerte e escura, foi "ativado", "acordou" colocou-se em movimento manifestando uma Vontade Suprema. Essa Vontade criou o "torvelinho", o Fohat, o primeiro Espírito agente, que movendo-se em círculos, deu forma e sentido aos primeiros agregados de partículas energéticas espirituais que, muitas rotações depois, chegaram a ser a matéria bruta como a que se conhece em planetas como a Terra e em outras modalidades, desconhecidas dos seres humanos.
VEJA IMAGEM AMPLIADA In TTTAstro

Os Espíritos dos seres [vivos e brutos], embora sejam, em última instância os próprios seres, em si mesmos, despidos de toda e qualquer adaptação e/ou "vestimenta" ambiental, são, eles, os Espíritos, a realidade primeira e última mais misteriosa do Universo, ao menos para os homens do planeta Terra. Ninguém - em nível de conhecimento científico, comprovado - sabe do que são feitos, como surgiram no contexto da Criação ou quantos são em todo o Cosmos. Alguns crêem que Deus cria uma nova alma [termo que será utilizado aqui como sinônimo de Espírito] a cada ser ou cada criança que nasce no mundo. Os Teósofos, ao contrário, afirmam que todos os espíritos são contemporâneos ao Big Bang e cumprem longa jornada de mudanças e aperfeiçoamentos ao longo da Eternidade [que, na verdade, teria sim, um fim, quando toda a matéria universal se reúne e entra em estado de latência/repouso [chamado PRALAYA]; ou seja, volta a Ser Uno e Só e muito quieto...

Sendo os Espíritos uma realidade ou ao menos possibilidade sempre renegada ou desdenhada pela ciência objetiva contemporânea [embora aceita pela ciência da Antiguidade], praticamente tudo o que se sabe sobre esta FORMA DE SER é conhecimento herdado de culturas mágicas e religiosas muito antigas; e quanto mais antiga a tradição, mais detalhado se mostra o panorama da existência além desta vida e menos fantasiosos são os relatos que descrevem tanto o post-mortem quanto a "pré-vida-planetária".

Enquanto os católicos falam de Paraíso, de uma Jerusalém cujas calçadas são feitas de pedras preciosas; muçulmanos deliram com jardins cheios de árvores que se inclinam oferecendo as frutas e numerosas virgens perpétuas para satisfazer os desejos sexuais dos bons fiéis desencarnados e, ao mesmo tempo, enquanto tais religiões descrevem infernos escaldantes repletos de carrascos incansáveis; enquanto isso, o velhíssimo Bardo Thödol [Budismo Bhramânico-vedantino + religião Bön-Pá de tradição Tibetana], conhecimento milenarmente mais antigo que as escrituras judaicas, cristãs e a farsa islâmica do Alcoorão, o Livro dos Mortos Tibetanos fala do ESTAR em um NÃO-LUGAR experimentando diferentes ESTADOS MENTAIS e DISPOSIÇÕES PSÍQUICAS que determinam as sensações e percepções do além túmulo e as condições de uma próxima vida.

É uma situação na qual o Espírito, despido de todas as referências biográficas da vida passada em determinado mundo, exceto as eventuais culpas, remorsos e/ou virtudes e alegrias que permanecem em sua memória, acha-se em um estado livre de forma [exceto aquela que ele crê possuir]: esta situação é chamada de Estado Intermediário, tradução precisa dos termos Bardo Thödol [Estado de Bardo, Estado Intermediário]. Em estado Bardo o indivíduo fica naquela condição que os kardecistas chamariam de "espírito errante" - no sentido de sem rumo, sem orientação, sem padrões de modus vivendi, sentido, significado para existir.



