Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Ensinamentos de Sai Baba Capítulo 1 - Amor e Dever - O Caminho da Perfeição


1º Capítulo: Amor e Dever - O Caminho da Perfeição

Conhecer a Si mesmo é conhecer a Deus
Fé em Si mesmo e Fé em Deus
O Sem Forma Assume uma Forma
Consciência Divina
Trabalho, Adoração e Sabedoria
A Extinção da Ilusão





Capítulo 1

Se você deseja paz e alegria, você deve viver no amor.
Somente através do amor, você encontrará paz interior.
Somente através do amor, você encontrará a verdadeira alegria.
O amor floresce através das ações de dar e perdoar.
Desenvolva o seu amor.
Mergulhe no amor.
Essas palavras de Sai são uma torrente de amor fluindo para você.




Encarnações do Amor,

Há muitos campos do conhecimento, mas há apenas um conhecimento supremo.
Este conhecimento supremo é o autoconhecimento, o conhecimento do ser imortal. É o conhecimento de sua realidade imutável, seu verdadeiro ser - aquele que jamais nasceu e o qual jamais morrerá. Há muitos outros tipos de conhecimento. Há os diferentes campos da arte, ciências, comércio e educação. Mas tais conhecimentos irão ajudá-lo apenas a atingir os objetivos transitórios do mundo, e também prazeres mundanos. Para realizar a eterna bem-aventurança, que é a sua própria natureza, você deve possuir o autoconhecimento. Este é o único conhecimento que irá habilitá-lo a perceber a paz interior e a alegria sem fim que é a sua própria realidade, sua verdadeira identidade. Ao brilhar com o autoconhecimento, você se torna o próprio amor. Você se torna puro e completamente sem ego. Assim, você estará sempre em perfeita harmonia com toda a existência.

Conhecer a Si mesmo é conhecer a Deus

Autoconhecimento não é diferente do conhecimento de Deus. O sagrado conhecimento de Deus e o sagrado conhecimento do ser imortal são um e o mesmo. Estes são a única sabedoria divina. Ao realizar o ser uno onipresente, você irá se estabelecer na consciência da unidade. Então, você verá apenas a unidade em toda a diversidade que está a sua volta. A partir de então, você transcenderá a existência mundana e obterá a imortalidade que esteve procurando.

Qual é a base para esse conhecimento supremo? É a pureza da mente. Para purificar a mente você deve preencher toda a sua vida com espiritualidade. Engaje-se em atividades nobres. Associe-se a pessoas espiritualizadas. Observe uma conduta exemplar em sua vida diária. Esforce-se para cumprir seu dever com perfeição. Viva uma vida de serviços desinteressados e atos virtuosos. Estude os sábios ensinamentos do passado, pratique-os no seu dia a dia. Deixe que esses ensinamentos sejam os marcos do seu caminho. Assim, sua mente irá se tornar pura. E com uma mente pura, você será capaz de discriminar entre o permanente e o temporário; entre o que é benéfico e o que é prejudicial a seu progresso espiritual. Então, todas as suas atividades habituais do cotidiano tornar-se-ão sagradas e a graça de Deus será derramada sobre você.

Hoje, você pode ser altamente educado em conhecimento mundano; você pode ser um grande estudioso das escrituras sagradas ou um "expert" em varias áreas e ter renome mundial.
Mas todas as suas conquistas e títulos não podem lhe proporcionar verdadeira sabedoria.
Para ser verdadeiramente sábio e remover a aflição de seu coração, você deve saber quem você realmente é. Você deve realizar seu ser imortal. Você não pode transcender a aflição por qualquer outro meio. Apenas o conhecimento de seu ser verdadeiro irá permiti-lo transpor todo sofrimento e miséria. Este é o único conhecimento capaz de proporcionar alegria completa. Ao dominar um campo do conhecimento mundano, você obtém o respeito de seus semelhantes. Você pode se tornar famoso e satisfazer todas as suas aspirações mundanas; mas, somente ao adquirir o autoconhecimento, você merece e ganha a graça de Deus. Quando obtiver a graça, você irá se tornar sempre repleto de bem-aventurança. Você desfrutará a alegria suprema.

Quem são aqueles que merecem obter esse conhecimento sagrado? Estará este reservado, como alguns argumentam, aos idosos; ou serão as crianças também merecedoras? Deverá este ser dado apenas aos iniciados religiosos ou também àqueles que não possuem base religiosa? Deverá este ser restrito aos homens, ou as mulheres também estarão qualificadas? Na verdade, para obter essa sabedoria, raça, cor, idade, sexo, nacionalidade ou posição social não têm qualquer importância.
O sábio Valmiki, em idade jovem, era um ladrão de beira de estrada; o sábio Narada nasceu de uma modesta criada; ainda assim, ambos se tornaram grandes expoentes espirituais. Todos estão igualmente aptos a adquirir esta suprema sabedoria.

O Senhor vem àqueles que possuem devoção por Ele; Ele olha o coração e não o "status" externo. Desenvolva a sua devoção. Devoção é muito importante para a vida humana. O Senhor disse na Gita: "Você se torna muito querido a Mim quando Me serve com o coração repleto de amor".


Fé em Si mesmo e Fé em Deus

Quando Deus o aconselha a desenvolver sua devoção, não quer dizer que você deva negligenciar seus deveres mundanos. Prepare-se bem para desempenhar todas as suas tarefas no mundo. Cuide para aprender adequadamente o conhecimento mundano necessário ao desempenho de seus deveres. O mais importante: tenha sempre fé em si mesmo, fé em que você é capaz de cumprir o papel para o qual você nasceu como ser humano. Fé em si mesmo e fé em Deus são os verdadeiros segredos da grandeza. Na verdade, fé em si mesmo e fé em Deus são a mesma coisa; pois fé em si mesmo significa ter fé em sua natureza divina inata.

