Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

"CARTA DE AMOR PARA SI"....... meu Filho

CARTA DE AMOR PARA SI – Meu Filho

Nota – Este texto é baseado em textos bíblicos; é de autor desconhecido, a compilação é extraordinária e vale a pena ler. Afirmam que as frases são compostas por palavras ditadas por Deus, passo a transcrerver:

As palavras que vai ler são verdade. Elas mudarão a sua vida se você deixar. Pois vêm do coração de Deus. Ele ama-o. Ele é o Pai que tem procurado durante toda a sua vida. Esta é a Sua carta de amor para si . Meu Filho,

Tu podes não me conhecer, porém eu sei tudo sobre ti (Salmo 139:1)

Eu sei quando te assentas e quando te levantas (Salmo 139.2)

Eu conheço todos os teus caminhos (Salmo 139.3)

Até os cabelos da tua cabeça estão todos contados (Mateus 10.29-31)

Pois tu foste feito à minha imagem (Génesis 1.27)

Em mim tu vives e te moves, e tens existência (Actos 17.28)

Pois tu és a minha descendência (Actos 17.28)

Eu já te conhecia mesmo antes de seres concebido (Jeremias 1.4-5)

Eu te escolhi quando ainda planeava a criação (Efésios 1.11-12)

Tu não és um erro (Salmo 139.15)

Pois todos os teus dias foram escritos no meu livro (Salmos 139.16)

Eu determinei a hora exacta do teu nascimento e onde deverias viver (Actos 17.26)

Tu foste feito de forma admirável e maravilhosa (Salmo 139.14)

Eu te formei no ventre de tua mãe (Salmo 139.13)

E te trouxe à luz no dia em que nasceste (Salmo 71.6)

Eu tenho sido mal interpretado por aqueles que não me conhecem (João 8.41-44)

Eu não estou distante nem zangado, mas sou a completa expressão de amor (I João 4.16)

E é meu desejo derramar meu amor sobre ti (I João 3.1)

Simplesmente porque tu és meu filho, e eu sou o teu Pai (I João 3.1)

Eu te ofereço mais do que o teu pai terrestre jamais poderia oferecer (Mateus 7.11)

Pois eu sou o Pai Perfeito (Mateus 5.48)

Cada boa dádiva que recebes vem da minha mão (Tiago 1.17)

Pois eu sou o teu provedor e cuido de todas as tuas necessidades (Mateus 6.31-33)

O meu plano para o teu futuro sempre foi cheio de esperança (Jeremias29.11)

Porque eu te amo com um amor eterno (Jeremias 31.3)

Os meus pensamentos para contigo são incontáveis, como a areia da praia (Salmo 139.17-18)

E eu me regozijo em ti com cânticos (Sofonias 3.17)

Eu nunca deixarei de te fazer o bem (Jeremias 32.40)

Pois tu és o meu tesouro precioso (Êxodo 19.5)

Eu desejo te estabelecer com todo meu coração e toda minha alma (Jeremias 32.41-42)

Posso revelar-te coisas grandes e maravilhosas (Jeremias 33.3)

Se me buscares de todo o teu coração, me encontrarás (Deuteronómio 4.29)

Deleita-te em mim e eu te darei os desejos do teu coração (Salmo 37.4)

Pois sou eu quem colocou em ti esse desejo de me agradar (Filipenses 2.13)

Eu sou capaz de fazer mais por ti do que jamais poderias imaginar (Efésios 3.20)

Pois eu sou a tua maior fonte de encorajamento (II Tessalonicenses 2.16-17)

Eu sou também o Pai que te consola em todas as tuas aflições (II Coríntios 1.3-5)

Quando estás quebrantado, eu estou próximo de ti (Salmo 34.18)

Como um pastor que leva um cordeiro, eu te tenho carregado junto ao meu coração (Isaías 40.11)

Um dia eu limparei toda a lágrima dos teus olhos (Apocalipse 21.3-4)

E tirarei toda a dor que tens sofrido nesta terra (Apocalipse 21.4)

Eu sou o teu Pai e te amo, tal como amo o meu filho Jesus (João 17.23)

Pois em Jesus foi revelado o meu amor por ti (João 17.26)

Ele é a representação exacta do meu ser (Hebreus 1.3)

Ele veio para demonstrar que eu sou por ti e não contra ti (Romanos 8.31)

E para dizer que eu não estou a levar em conta os teus pecados (II Coríntios 5.18-19)

Jesus morreu para que tu e Eu pudéssemos ser reconciliados (II Coríntios 5.18-19)