Seres Auto-Conscientes



Uma daquelas coisas que ninguém sabe é quando, como e porquê este ou aquele Espírito [que pode ser entendido com Unidade Egóica], criado em simultâneo com a criação do Universo, encarnou-se ou materializou-se [atomizou-se e molecularizou-se?] pela primeira vez. Ninguém, sobretudo, sabe porquê, uma unidade Egóica de essência Divina, deixando a realidade subatômica de SER energia PURA para entara em uma relação de união integrada com uma forma-corpo constituído de matéria planetária e sujeito a uma série de limitações, ruins ou menos piores, dependendo da categoria de ser no qual ele se converta em função de seus apetites e tendências.

Essa disposição de colocar a si mesmo em estado de impureza em troca de certas experiências sensoriais é o que a mitologia de muitos povos entende como "a queda do Homem [ou do Espírito na matéria que, absolutamente, não se confunde com a mitológica Queda dos Anjos]. Apesar das incertezas e ignorância sobre as evoluções [a movimentação, a conversão, as transformações] dos Espíritos em meios materiais, a ciência oculta tem preservado por milênios o dogma que descreve esse fenômeno, pelo qual passam todos os Espíritos: vivências/experiências, entre a materialização e a desmaterialização mais ou menos densa e pesada:

O Sopro torna-se pedra;
a pedra converte-se em planta;
a planta em animal; o animal em homem;
o homem em espírito e o espírito em um deus
[BLAVATSKY, 2000]




O que antigo axioma está dizendo claramente é todo Espírito autoconsciente neste tempo presente já foi, um dia, pedra, planta, animal, homem e será novamente Puro Espírito e enfim, uno com Deus, "um deus". Outra forma de dizer isso é admitir que todos os Espíritos experimentam todos os Reinos da Naturezas Física e Metafísicas [planetárias e dimensionais] do SER: mineral, vegetal, animal em todas as suas manifestações intermediárias.

Fantasmas & Elementais: Tanto entre as grandes religiões [Cristianismo, Islamismo, Budismo] quanto entre os cultos regionais mais primitivos a idéia de Espírito foi desgastada pela distorção das informações, que transformam ritos religiosos em práticas de superstição. O entendimento de Espírito mais difundido é restrito, associado genericamente a: 1. seres humanos desencarnados; 2. seres elementais, habitantes dos quatro elementos [para alguns cinco: água, terra, fogo, ar, éter] que atuam de forma imprevisível, tando benéfica quanto maléfica.

Na esfera do conhecimento popular e especialmente na doutrina do cristianismo católico e do terror Islâmico, que vê o diabo em toda parte, todas essas criaturas, sejam fantasmas ou elementais, são demoníacas e relacionar-se com tais seres é, essencialmento, claro, pecado! Com menos escândalo e terror pode-se dizer mais acertadamente que relacionar-se com desencarnados e/ou elementais é tão desnecessário quanto pouco saudável; isso quando não se torna uma aventura perigosa, portal para a insanidade mental.

Muito populares deste mundo ou mundos invisíveis são os Anjos, os seres que estão mais próximos do Altíssimo, agentes do bem contido em toda Vontade Divina [ainda que essa Vontade pareça, por vezes, produzir uma catástrofe], desempenham as funções cósmicas de mensageiros e guardiões [combatentes mesmo] do Reino de Deus. Os Anjos estão presentes nas doutrinas judaica, cristã e muçulmana, apresentados em uma hierarquia de poderes e atribuições. A classificação mais aceita distingue nove categorias de Espíritos Angelicais, os "Anjos":

Os serafins, são anjos muito diferentes da imagem popular. São descritos criaturas de grandes dimensões, dotados de 3 pares de asas.


Serafins

São "supercelestiais. Os mais próximos do centro do Ser Criador. Trabalham com a Providência Divina. Seu instrumento é a Bondade.

Querubins

Trabalham com a essência de Deus, [que é Mente] e confere aos Epíritos de Deus humanos a luz intelectual, o poder do conhecimento e da imaginação que permite ao homem contemplar as coisas divinas

Tronos

Trabalham com a Sabedoria de Deus [o conhecimento eterno de Todas as Coisas], são a memória e o raciocínio do Universo aberto àqueles que conseguirem acessar o "Livro da Eternidade".