O conhecimento mundano pode proporcionar apenas alimento e abrigo, enquanto o autoconhecimento proporciona o maior de todos os tesouros: a percepção de sua própria realidade. Ainda assim, sem um pouco de conhecimento do mundo, você não será capaz de obter o conhecimento sobre o eterno. Você não deve ser descuidado na esfera do conhecimento mundano. O conhecimento espiritual precisa ser equilibrado com o conhecimento mundano.
Os sábios Valmiki e Vyasa foram honrados por todos. Eles escreveram muitas escrituras sagradas, incluindo os eternos Ramayana e Mahabharata. Eles foram grandes expoentes espirituais; no entanto, eles também eram bem versados em conhecimento mundano. De outra forma, como eles jamais poderiam ter escrito esses grandes clássicos?

Tudo no mundo vem de Deus. Como tudo vem dele, o que é possível oferecê-lo? A única coisa que você pode oferecê-lo é o seu amor. Isso é tudo que ele espera de você. Essa é a razão pela qual o poeta cantou:

Amado Senhor,
Tu és a realidade onipenetrante.
Estando o universo cheio de Ti, como posso construir um
templo para Ti ?
Sendo Tu tão efulgente quanto milhões e mais milhões de
sóis, como posso oferecer-Te minha pequena chama de
vela ?

Sendo Tu a realidade interna de todos os seres, como
posso chamar-Te por um nome específico ?
Estando todo o universo em Teu estômago, como posso
oferecer-Te um pouco de comida com devoção ?
Tudo que posso oferecer-Te é o meu amor,

E tudo que posso esperar por fazer é esvaziar meu ser em
Ti, que és o oceano do divino amor.
O Sem Forma Assume uma Forma

Para satisfazer os anseios humanos, vocês dão nome e forma ao Senhor. Mas, na realidade, Ele não possui forma alguma. Mesmo assim, Ele assumirá uma forma para que vocês possam expressar devoção e adorá-Lo; satisfazendo suas ânsias espirituais. Seja qual for a forma do Senhor escolhida por você, adore com o coração cheio de amor.

Ramakrishna não era um homem culto, ele mal sabia ler; mas sua mente estava engajada em adorar a Divina Mãe. Com o coração transbordante de amor, ele dedicou toda a sua vida a adorar a Divina Mãe. Ele estava vivendo com apenas 5 rupias por mês; era o suficiente para todas as necessidades que tinha. Através de sua intensa e concentrada devoção, ele se tornou luminoso. Hoje, ele é bem conhecido em todo o mundo; você pode encontrar Centros de Ramakrishna (Ramakrishna Mission) em toda parte. Ele é honrado universalmente.

De igual maneira, um ladrão como Ratnakara se tornou o grande sábio Valmiki devido ao seu amor por Deus. Prahlada era o filho de um demônio; mesmo assim, ele se tornou luminoso e puro com o divino amor que nutria por Deus. Hanuman, um macaco, por repetir o nome de Rama, tornou-se um ser glorioso e é honrado em toda a Índia. Jatayu era um pássaro que, devido a seu grande amor por Rama, imergiu no princípio divino quando chegou a hora de deixar o corpo físico. Para ter devoção a Deus, raça, credo, sexo ou qualquer outra distinção não faz a menor diferença. Todos estão igualmente aptos.

O capítulo sobre devoção é o mais importante capítulo na Gita. Esta é a razão pela qual começamos com ele hoje. Devoção não é meramente repetir o nome de Deus. Trata-se de um amor puro e imortal por Deus. Esse amor é completamente sem ego em sua natureza, desprovido de qualquer desejo mundano. É puro, permanente e eterno. Este amor divino deve ser praticado constantemente em sua vida diária.

Consciência Divina

De início, você deve saber quem você realmente é. Você é o corpo? Se você é o corpo então por que você afirma: "Este é meu corpo" ? Se o chama de "seu corpo", então você deve ser algo diferente do corpo. Quando você diz "meu coração", isso quer dizer que você é algo diferente de seu coração. Seu coração é algo possuído por você, que é o dono. Você diz: "...este é meu irmão, esta é minha irmã, esta é a minha mente, meu corpo, meu intelecto... ." O elemento comum (imutável) em todas essas declarações é "meu/minha". Existe um verdadeiro "Eu" que está por trás do pequeno "meu/minha", o qual os origina. Trata-se, na realidade, da consciência mais profunda em cada pessoa e em cada objeto. Este é o Eu universal, a consciência divina. A consciência divina está em toda parte. Está dentro de você, em volta de você, abaixo, acima e também a seu lado. Na verdade, ela é você.

A consciência divina pode ser encontrada em qualquer lugar, em qualquer coisa no mundo. Mas, para perceber isto, a mente deve se tornar introspectiva. Você deve ser guiado por dentro e buscar sua própria verdade. Você deve perceber que você não é isso ou aquilo...: você não é a mente, você não é o corpo, você não é o intelecto. Então, quem é você ? A resposta vem: "eu sou eu". Este é o correto caminho para a auto-realização. Essa jornada só pode se desenvolver quando você segue o caminho do amor, a senda da devoção. Para buscar Deus, não há outro caminho.

Onde quer que você olhe, o sem forma assumiu formas. Deus está presente em toda parte. Mas para que você possa compreendê-Lo, Ele assumiu uma forma e um nome específicos. Ele está em toda parte como a divindade sem forma; mas, antes que possa perceber isto, você deve desenvolver amor e devoção a Deus com forma. Assim, no começo, você adentra o caminho devocional no degrau mais baixo e adora Deus com nome e com forma. Então, aos poucos, passo a passo, você alcança o estado mais elevado. Você retira sua mente do mundo exterior e adora Deus sem forma; até que, finalmente, você percebe sua própria realidade como sendo o princípio divino sem forma. Isto é auto-realização.