A sua morte foi a expressão suprema do meu amor por ti (I João 4.10)

Eu entreguei tudo o que amava para poder ganhar o teu amor (Romanos 8.32)

Se receberes a dádiva do meu filho Jesus, recebes-me a mim (I João 2.23)

E nada jamais poderá te separar do meu amor (Romanos 8.38-39)

Vem para casa e haverá grande alegria no céu! (Lucas 15.7)

Eu sempre fui Pai, e sempre serei Pai (Efésios 3.14-15)

A minha pergunta é: Queres ser meu filho(João 1.12-13)

Estou à tua espera (Lucas 15.11-32)

Com amor, do teu Pai


Como tua filha, Obrigada Pai, por tanto Amor MariaHelena

 

Sabedoria Viva

 

 

 

publicado por luzdecuraeamor às 21:24
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Sábado, 20 de Março de 2010

AS EXPRESSÕES VIVAS DE DEUS Mensagem do Arcanjo Uriel Canalizada por Jennifer Hoffman

AS EXPRESSÕES VIVAS DE DEUS
Mensagem do Arcanjo Uriel Canalizada por Jennifer Hoffman
15 de março de 2010


 



Cada um de vocês é a expressão viva de Deus, a personificação da Fonte na Terra. Em cada uma das suas interações com os demais, vocês incorporam a Fonte para eles. Em cada conexão, expressam a energia da Fonte dos outros e para os outros, ao proporcionar-lhes um vislumbre da divindade deles. Por meio de vocês eles podem conhecer um aspecto de Deus. Como vocês estão expressando esta energia? Há tantos modos de expressão quanto de energias para serem expressas. A Fonte é mais do que isso que vocês chamam de bom e luz: está presente em tudo, em todos os lugares. Toda a vida e a matéria na Terra é uma expressão da energia da Fonte.

Em cada nível de sua vibração energética vocês expressam essa energia por meio de um equilíbrio entre o ego e o Eu Superior. Aquilo que vocês dizem e fazem reflete esses níveis para si e para as outras pessoas. Quando estão irritados, em julgamento ou temerosos, o ego está conduzindo a expressão da energia da Fonte. A expressão limita-se à quantidade de compaixão e amor que o ego esteja disposto a compartilhar com os outros. Quando estão aceitando, honrando os demais e reconhecendo sua divindade, vocês estão permitindo que o Eu Superior expresse essa energia.
O ego está presente, mas equilibrado pelo espírito e sua expressão da Fonte, transmite a energia do amor incondicional.

Com a mestria, vocês reconhecem que cada um de vocês é um emissário de luz e aceitam o compromisso de expressar a energia da Fonte para o mundo. Em todos os seus contatos com outras pessoas, você devem se lembrar que vocês se tornam o contato com o amor incondicional que vocês mesmos experienciam. O compromisso com a criação do Céu na Terra engloba cada aspecto do ser e cada passo na jornada. Como vocês são a expressão viva de Deus em sua vida? Como expressam a Fonte para os demais? Estão cientes de quais aspectos de Deus vocês estão expressando para eles?

Quando se comunicam e interagem a partir do coração elevado, vocês estendem a vibração mais elevada de amor para as outras pessoas. Esse é o paradigma da Nova Terra; o fluxo do amor de cada um de vocês é o que trará a realização do Céu na Terra para o mundo. Em cada conexão, estejam cônscios da promessa da sua alma para ser o amor que o mundo busca, para refletir a divindade dos outros para eles mesmos, para ser a conexão da Fonte que é a luz do mundo e para honrar o compromisso de lembrar-se da conexão com a Fonte e de uns com os outros.




Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com/ – em 15 de março de 2010
visite os sites da tradutora:
www.adavai.wordpress.com/ - http://web.me.com/adavai

Direitos reservados © 2004,2005, 2006 para Jennifer Hoffman. Todos os direitos são reservados. Todo o material desta página está protegido pela lei dos direitos internacionais dos Estados Unidos da América e não podem ser parcialmente o integralmente reproduzidos sem a permissão escrita e expressa da autora. Todas as reproduções autorizadas, parciais ou em cópias, por inteiro ou em parte, devem fazer referência ao nome da autora e ao website de Curas Uriel
www.urielheals.com.

FONTE:
http://www.luzdegaia.org/uriel/jennifer/expressoes_vivas_de_deus.htm

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Terça-feira, 16 de Março de 2010

Eu ouvi Deus




Eu ouvi Deus

Outro dia eu levantei chateada já pensando nos inúmeros problemas que eu tinha para resolver naquele dia, um gosto amargo na boca, dores pelo corpo e uma angústia esquisita me invadia a alma e dizia que eu não havia dormido bem.