Dominações

Diretamente ligados à regência das coisas do Mundo, essas três categorias são dirigidas pela primeira, as Inteligências das Dominações. Interferem nas questãos dos conflitos entre os homens. Protegem [os justos] contra inimigos domésticos [ou seja, aqueles que estão mais próximos de nós].


O Arcanjo Miguel, general das Milícias Divinas, é um dos mais conhecidos Arcanjos da mitologia cristã


Virtudes

São "ministro do céu que às vezes conspiram para realizar milagre". Trabalham junto às Humanidades para que escolham antes a virtude do bem desprezando os vícios que corrompem a essência do Ser.
Potestades

Eliminam manifestações fenomênicas que ameacem perturbar a "lei divina". Monitoram toda violência que destrói viventes em estado corpóreo, considerando todo corpo como veículo, parelho físico de um Espírito, como "Tabernáculo de Deus", morada de Deus.


Principados

São os primeiros daqueles que são considerados, por muitos ocultistas, como pertencentes à hierarquia inferior, significando que estão ainda mais perto dos Espíritos encarnados em Planetas mais ou menos densos. São regentes da vida prática na esfera do controle dos seres humanóides sobre "as coisas', matérias, materiais, elementos, meio-ambiente, e controle seu prório ser. Os Principados estão ligados ao equilíbrio cibernético cotidiano. Meditemos...

Em Agrippa, Principados, Arcanjos e Anjos são definidos como "espíritos ministrantes que descem para cuidar das coisas inferiores. Principados, especificamente, ocupam-se do interesse público, dos príncipes e magistrados, províncias, reinos, Estados e tudo o que lhes pertence" [AGRIPPA, 2008 - p. 661].

Arcanjos

Presidem os rituais sagrados, inspiram o sentimento de adoração a Deus, orações, penitências e todas atitudes de caridade e fraternidade. Também estão ligados à relação do homem com a Natureza; podem comandar os animais do campo, os peixes, as aves.

Anjos*

Finalmente, os Anjos, estes, tão mais populares que parecem engolir todas as categorias, cuidam de coisas pequenas [mas a vida do homem na Terra está repleta de coisas pequenas...]. Também são guardiões específicos de plantas e pedras "e todas as coisas inferiores". Ministros mediadores são, sob esse aspecto, aqueles mensageiros que com tanta freqüência aparecem nos relatos de textos sagrados. "Mensageiros da Vontade Divina, intérpretes da mente de Deus" [AGRIPPA].



* Os Anjos propriamente definidos são apenas uma entre essas nove categorias de seres celestiais, a mais inferior por sinal, o que significa, mais distantes de Deus, segundo a teologia cristã. O termo Anjo foi tomado como termo geral, para referência a qualquer ser de qualquer uma das categorias daqueles seres que são considerados como uma espécie de equipe de trabalho do Criador, milícia de Deus.


Espírito: o Onipresente


Sejam fantasmas, elementais, anjos ou demônios, até aqui, o senso comum concebe a idéia de Espírito como algo que evoca o sobrenatural nas visões lúgubres e cadavéricas das "assombrações" ou às imagens de seres etéricos, luminosos, vaporosos, "divinos". Todavia, na esfera do conhecimento esotérico, onde a raíz das palavras e das realidades últimas não se perde, nesse âmbito, Espírito se refere à Individualidade, seja do Único, do Todo, antes do alvorecer da manifestação em Universo, seja Individualidade de cada um dos seres manifestados em seus peculiares graus e qualidades de sensibilidade, percepção, consciência e inteligência; em uma escala de evolução que, no caso dos seres brutos [como as pedras, os minerais em geral], chega muito perto do grau zero. [Em outras palavras, até onde se sabe uma pedra não sente dor nem fica "chateada" se alguém da uma "bicuda" nela; isso não quer dizer que ali, naquele rocha, não habite um Espírito aprisionado em virtude de um estágio evolutivo de Ser bruto].