Trabalho, Adoração e Sabedoria

Sem flores não pode haver frutos. O processo de maturação das flores em frutos verdes e, depois, em frutos maduros pode ser comparado ao processo de auto-realização. O estágio da floração corresponde ao caminho do serviço. Quando avançamos para o estágio dos frutos verdes é o caminho da devoção. Quando os frutos se tornam maduros e cheios do doce néctar da sabedoria, então este caminho se torna o do autoconhecimento. Nesse estágio, as flores dos bons trabalhos e serviço se transformam, através do amor e devoção, nos doces frutos da sabedoria. Assim, bons trabalhos conduzem naturalmente à adoração, ao desapego e, em seguida, à sabedoria. Na jornada espiritual não basta apenas adorar, você deve se engajar em bons trabalhos. Contudo, seu trabalho irá se transformar em adoração quando você regar cada ato com amor por Deus e oferecer todos os seus trabalhos a Ele.

Enquanto você está nesse mundo, você deve engajar-se no trabalho. O trabalho é muito importante para os seres humanos. É através de seus trabalhos que vocês aprendem a harmonizar pensamentos, palavras e ações. Para as grandes almas, pensamentos, palavras e ações estão sempre harmonizados. No começo, quando ainda há grande quantidade de desejos, você não será capaz de trabalhar sem o desejo de gozar os frutos. Mais tarde, no entanto, você irá se tornar totalmente sem ego e despreocupado com os resultados de seu trabalho. Dessa forma, gradualmente, seu trabalho vai se transformando em adoração e, no devido tempo, você estará fazendo tudo apenas por amor a Deus.

A verdade é uma, mas os sábios a chamam por diversos nomes. A divindade é uma, mas muitos nomes são usados para falar da realidade una e absoluta. Do uno surgiu a diversidade. Quando uma criança nasce é chamada de bebê. Conforme vai crescendo se torna um jovem. Depois dos vinte, se torna um adulto e, depois, pai ou mãe. Ainda em vida, mais tarde, se torna avô ou avó. Mas todas essas são uma e a mesma entidade. Da mesma maneira, a realidade última é sempre una e a mesma. Quando perceber essa unidade e permanecer firmemente estabelecido na única divindade subjacente a todos os nomes e formas que mudam, você terá atingido algo que realmente vale a pena.

A Extinção da Ilusão

Tenha um claro entendimento da Gita em seu coração. Qual é a essência dos ensinamentos da Gita ? Alguns acham que é o caminho do serviço e da ação. Da mesma forma, outros acham que é o caminho do conhecimento e da sabedoria. Mas essas são verdades parciais. A Gita se inicia com um verso cuja primeira palavra é "dharma", que significa dever ou ação correta. O verso conclusivo da Gita termina com a palavra "meu". Quando essas palavras são unidas formam "meu dever" ou "meu trabalho". Essas palavras resumem todo o ensinamento da Gita. Isso quer dizer que você deve realizar seus deveres prescritos até os limites da capacidade humana para a excelência e perfeição, fazendo o trabalho apropriado à fase da vida em que você se encontra.

Sendo um estudante, estude bem suas lições. Sendo um chefe de família, faça seu trabalho e cuide das responsabilidades de sua família de maneira apropriada. Sendo um aposentado, faça os deveres apropriados a esse estágio da vida; e se você renunciou ao mundo para se engajar na contemplação da realidade, então, firme-se nesse caminho. Quando você cumpre seu dever da melhor maneira possível, fazendo-o de maneira sincera e consciente, então não haverá mais confusão ou miséria.

Arjuna teve de cumprir seu dever no campo de batalha. Seu papel era ser um guerreiro, combater o mal e proteger os bons. Mas, ao ver os amigos e parentes perfilados em ambos os lados do campo de batalha, ele esqueceu sua forte resolução de lutar pelo que era certo, luta para a qual ele havia se preparado por muito tempo. Ele se tornou cheio de apego e ilusão e largou seu arco no chão. Ele abandonou seu dever e se tornou miserável. Krishna ensinou a Arjuna como se livrar do desespero aderindo ao dever prescrito. Krishna ensinou a Arjuna a verdade sobre o ser imortal e mostrou que seu dever era seguir as propensões internas do Senhor, que estava dentro do coração. Quando Krishna terminou seus ensinamentos, ele perguntou a Arjuna: "Teus apegos e ilusões desapareceram?" Arjuna pegou seu arco e respondeu: "Meu desespero sumiu completamente. Toda minha ilusão se foi. Farei como Tu comandas!"

Enquanto estiver iludido, você estará num estado de escravidão. Quando você sofre de ilusão ou forte paixão, a liberação é impossível. A liberação não está, de forma alguma, relacionada aos prazeres mundanos. Liberação não é um carro com ar condicionado ou uma vida confortável. Liberação é a completa destruição da ilusão, a extinção de todos os apegos mundanos, a incineração de todos os desejos egoístas.

De agora em diante, faça seu dever com perfeição e se torne um exemplo para a humanidade. Aplique os ensinamentos da Gita em sua vida diária e seja abençoado com Graça. Muitos de vocês estão apenas perdendo tempo. Comece hoje a reformar a si mesmo. Não percam tempo. Tempo é Deus. Todos os dias, dedique algum tempo a esses ensinamentos sagrados e contemple seu significado interno. Uma vez entendidos, ponha os ensinamentos em prática. Só assim, você será capaz de viver uma vida sagrada, uma vida de pureza e perfeição, que é a característica de um verdadeiro ser humano.

fonte:
http://www.sintoniasaintgermain.com.br/capitulo01.htm





publicado por luzdecuraeamor às 21:23
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

As Raças dos Espíritos de Deus - parte 1

As Raças dos Espíritos de Deus
por Ligia Cabús


LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús





A questão da existência, ou não, de vida inteligente extraterrestre [em outros planetas, sistemas, galáxias], vida intraterrestre, nos subterrâneos, nas profundezas do mar ou, ainda, vida meta-terrestre ou meta-dimensional [habitantes de outras dimensões de existência, de universos paralelos], essa idéia, tendo ocupado definitivamente seu lugar entre os campos da investigação científica, é um tema que agora se organiza em disciplinas específicas, especializações como a Exobiologia, a Arqueologia Astronômica ou mesmos os delirantes, posto que não são fundamentados, estudos especulativos de Exopolítica!