Eu não tinha idéia de "por onde começar"...

Quando sai para a rua fui surpreendida por um dia maravilhoso, um sol "gostoso" iluminava um céu azul quase sem nuvens, e eu tive a impressão de que Deus queria falar comigo.

Continuei caminhando e nas árvores da praça perto de casa, dezenas de passarinhos cantavam alegres e disputavam alimentos com uma barulheira festiva, e senti que Deus queria falar comigo.

Olhei para as flores daquele Jardim e me lembrei de Jesus falando aos antigos:

(LC 12:27) "Olhai os lírios no campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles.", e mais uma vez senti que Deus queria falar comigo.

Angustiada com meus problemas que pareciam ser os mesmos sempre, parecia que eu nunca iria sair daquele círculo de aflições, quando percebi que minhas pernas estavam me levando por todos os lugares que eu queria, mesmo sem eu ordenar nada, que meus braços eram fortes e eu poderia utilizar essa força para o trabalho, e que meu cérebro possuía ainda um raciocínio muito rápido, e mais uma vez percebi que Deus queria falar comigo.

Percebi então, quanto tempo eu estava perdendo amando quem não me amava, trabalhando onde não me sentia feliz, fazendo coisas somente para agradar quem nunca mereceu, desejando coisas que eu nem sabia se me fariam felizes, buscando um Deus da guerra para vencer meus inimigos, quando Deus é só amor.

Então compreendi que a felicidade está onde nós estamos, onde está o nosso coração e nesse dia eu ouvi Deus.

Autor: Paulo Roberto Gaefke


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Sexta-feira, 12 de Março de 2010

Vangelis - Deus de infinita bondade

publicado por luzdecuraeamor às 21:44
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

AS HIERARQUIAS DOS TRONOS DE DEUS

Vamos comentar a linha de Umbanda a partir de seus fundamentos ocultos, pois só assim entenderão a abrangência do termo “lei” na vida de um ser humano. Antes vamos esclarecer algumas lacunas existentes, senão o conhecimento que transmitiremos ficará incompreensivo.

Divindade, todos sabem o que são. Por divindade entendemos um ser divino portador de qualidades superiores e localizadas numa faixa vibratória exclusiva do Divino Criador, onde Ele Se manifestará de forma já individualizada em Seus Tronos. Deus, quando Se nos mostra de forma individualizada, está atuando em nossas vidas através das Suas hierarquias divinas formadas por divindades.

Portanto, divindades são seres superiores que manifestam as qualidades de Deus.

Muitos já ouviram falar em deuses do fogo, deusas das águas, deus do trovão, etc. Entendam esses “deuses e deusas” como divindades que são “senhores” do fogo, da água, do trovão, etc. E por senhores, entendam as divindades que guardam os mistérios desses elementos da natureza. Então temos os orixás do fogo, da água, do ar, etc.

Essa categoria de orixás elementais não interfere em nossas vidas, pois já nos afastamos do estágio elemental da evolução. Sim, nós já fomos seres elementais. Mas esse estágio da evolução já foi vivido a tanto tempo, que dele só guardamos lembranças vagas em nosso subconsciente.

Essas divindades ou orixás elementais são manifestadores energéticos das qualidades de Deus, e nós os chamamos de orixás do fogo, da água, do ar, etc.

Mas temos, nas hierarquias divinas, os Tronos (ou orixás) Encantados, que são os que atuam mentalmente e por magnetismo energético, que é tão forte que mantém à sua volta os seres que sustentam mentalmente.

Por isso são chamados de Orixás Encantados: possuem um magnetismo tão forte que “encantam” os seres que amparam mentalmente e sustentam energeticamente.

Depois, nas hierarquias divinas, temos os Orixás Naturais, que atuam mentalmente, energeticamente e consciencialmente, pois têm como uma de suas atribuições, despertar a consciência dos seres sobre si mesmos e sobre o universo onde vivem e evoluem. Nós somos um exemplo, pois estamos despertando nossa consciência e adquirindo a capacidade de raciocinarmos a partir de fatos consumados, que nos fornecem os conhecimentos que precisamos para não repetirmos os mesmos erros e
aprimorarmos nossos conceitos sobre a vida.