O "Grande Arcano", que o ocultista francês Eliphas Levi resume na frase "É a divindade no Homem"; a Verdade simples que poucas pessoas conseguem absorver apesar da singeleza do enunciado é que o Espírito é Tudo ─ é o Todo, em tudo está e a tudo permeia, perpassa, enquanto a tudo constitui na total consiguração do SER de todas as coisas, seja a estrela mais brilhante do Cosmos, seja um microorganismo menor que um grão de talco ou, ainda, a energia que move fenômenos da Natureza como a trajetória de um cometa ou uma corrente de vento.

O Espírito Unidade, quando em movimento, gera diversidade. O movimento é deflagrado pelo pensamento do Um; palavra na mente do Um, pequena frase que diz EU SOU. Uma afirmação que põe em movimento a vastidão indiferenciada do Ser primordial [o negro "Abismo das Águas"] gerando, assim, a multiplicidade de seres. Cada ser, Espírito-unidade [que os esotéricos chamam mônada] surge [porque não "nasce", resulta de uma reação físico-química] tosca, insensível. Mas a mônada bronca tem Eternidades para evoluir ao longo de sua existência, conduzida pelo movimento universal, que consiste na interação dos seres em trajetórias circulares, sejam esferoidais, elípíticas ou espirais, girando a diferentes velocidades, em diferentes condições de temperatura e pressão. É o caldeirão cósmico mexido pelo primeiro pensamento de Deus.

Para a mônada, o importante é que pode demorar uma centena de Manvataras [Eternidades de manifestações do Universo] porém, em algum momento, depois de muito "sofrer" [no sentido de experimentar e ser provocada pelas experiências] - sofrer, com os acidentes e intempéries na jornada de meramente existir, ela, a mônada, alcança uma condição de sensibilidade. [E a partir daí "sofrerá" ainda mais intensamente]. O Espírito-mônada adquire percepções, consciência vaga e, enfim, consciência de si mesma, germe da inteligência. Tornou-se uma "Individualidade Egóica", um "EU SOU" e somente por ter chegado a esse tipo de consciência os Espíritos Egóicos já começam a manifestar a condição divina que pulsa em suas origens. Não é mais mônada, é Manas.


Tudo É Mental


O primeiro princípio da filosofia do mítico Hermes Trimegisto enuncia: "Tudo é Mental". Este lugar, chamado Universo ou Cosmo, palco de tantos acontecimentos protagonizados pelos Espíritos Egóicos, é um lugar/não-lugar, é um espaço gráfico, numérico até, mas não, de fato, mas não geológico ou geométrico, mas instância de SER, de natureza mental, onde coexistem diversos planos mais ou menos adequados a diferentes estados ontológicos [de SER]; são os diferentes "Mundos".

Mundos mentais, constituídos de matéria mental agregada pela força da manifestação mental que é o PENSAMENTO-PALAVRA. E não mais o pensamento primordial D'Aquele Que Estava Só, mas pelos pensamentos, gerados por sensações-emoções justamente dos Espíritos Egóicos, os Espíritos-Manas, os "EU SOU" e seus devaneios em torno das condições de "Eu Estou..." E conforme se agregam, reúnem-se pela afinidade dos pensamentos semelhantes, esses pensamentos, as emoções, formam os Reinos e os mundos correspondentes, "temperados" por estes pensamentos; ambientes, que vão dos infernos aos céus passando pela Terra [e/ou outros planetas fisicamente habitáveis por seres humanos].