Nesse contexto emergem personagens cuja realidade, embora não comprovada, não os impede de tornarem-se populares, verdadeiros mitos contemporâneos. São eles, especialmente, os reptilianos e os pleiadianos, que já têm uma "história" de serem tradiconalmente rivais, protagonistas cósmicos do eterno conflito do velho Maniqueu [Antigüidade, Pérsia]: o Bem contra o Mal, Treva contra Luz. Os ufólogos-exobiólogos falam muito dessas Raças de alienígenas entre as quais ainda reconhecem subraças, híbridos, mutantes diversos e tipos mais raros ou inexplicados [como os foofighters].

Enquanto se acumulam as hipóteses sobre os alienígenas, entre livros, ensaios, revistas, fotografias, supostos"comunicados", textos e grupos de estudo, tudo disponível na internet, nada se diz, todavia, sobre as "Raças" de Espíritos que se manifestam nos diferentes corpos materiais dos seres inteligentes [animados com autoconsciência, segundo o Livro Tibetano dos Mortos] que habitam os inimagináveis planos ontológicos - que são ESTADOS de Ser e Estar - coexistentes, simultâneos no Universo. Os habitantes das "muitas Moradas" do Criador.


Espíritos



A ciência ocultista e os mais antigos mitos cosmogônigos descrevem o Princípio de Todas as Coisas de modo muito semelhante à Astrofísica contemporânea. Muitos antes da teoria do Big Bang aparecer, os relatos arcaicos já falavam de um Ser que estava só, o Grande Espírito. Este ser, feito de enigmática energia, ao se sentir só e ao lamentar-se porque está só, manifestou seu desejo de SER mais de um e assim tudo foi imediatamente criado. O Espírito, matéria inerte e escura, foi "ativado", "acordou" colocou-se em movimento manifestando uma Vontade Suprema. Essa Vontade criou o "torvelinho", o Fohat, o primeiro Espírito agente, que movendo-se em círculos, deu forma e sentido aos primeiros agregados de partículas energéticas espirituais que, muitas rotações depois, chegaram a ser a matéria bruta como a que se conhece em planetas como a Terra e em outras modalidades, desconhecidas dos seres humanos.
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Os Espíritos dos seres [vivos e brutos], embora sejam, em última instância os próprios seres, em si mesmos, despidos de toda e qualquer adaptação e/ou "vestimenta" ambiental, são, eles, os Espíritos, a realidade primeira e última mais misteriosa do Universo, ao menos para os homens do planeta Terra. Ninguém - em nível de conhecimento científico, comprovado - sabe do que são feitos, como surgiram no contexto da Criação ou quantos são em todo o Cosmos. Alguns crêem que Deus cria uma nova alma [termo que será utilizado aqui como sinônimo de Espírito] a cada ser ou cada criança que nasce no mundo. Os Teósofos, ao contrário, afirmam que todos os espíritos são contemporâneos ao Big Bang e cumprem longa jornada de mudanças e aperfeiçoamentos ao longo da Eternidade [que, na verdade, teria sim, um fim, quando toda a matéria universal se reúne e entra em estado de latência/repouso [chamado PRALAYA]; ou seja, volta a Ser Uno e Só e muito quieto...

Sendo os Espíritos uma realidade ou ao menos possibilidade sempre renegada ou desdenhada pela ciência objetiva contemporânea [embora aceita pela ciência da Antiguidade], praticamente tudo o que se sabe sobre esta FORMA DE SER é conhecimento herdado de culturas mágicas e religiosas muito antigas; e quanto mais antiga a tradição, mais detalhado se mostra o panorama da existência além desta vida e menos fantasiosos são os relatos que descrevem tanto o post-mortem quanto a "pré-vida-planetária".

Enquanto os católicos falam de Paraíso, de uma Jerusalém cujas calçadas são feitas de pedras preciosas; muçulmanos deliram com jardins cheios de árvores que se inclinam oferecendo as frutas e numerosas virgens perpétuas para satisfazer os desejos sexuais dos bons fiéis desencarnados e, ao mesmo tempo, enquanto tais religiões descrevem infernos escaldantes repletos de carrascos incansáveis; enquanto isso, o velhíssimo Bardo Thödol [Budismo Bhramânico-vedantino + religião Bön-Pá de tradição Tibetana], conhecimento milenarmente mais antigo que as escrituras judaicas, cristãs e a farsa islâmica do Alcoorão, o Livro dos Mortos Tibetanos fala do ESTAR em um NÃO-LUGAR experimentando diferentes ESTADOS MENTAIS e DISPOSIÇÕES PSÍQUICAS que determinam as sensações e percepções do além túmulo e as condições de uma próxima vida.

É uma situação na qual o Espírito, despido de todas as referências biográficas da vida passada em determinado mundo, exceto as eventuais culpas, remorsos e/ou virtudes e alegrias que permanecem em sua memória, acha-se em um estado livre de forma [exceto aquela que ele crê possuir]: esta situação é chamada de Estado Intermediário, tradução precisa dos termos Bardo Thödol [Estado de Bardo, Estado Intermediário]. Em estado Bardo o indivíduo fica naquela condição que os kardecistas chamariam de "espírito errante" - no sentido de sem rumo, sem orientação, sem padrões de modus vivendi, sentido, significado para existir.