Às divindades ou orixás que atuam a partir de nossa consciência, nós os chamamos de “Orixás Naturais” porque tanto atuam sobre a natureza física como sobre a energética, e também sobre a natureza íntima dos seres, ou seja, sobre suas consciências.

Sim, todos possuem uma natureza íntima que, pouco a pouco, vai individualizando-o e distinguindo-o entre seus semelhantes.

Por isso eu sou quem sou e não sou outro.

Ao me reconhecer estou me individualizando e me diferenciando e me diferenciando dos meus irmãos, que se são meus semelhantes, no entanto não são iguais a mim; não tem os mesmos gostos, as mesmas vontades, desejos ou ambições de vida. Eu aprecio as coisas religiosas. Meu irmão prefere as coisas esportivas e outro prefere as
coisas literárias.

Três seres, três cabeças e três naturezas “individualizadas” e diferentes entre si, já que vibram anseios diferentes dentro do mesmo universo onde vivemos e evoluímos.

É neste vasto campo natural que atuam as divindades ou Orixás Naturais: sobre naturezas individualizadas, mas que estão vivendo lado a lado! Sim, porque os orixás elementais atuam em naturezas bem definidas e isoladas: uns atuam no elemento fogo e seus domínios são ígneos, outros atuam sobre o elemento água e seus domínios são
aquáticos.

Já os Orixás Encantados não atuam sobre os elementos fogo ou água, e sim sobre as naturezas dos seres, mas de uma forma geral, pois os seres ainda são inconscientes ou não individualizados.

Os seres encantados são amparados pelo que chamamos de “consciência coletiva”. Essa consciência coletiva é sustentada pelo orixá encantado que ampara, se aquático, seres da água, ou seres ígneos se for um orixá do fogo.

Então temos que um orixá da água sustenta seres já individualizados energeticamente, mas não mentalmente, pois a consciência do regente, totalmente identificada com o elemento que o distingue, o torna tão atrativo magneticamente que os seres que ele ampara sentem-se parte dele.

Como exemplo podemos recorrer a uma samambaia, que é um fino caule sustentando muitas folhas. E se, cada uma delas é uma folha, no entanto sem o caule elas não vivem, e este, sem elas, deixa de ser visto como uma samambaia.

A simbiose mental entre o orixá encantado e os seres “encantados” é tanta que através de um deles podemos ver o orixá que o rege, o ampara e o sustenta. E retirá-lo do domínio do orixá é como arrancarmos um fio de cabelo de nossa cabeça: doerá em nós e o fio morrerá!

Ou como na samambaia: a folha secará e o caule ficará desfigurado, pois um e outra se confundem na formação da samambaia.

Isso é orixá encantado e seres encantados da natureza, seres individualizados energeticamente, mas que ainda estão tão intimamente ligados consciencialmente, que são indissociáveis. E esta ligação é mental, pois os seres vibram o que o orixá vibra, e este sente todo e qualquer desequilíbrio vibratório em seus “encantados”.

Um ser encantado é capaz de manifestar todas as qualidades do orixá encantado que o rege, pois ele é como a folha da samambaia: traz em si as qualidades que a definem como samambaia!

Assim, uma encantada de Yemanjá traz em si as qualidades da Yemanjá encantada que a rege, que a torna em si mesma uma Yemanjá. E manifesta todas as qualidades de sua regente justamente porque está intimamente ligada a ela, e é em si mesma uma extensão da sua regente Yemanjá encantada!

Um ser encantado não consegue se ver individualmente, pois sente-se parte do mental coletivo centralizado no orixá que o rege e o guia em todos os sentidos.

Este é o estágio encantado da evolução dos seres. Já o estágio seguinte, nós os chamamos de “estágio natural da evolução” porque é nele que os seres individualizam-se e vão assumindo conscientemente o controle de suas naturezas intimas, aprendendo a discernir as características que os tornam diferentes de seus semelhantes. Então
surgem os seres naturais, cada um com um gosto ou predileção que o individualiza e o afiniza com outros orixás.

Se uma encantada de Yemanjá era regida só pelo elemento água, pois sua natureza é aquática, uma natural de Yemanjá continua a ser regida pelo elemento água, mas se ela sente uma predileção pelo elemento ar, então sua natureza intima a direcionará para esse novo elemento e logo ela será diferenciada e distinguida como uma “Yemanjá do ar”.

E aí, no estágio natural da evolução, encontramos Yemanjás do ar, da terra, dos minerais, dos cristais, etc.