Raças de Espíritos


Os Espíritos Egóicos, os seres animados autoconscientes [em oposição aos brutos, inconscientes], habitam, portanto, numerosos mundos e embora no contexto da cultura popular sejam conhecidos como anjos, deuses, homens, demônios, seja qual for a teologia, é fácil perceber que todos estes seres têm traços em comum do ponto de vista anatômico-morfológico e psicológico. Todos parecem ter a forma-base dos corpos estruturada no padrão pentagrâmico [cindo extremidades, estrela de cindo pontas] ─ cabeça, tronco, membros e postura mais ou menos ereta, [bípedes]. Isso poderia caracterizá-los, todos, como humanóides [do ponto de vista de espécie humana]; ou, quem sabe, são todos "divinóides", "teomórficos", do ponto de vista da etnografia metafísica dos seres autoconscientes.

A Teologia e a Teurgia judaico-cristã distinguem a massa de Espíritos autoconscientes em três tipos bem definidos: Anjos, Homens e Demônios. Os Anjos, Espíritos despaixonados que agem pelo bem e sempre no cumprimento da Vontade de Deus; os Demônios, discípulos/seguidores de uma legião de Espíritos angelicais rebeldes, segundo a lenda, liderados pelo Anjo Lúcifer [que seria um Serafim, pois era da mais alta patente] ─ mais tarde chamado Satanás, que significa "adversário". Uma alegoria evidente indicando que a Raça dos Anjos [que os tibetanos reconhecerão como Devas], embora sejam, em geral imparciais, também estão sujeitos à tentação da divisão interior, da dúvida diante de uma escolha.

Finalmente os Homens, protegidos pelos anjos, tentados pelos demônios, são tradicionalmente descritos como "feitos à imagem e semelhança" de Deus, microcosmo. Estes seres hesiantes, sempre confrontados com a dificuldade de escolher entre o certo e o errado, na teologia cristã, com todos os elementos herdados do maniqueísmo persa, os Homens, mais se parecem com troféus sendo disputados pelas duas forças que Maniqueu acreditava que regiam o Universo: o Bem e o Mal..

A doutrina judaico-cristã apresenta esse esquema bem simplista, de três categorias ontológicas, para representar a "demografia" dos Espíritos Egóicos. No Tibete, o budismo propõe um quadro bem mais complexo porém mais verossímel, distinguindo cinco perfis psicológicos que caracterizam as cinco Raças dos "Espíritos de Deus". É uma diferenciação que os tibetanos utilizam por comodidade didática pois não há limites fixos entre um e outro tipo psicológico independente do meio físico adequado como habitat. O que define a essência dominante em um Espírito egóico esteja ele num inferno, numa Terra ou num céu, é predominância de tendências psicológicas-comportamentais, de ser, sentir, de pensar, agir e reagir.

continua aqui:
As Raças dos Espíritos de Deus - parte 2

fonte:
http://www.sofadasala.com/ocultismo/racasespirituais.htm
Bibliografia

AGRIPPA DE NETTESHEIM, Henrique Cornélio. Os Três Livros de Filosofia Oculta. [Compilação e comentários de Donald Tyson. Trd. Marcos Malvezzi] ─ São Paulo: Madras, 2008.
BLAVATSKY, H. P.. A Doutrina Secreta ─ vol. I. [Trad. Raymundo Mendes Sobral]. São Paulo: Pensamento, 2000.
........................... Glossário Teosófico, vols. I & II online ─ In E-Snips Livros Esotéricos ─ acessado em 15/02/2009
DEVAS. In WIKIPEDIA ─ acessado em 03/01/2009
LOCHTEFELD, James G.. The Six Realms of Existence: setembro de 2005. In Carthage College Personal Webhosting Sever, Kenosha/Wisconsin ─ acessado em 03/2/2009
PEREIRA ALVES, Sérgio. Os Reinos do Dharma ─ acessado em 14/02/2009.

LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús


edição: L. Cabús ─ fevereiro, 2009
editoria: mahajahck@hotmail.com

publicado por luzdecuraeamor às 19:31
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