Seres Auto-Conscientes



Uma daquelas coisas que ninguém sabe é quando, como e porquê este ou aquele Espírito [que pode ser entendido com Unidade Egóica], criado em simultâneo com a criação do Universo, encarnou-se ou materializou-se [atomizou-se e molecularizou-se?] pela primeira vez. Ninguém, sobretudo, sabe porquê, uma unidade Egóica de essência Divina, deixando a realidade subatômica de SER energia PURA para entara em uma relação de união integrada com uma forma-corpo constituído de matéria planetária e sujeito a uma série de limitações, ruins ou menos piores, dependendo da categoria de ser no qual ele se converta em função de seus apetites e tendências.

Essa disposição de colocar a si mesmo em estado de impureza em troca de certas experiências sensoriais é o que a mitologia de muitos povos entende como "a queda do Homem [ou do Espírito na matéria que, absolutamente, não se confunde com a mitológica Queda dos Anjos]. Apesar das incertezas e ignorância sobre as evoluções [a movimentação, a conversão, as transformações] dos Espíritos em meios materiais, a ciência oculta tem preservado por milênios o dogma que descreve esse fenômeno, pelo qual passam todos os Espíritos: vivências/experiências, entre a materialização e a desmaterialização mais ou menos densa e pesada:

O Sopro torna-se pedra;
a pedra converte-se em planta;
a planta em animal; o animal em homem;
o homem em espírito e o espírito em um deus
[BLAVATSKY, 2000]




O que antigo axioma está dizendo claramente é todo Espírito autoconsciente neste tempo presente já foi, um dia, pedra, planta, animal, homem e será novamente Puro Espírito e enfim, uno com Deus, "um deus". Outra forma de dizer isso é admitir que todos os Espíritos experimentam todos os Reinos da Naturezas Física e Metafísicas [planetárias e dimensionais] do SER: mineral, vegetal, animal em todas as suas manifestações intermediárias.

Fantasmas & Elementais: Tanto entre as grandes religiões [Cristianismo, Islamismo, Budismo] quanto entre os cultos regionais mais primitivos a idéia de Espírito foi desgastada pela distorção das informações, que transformam ritos religiosos em práticas de superstição. O entendimento de Espírito mais difundido é restrito, associado genericamente a: 1. seres humanos desencarnados; 2. seres elementais, habitantes dos quatro elementos [para alguns cinco: água, terra, fogo, ar, éter] que atuam de forma imprevisível, tando benéfica quanto maléfica.

Na esfera do conhecimento popular e especialmente na doutrina do cristianismo católico e do terror Islâmico, que vê o diabo em toda parte, todas essas criaturas, sejam fantasmas ou elementais, são demoníacas e relacionar-se com tais seres é, essencialmento, claro, pecado! Com menos escândalo e terror pode-se dizer mais acertadamente que relacionar-se com desencarnados e/ou elementais é tão desnecessário quanto pouco saudável; isso quando não se torna uma aventura perigosa, portal para a insanidade mental.

Muito populares deste mundo ou mundos invisíveis são os Anjos, os seres que estão mais próximos do Altíssimo, agentes do bem contido em toda Vontade Divina [ainda que essa Vontade pareça, por vezes, produzir uma catástrofe], desempenham as funções cósmicas de mensageiros e guardiões [combatentes mesmo] do Reino de Deus. Os Anjos estão presentes nas doutrinas judaica, cristã e muçulmana, apresentados em uma hierarquia de poderes e atribuições. A classificação mais aceita distingue nove categorias de Espíritos Angelicais, os "Anjos":

Os serafins, são anjos muito diferentes da imagem popular. São descritos criaturas de grandes dimensões, dotados de 3 pares de asas.


Serafins

São "supercelestiais. Os mais próximos do centro do Ser Criador. Trabalham com a Providência Divina. Seu instrumento é a Bondade.

Querubins

Trabalham com a essência de Deus, [que é Mente] e confere aos Epíritos de Deus humanos a luz intelectual, o poder do conhecimento e da imaginação que permite ao homem contemplar as coisas divinas

Tronos

Trabalham com a Sabedoria de Deus [o conhecimento eterno de Todas as Coisas], são a memória e o raciocínio do Universo aberto àqueles que conseguirem acessar o "Livro da Eternidade".



Dominações

Diretamente ligados à regência das coisas do Mundo, essas três categorias são dirigidas pela primeira, as Inteligências das Dominações. Interferem nas questãos dos conflitos entre os homens. Protegem [os justos] contra inimigos domésticos [ou seja, aqueles que estão mais próximos de nós].


O Arcanjo Miguel, general das Milícias Divinas, é um dos mais conhecidos Arcanjos da mitologia cristã


Virtudes

São "ministro do céu que às vezes conspiram para realizar milagre". Trabalham junto às Humanidades para que escolham antes a virtude do bem desprezando os vícios que corrompem a essência do Ser.
Potestades

Eliminam manifestações fenomênicas que ameacem perturbar a "lei divina". Monitoram toda violência que destrói viventes em estado corpóreo, considerando todo corpo como veículo, parelho físico de um Espírito, como "Tabernáculo de Deus", morada de Deus.


Principados

São os primeiros daqueles que são considerados, por muitos ocultistas, como pertencentes à hierarquia inferior, significando que estão ainda mais perto dos Espíritos encarnados em Planetas mais ou menos densos. São regentes da vida prática na esfera do controle dos seres humanóides sobre "as coisas', matérias, materiais, elementos, meio-ambiente, e controle seu prório ser. Os Principados estão ligados ao equilíbrio cibernético cotidiano. Meditemos...