A individualização permite ao ser uma conscientização contínua e proporciona a ele um novo campo de atuação, pois se a encantada de Yemanjá só atuava no elemento água, a natural de Yemanjá tanto atua água quanto no ar, ou na terra ou nos minerais, etc. E, porque o ser adquiriu uma consciência de que pode acrescentar outras qualidades às qualidades originais do elemento água, então se guiará no novo elemento sustentado por dois orixás: um da água (Yemanjá) e outro do ar (Iansã).

Isto que acabamos de descrever aplica-se a todos os Orixás Naturais e os seres naturais regidos por eles.

 

(texto extraído do livro: “O Código de Umbanda”.

publicado por luzdecuraeamor às 19:16
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Quarta-feira, 3 de Março de 2010

Como sente Deus na sua vida?‏


(active a visualização de imagens, para clicar e ir directamente para o estudo)

Caro membro do Fórum Espírita,

Como sente Deus na sua vida?
Responda por favor a
esta sondagem aqui. A sondagem anterior denominada Que tipo de caridade pratica com mais frequência? obteve 600 respostas, e pode ver o gráfico aqui.


Convidamos a participar no tema em estudo este mês: "Deus".
Basta clicar aqui para ver:
http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/deus-seus-atributossuas-leis/

Amigos e companheiros de caminho.
Propomos, para este mês, um estudo sobre o tema Deus , Seus Atributos – Suas Leis.
O tema terá como fundamento o capítulo I e a Terceira Parte, do Livro dos Espíritos.
...clique aqui para ler mais.

O tema em estudo anterior teve 1100 participações, 18 000 visualizações.
Actualmente existem 33.000 membros registados, 17.000 tópicos e 90.000 mensagens.
Veja mais estatísticas aqui.


Outras ligações interessantes:
Evangelho Segundo o Espiritismo com áudio aleatório, para reflexão diária ou no Evangelho no Lar.
Ouça aqui O Livro dos Espíritos em audiobook
Outros estudos mensais

publicado por luzdecuraeamor às 21:57
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Quando Deus diz não...


Quando Deus diz não...

© Letícia Thompson





Mesmo se nos reservamos o direito a dizer não, dificilmente aceitamos essa palavrinha quando acreditamos que podemos obter alguma coisa.

As criancinhas aprendem rápido o não, de tanto que ouvem. E é evidente que se o fazemos com as crianças é porque assim aprendemos e que sabemos que os nãos fazem parte da vida e são mesmo necessários ao nosso bem-estar e crescimento.

Os adolescentes se rebelam ante o não, dizendo eles mesmos não ao que lhes é imposto ou não concedido.

E então... chega a nossa vez, adultos, supostamente maduros e sábios. E nem sempre queremos aceitar. Das pessoas é mais fácil, pois nos consideramos mais ou menos de igual para igual, mas quando esse não vem dAquele que nos criou, não entendemos ou não queremos bem entender.

Nos rendemos aos pés do Pai com maior freqüência quando nos sentimos impotentes diante de uma situação, quando precisamos reconhecer que por nós mesmos não podemos fazer nada a não ser pedir misericórdia. São as doenças, as situações impossíveis de serem mudadas aos olhos humanos, quando precisamos de verdadeiros milagres...

E, corações sinceramente entregues, pedimos, nem sempre considerando que Deus pode responder de maneira diferente da qual esperamos. Dizemos que Ele tudo pode (e pode!), mas não consideramos o Seu coração, a Sua visão das coisas.

Assim, às vezes Deus diz não...

E essa resposta inesperada vai carregando assim todas as nossas esperanças depositadas naquelas orações, naqueles apelos profundos da nossa alma. E, quais crianças sem entendimento, arregalamos os olhos, sem impedir que nosso coração pergunte o porquê.

Coisa difícil!!! E não é difícil para uma pessoa mais que para outra, é difícil pra todo mundo, mesmo para aqueles que realmente vivem uma vida de submissão.

Aceitar uma resposta negativa de Deus é sinal de humildade e reconhecimento de que estamos na dependência dAquele que nos criou, que conhece nosso passado e nosso futuro e nosso âmago bem mais que nós mesmos, mesmo com anos e anos de psicanálise. Aceitar uma resposta negativa de Deus para qualquer área da nossa vida é ter maturidade espiritual.

Deus, quando nos diz não nos ama muito, com certeza mais que bastante e mesmo se não entendemos no momento, o melhor é nos curvar, pois nada há que Ele faça que não tenha sentido.