Em Agrippa, Principados, Arcanjos e Anjos são definidos como "espíritos ministrantes que descem para cuidar das coisas inferiores. Principados, especificamente, ocupam-se do interesse público, dos príncipes e magistrados, províncias, reinos, Estados e tudo o que lhes pertence" [AGRIPPA, 2008 - p. 661].

Arcanjos

Presidem os rituais sagrados, inspiram o sentimento de adoração a Deus, orações, penitências e todas atitudes de caridade e fraternidade. Também estão ligados à relação do homem com a Natureza; podem comandar os animais do campo, os peixes, as aves.

Anjos*

Finalmente, os Anjos, estes, tão mais populares que parecem engolir todas as categorias, cuidam de coisas pequenas [mas a vida do homem na Terra está repleta de coisas pequenas...]. Também são guardiões específicos de plantas e pedras "e todas as coisas inferiores". Ministros mediadores são, sob esse aspecto, aqueles mensageiros que com tanta freqüência aparecem nos relatos de textos sagrados. "Mensageiros da Vontade Divina, intérpretes da mente de Deus" [AGRIPPA].



* Os Anjos propriamente definidos são apenas uma entre essas nove categorias de seres celestiais, a mais inferior por sinal, o que significa, mais distantes de Deus, segundo a teologia cristã. O termo Anjo foi tomado como termo geral, para referência a qualquer ser de qualquer uma das categorias daqueles seres que são considerados como uma espécie de equipe de trabalho do Criador, milícia de Deus.


Espírito: o Onipresente


Sejam fantasmas, elementais, anjos ou demônios, até aqui, o senso comum concebe a idéia de Espírito como algo que evoca o sobrenatural nas visões lúgubres e cadavéricas das "assombrações" ou às imagens de seres etéricos, luminosos, vaporosos, "divinos". Todavia, na esfera do conhecimento esotérico, onde a raíz das palavras e das realidades últimas não se perde, nesse âmbito, Espírito se refere à Individualidade, seja do Único, do Todo, antes do alvorecer da manifestação em Universo, seja Individualidade de cada um dos seres manifestados em seus peculiares graus e qualidades de sensibilidade, percepção, consciência e inteligência; em uma escala de evolução que, no caso dos seres brutos [como as pedras, os minerais em geral], chega muito perto do grau zero. [Em outras palavras, até onde se sabe uma pedra não sente dor nem fica "chateada" se alguém da uma "bicuda" nela; isso não quer dizer que ali, naquele rocha, não habite um Espírito aprisionado em virtude de um estágio evolutivo de Ser bruto].

O "Grande Arcano", que o ocultista francês Eliphas Levi resume na frase "É a divindade no Homem"; a Verdade simples que poucas pessoas conseguem absorver apesar da singeleza do enunciado é que o Espírito é Tudo ─ é o Todo, em tudo está e a tudo permeia, perpassa, enquanto a tudo constitui na total consiguração do SER de todas as coisas, seja a estrela mais brilhante do Cosmos, seja um microorganismo menor que um grão de talco ou, ainda, a energia que move fenômenos da Natureza como a trajetória de um cometa ou uma corrente de vento.

O Espírito Unidade, quando em movimento, gera diversidade. O movimento é deflagrado pelo pensamento do Um; palavra na mente do Um, pequena frase que diz EU SOU. Uma afirmação que põe em movimento a vastidão indiferenciada do Ser primordial [o negro "Abismo das Águas"] gerando, assim, a multiplicidade de seres. Cada ser, Espírito-unidade [que os esotéricos chamam mônada] surge [porque não "nasce", resulta de uma reação físico-química] tosca, insensível. Mas a mônada bronca tem Eternidades para evoluir ao longo de sua existência, conduzida pelo movimento universal, que consiste na interação dos seres em trajetórias circulares, sejam esferoidais, elípíticas ou espirais, girando a diferentes velocidades, em diferentes condições de temperatura e pressão. É o caldeirão cósmico mexido pelo primeiro pensamento de Deus.

Para a mônada, o importante é que pode demorar uma centena de Manvataras [Eternidades de manifestações do Universo] porém, em algum momento, depois de muito "sofrer" [no sentido de experimentar e ser provocada pelas experiências] - sofrer, com os acidentes e intempéries na jornada de meramente existir, ela, a mônada, alcança uma condição de sensibilidade. [E a partir daí "sofrerá" ainda mais intensamente]. O Espírito-mônada adquire percepções, consciência vaga e, enfim, consciência de si mesma, germe da inteligência. Tornou-se uma "Individualidade Egóica", um "EU SOU" e somente por ter chegado a esse tipo de consciência os Espíritos Egóicos já começam a manifestar a condição divina que pulsa em suas origens. Não é mais mônada, é Manas.


Tudo É Mental


O primeiro princípio da filosofia do mítico Hermes Trimegisto enuncia: "Tudo é Mental". Este lugar, chamado Universo ou Cosmo, palco de tantos acontecimentos protagonizados pelos Espíritos Egóicos, é um lugar/não-lugar, é um espaço gráfico, numérico até, mas não, de fato, mas não geológico ou geométrico, mas instância de SER, de natureza mental, onde coexistem diversos planos mais ou menos adequados a diferentes estados ontológicos [de SER]; são os diferentes "Mundos".

Mundos mentais, constituídos de matéria mental agregada pela força da manifestação mental que é o PENSAMENTO-PALAVRA. E não mais o pensamento primordial D'Aquele Que Estava Só, mas pelos pensamentos, gerados por sensações-emoções justamente dos Espíritos Egóicos, os Espíritos-Manas, os "EU SOU" e seus devaneios em torno das condições de "Eu Estou..." E conforme se agregam, reúnem-se pela afinidade dos pensamentos semelhantes, esses pensamentos, as emoções, formam os Reinos e os mundos correspondentes, "temperados" por estes pensamentos; ambientes, que vão dos infernos aos céus passando pela Terra [e/ou outros planetas fisicamente habitáveis por seres humanos].


Raças de Espíritos


Os Espíritos Egóicos, os seres animados autoconscientes [em oposição aos brutos, inconscientes], habitam, portanto, numerosos mundos e embora no contexto da cultura popular sejam conhecidos como anjos, deuses, homens, demônios, seja qual for a teologia, é fácil perceber que todos estes seres têm traços em comum do ponto de vista anatômico-morfológico e psicológico. Todos parecem ter a forma-base dos corpos estruturada no padrão pentagrâmico [cindo extremidades, estrela de cindo pontas] ─ cabeça, tronco, membros e postura mais ou menos ereta, [bípedes]. Isso poderia caracterizá-los, todos, como humanóides [do ponto de vista de espécie humana]; ou, quem sabe, são todos "divinóides", "teomórficos", do ponto de vista da etnografia metafísica dos seres autoconscientes.

A Teologia e a Teurgia judaico-cristã distinguem a massa de Espíritos autoconscientes em três tipos bem definidos: Anjos, Homens e Demônios. Os Anjos, Espíritos despaixonados que agem pelo bem e sempre no cumprimento da Vontade de Deus; os Demônios, discípulos/seguidores de uma legião de Espíritos angelicais rebeldes, segundo a lenda, liderados pelo Anjo Lúcifer [que seria um Serafim, pois era da mais alta patente] ─ mais tarde chamado Satanás, que significa "adversário". Uma alegoria evidente indicando que a Raça dos Anjos [que os tibetanos reconhecerão como Devas], embora sejam, em geral imparciais, também estão sujeitos à tentação da divisão interior, da dúvida diante de uma escolha.

Finalmente os Homens, protegidos pelos anjos, tentados pelos demônios, são tradicionalmente descritos como "feitos à imagem e semelhança" de Deus, microcosmo. Estes seres hesiantes, sempre confrontados com a dificuldade de escolher entre o certo e o errado, na teologia cristã, com todos os elementos herdados do maniqueísmo persa, os Homens, mais se parecem com troféus sendo disputados pelas duas forças que Maniqueu acreditava que regiam o Universo: o Bem e o Mal..

A doutrina judaico-cristã apresenta esse esquema bem simplista, de três categorias ontológicas, para representar a "demografia" dos Espíritos Egóicos. No Tibete, o budismo propõe um quadro bem mais complexo porém mais verossímel, distinguindo cinco perfis psicológicos que caracterizam as cinco Raças dos "Espíritos de Deus". É uma diferenciação que os tibetanos utilizam por comodidade didática pois não há limites fixos entre um e outro tipo psicológico independente do meio físico adequado como habitat. O que define a essência dominante em um Espírito egóico esteja ele num inferno, numa Terra ou num céu, é predominância de tendências psicológicas-comportamentais, de ser, sentir, de pensar, agir e reagir.

continua aqui:
As Raças dos Espíritos de Deus - parte 2

fonte:
http://www.sofadasala.com/ocultismo/racasespirituais.htm
Bibliografia

AGRIPPA DE NETTESHEIM, Henrique Cornélio. Os Três Livros de Filosofia Oculta. [Compilação e comentários de Donald Tyson. Trd. Marcos Malvezzi] ─ São Paulo: Madras, 2008.
BLAVATSKY, H. P.. A Doutrina Secreta ─ vol. I. [Trad. Raymundo Mendes Sobral]. São Paulo: Pensamento, 2000.
........................... Glossário Teosófico, vols. I & II online ─ In E-Snips Livros Esotéricos ─ acessado em 15/02/2009
DEVAS. In WIKIPEDIA ─ acessado em 03/01/2009
LOCHTEFELD, James G.. The Six Realms of Existence: setembro de 2005. In Carthage College Personal Webhosting Sever, Kenosha/Wisconsin ─ acessado em 03/2/2009
PEREIRA ALVES, Sérgio. Os Reinos do Dharma ─ acessado em 14/02/2009.

LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús


edição: L. Cabús ─ fevereiro, 2009
editoria: mahajahck@hotmail.com

publicado por luzdecuraeamor às 19:31
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Introdução ao Estudo dos Cristais - PARTE 1 - Por Antonio Duncan * · Aplicação e Uso dos Cristais * · Métodos de Limpeza * · Energização e Programação

Introdução ao Estudo dos Cristais
Por Antonio Duncan

* · Aplicação e Uso dos Cristais
* · Métodos de Limpeza
* · Energização e Programação

Generalidades

Os cristais (e as pedras preciosas) são a manifestação mais pura da energia e da luz no plano físico. Os átomos que os compõem estão em perfeita harmonia, e permitem assim a manifestação da luz em forma sólida. Fisicamente já está provado e comprovado que os cristais são os melhores condutores e amplificadores de energia, sendo utilizados na composição de fibra ótica, chips de computadores, fabricação de relógios (Rubi, Quartzo), etc. Da mesma forma, como são condutores, receptores, amplificadores ou geradores de energia, são utilizados metafìsicamente para curas, meditações, energização de ambientes e pessoas, ou de qualquer outro ser vivo. Os cristais têm vida, são parte de um todo maior formado de energia pura. Tudo o que é energia é vida e tem vida. Esses seres tão especiais podem tornar-se amigos imprescindíveis, ajudando no crescimento espiritual e no autoconhecimento, e principalmente ensinando inúmeras formas de utilizar positivamente sua energia em conjunto com a nossa

Devemos aprender a nos relacionar com eles da melhor forma possível, e assim estaremos ao mesmo tempo melhorando o relacionamento com nosso Eu Superior, nossos semelhantes, com o planeta, o Universo e com a força maior que é Deus/Deusa/Tudo O Que Existe. É de extrema importância que o coração e a intuição estejam sempre presentes, e milhares de descobertas individuais se oferecerão, a partir do convívio e do relacionamento com esses seres maravilhosos. A simples contemplação de um Cristal de Quartzo ou de uma pedra preciosa ou semipreciosa já nos transmite energia e nos leva a outras dimensões e à percepção de realidades paralelas, através da luz, da pureza e da beleza. Com a ajuda dos cristais, penetramos com mais clareza em nosso mundo interior. O único segredo para o funcionamento perfeito da interacão da energia de um cristal com a nossa própria é a intenção clara.

É preciso saber que o cristal por si só não pode processar nenhum tipo de cura. A interação de energias é absolutamente necessária. Existem vários tipos de cristais e pedras preciosas, e cada um tem sua energia particular. Para fazer uma comparação prática e fácil, o Cristal de Quartzo seria como um clínico geral, aquele médico da família, que sabe de tudo um pouco, e é também conselheiro, psicólogo, amigo, etc. Já as pedras coloridas são as especialistas, cada qual dominando sua área de energia e de cura, com energias mais específicas. Por isso mesmo, é aconselhável que a primeira pedra a ser adquirida seja um cristal de quartzo simples, de terminação única. A partir do relacionamento com este primeiro cristal, vamos pouco a pouco aumentando nossa coleção e começando a interagir com as diferentes energias das diferentes pedras.

O primeiro passo é a escolha de nosso primeiro cristal. Às vezes ele nos é presenteado, às vezes o encontramos por acaso, às vezes o adquirimos. Neste último caso é aconselhável sentir e olhar para vários cristais, e escolher exatamente aquele que nos atrair, que chamar nossa atenção. É comum dizer-se que não escolhemos um cristal, é ele que nos escolhe. O importante é trazê-lo para casa e a partir do primeiro momento estabelecer um relacionamento. De posse do cristal, procede-se à sua limpeza e energização

Dicas

* Quando seu cristal quebrar em vários pedaços, junte esses pedaços e coloque num jardim ou vaso de plantas. Se acontecer apenas uma lasca ou pequena fratura, não dê importância, continue a usá-lo da mesma maneira. Muitas vezes as pedras se quebram ou desmancham, e quando isso acontece é porque receberam uma carga de energia que talvez estivesse dirigida a você, e se sacrificaram em seu benefício. Isto geralmente acontece com as Malaquitas e as Turmalinas Pretas.

* Se um Cristal Biterminado se quebrar no meio quando você estiver na presença de outra pessoa, guarde uma das pontas e dê a outra a essa pessoa. Quando acontece este fato é porque o relacionamento entre os dois está necessitando de alguma clareza ou equilíbrio.

* Considere seus cristais e suas pedras como extensões de seu próprio ser. Se tiver alguma dúvida a respeito de quanto tempo deixá-los numa limpeza ou energização, ou qual o melhor método para isso, pense no que seria bom para você e faça o mesmo com eles. Por exemplo, se você tiver mais afinidade com incensos orientais, estes serão os melhores para limpar as suas pedras. Se sua afinidade forem os incensos ligados ao Xamanismo, como sálvia, cedro e artemísia, o mesmo vale para suas pedras, e assim por diante.

* Nunca coloque peixes ou plantas num aquário de pedras destinado a limpeza de ambientes, pois eles não sobreviverão. Se você tiver um aquário ornamental, com peixes e plantas, pode colocar alguns cristais para energizar os peixes e plantas, mas neste caso a intenção clara do aquário não é para limpeza de ambientes.

* Quando fizer algum tipo de trabalho com as pedras para enviar energia de cura à distância, lembre-se sempre de pedir permissão, em meditação, ao Eu Superior da pessoa a quem quer enviar essa energia, para não desrespeitar o livre arbítrio da pessoa. Depois de pedir a permissão, você terá a sensação exata se deve ou não proceder com o trabalho.

* Se tiver cachorros como animais de estimação, não coloque pequenas pontas de Cristal de Quartzo para eles, pois têm o hábito de comer as pedras, e se estas tiverem pontas, podem feri-los interiormente. Dê preferência, neste caso, a pequenas peças roladas, pois estas podem ser engolidas sem prejudicar os animais. Quanto a outros animais, como gatos, não precisa se preocupar, pois estes não comem as pedras.

* Cristais e pedras preciosas podem e devem ser aplicados em conjunto com outras técnicas de utilização de energias, como Radiestesia e Radiônica, Reiki, Massagens, Cerimônias Xamânicas, etc.

* Não se atenha a nenhuma regra se sua intuição determinar algo diferente, Os cristais e pedras ampliam a intuição e você deve confiar nela. Se achar que precisa aplicar uma pedra num chakra diferente do costumeiro, pode fazê-lo sem medo de errar.

* Dê sempre preferência a pedras em seu estado bruto, ou simplesmente polidas ou roladas. Pedras lapidadas podem conter o que é chamado de energia de forma, que dá mais força à forma que à própria energia da pedra. Somente as lapidações curvas, como esferas, ovos ou cabochões, não prejudicam a força energética das pedras.

Lista de Pedras

 

 

POR ANTONIO DUNCAN

 

 

 


FONTE: http://www.xamanismo.com.br/Poder/SubPoder1191839015It005



 

publicado por luzdecuraeamor às 23:18
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Princípios do Reiki: Hoje eu abandono a raiva----- Hoje eu abandono as minhas preocupações------ Hoje eu conto com todas as minhas bênçãos------ Hoje eu honro os meus pais, o meu próximo, os meus mestres e os meus alimentos------ Hoje eu ganho a minha vida honestamente------ Hoje eu sou gentil com todas as criaturas vivas------

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