Letícia Thompson

contact@leticiathompson.net
http://www.leticiathompson.net/quando_Deus_diz_nao.htm

publicado por luzdecuraeamor às 21:33
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Aprendendo a conversar com Deus



 

Aprendendo a conversar com Deus

© Letícia Thompson




Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.

Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.

Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.

A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.

Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.

Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.

Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.

A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."

Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...

Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase: "as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro."

A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.





Letícia Thompson
contact@leticiathompson.net

fonte: http://www.leticiathompson.net/aprendendo_a_conversar_com_De...


 
publicado por luzdecuraeamor às 20:59
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

As Raças dos Espíritos de Deus - parte 2

Esses tipos psicológicos podem ser entendidos como Raças de Espíritos [ainda uma vez, para fins didáticos] que se agrupam por afinidades em "mundos" confugurados de acordo com as necessidades físicas e meta-físicas de cada Raça. Essas Raças de Espíritos Egóicos são cinco, aqui listadas de acordo com a elevação de sua percepção, de seus sentidos, inteligência e capacidades:

1. Devas

Os Devas são muito poderosos. Suas vidas em forma/condição e mundo dévico são muito longas. Um Deva vive como Deva, em média, 30 mil anos terrenos [LOCHTEFELD, 2005]. Muitos deles se alimentam porém os mais elevados [espiritualmente elevados, protagonistas de vida anterior justa e reta e, muitos, não todos, quase totalmente desapegados das êfemera realidade da vida em estado de encarnação] ─ estes, já não precisam comer ou beber ao modo físico. Grande parte deles não precisa [porque não desejam] comer nem beber. Todos podem voar e, de todo modo, locomovem-se muito rápido. No entendimento popular, os Devas correspondem aos anjos judaico-cristãos-islâmicos. Em termos físicos-metafísicos-anatômicos os Devas podem ser:


[I] Amorfos ou Sem-Forma Meditativos; vivem em meditação renunciando a qualquer experiência sensorial ou relacional.

[II] Corpóreos Desapaixonados, são como os anjos assexuados dos judaico-cristãos. Entre os Desapaixonados, existe uma categoria chamada devas Suddhavasa são os guardiões da religião nos mundos Inferiores.Outros devas, apesar de assexuados e sem paixões, ainda apreciam a expressão de si mesmo em uma forma corpórea mas vivem entregues à meditação buscando a tranquilidade absoluta da "matéria mental" em si mesmos. Deixam de ser perturbados por pensamentos, tornam-se indiferentes até à alegria de atingir tamanha serenidade e seu anseio sem ansiedade é chegar ao prazer supremo de sentir "nada"... Somente os Devas Desapaixonados chamados devas Brahmã, apesar de serem meditativos, se interessam seres dos mundos inferiores, lamentam e seus sofrimentos e interferem dentro de sua esfera de poder.

[III] Devas Humanóides de Kamadhãtu de aparência semelhante à Humana porém maiores. Vivem de modo semelhante aos Homens, são susceptíveis às paixões e à embriaguês dos prazeres materiais mais grosseiros. Com sua lendária morada localizada no Monte Meru [ou Sumeru, montanha sagrada, mítica, situada em local incerto, considerada o centro do Mundo/Universo na Cosmologia hindu], são os que mais se parecem com deuses Olímpicos da Grécia.

Nos "céus", e existem vários "mundos celestiais" [LOCHTEFELD, 2005], a vida é repleta de prazeres e alegrias; ali não há sofrimento, ansiedade ou insatisfação de qualquer tipo. Porém, tudo isso acaba quando quando chega a hora da reencarnação; porque nada pode garantir que um deva não possa renascer em outro Reino. Para renascer como deva, o Espírito deverá se manter puro na sabedoria da bondade, coisa que pode escapar a qualquer deva: ao longo de 30 mil anos de Paraíso o Espírito tende a esquecer do plano religioso da existência.

Por isso, alguns sábios religiosos, como os monges [lamas] do budismo tibetano aconselham, durante o estado de Bardo [intermediário entre duas vidas], evitar o desejo pelo Reino e mundos dos Devas: "No continente oriental de Lupah... indo para lá, este Continente se bem que seja feliz e fácil é aquele onde a religião não predomina. Não entre aí" [SAMDUP, 2003]. No texto do Livro dos Mortos Tibetano, todavia, o conselho é outro: "Àquele que deverá nascer como deva surgirão templos exóticos [moradas] construídos com diversos metais preciosos. Pode-se entrar aí. Entra". [SAMDUP, 2003].



 







Esq.: Devas, anjos sob o ponto de vista cristão, deuses para os hindus, como o pequeno Ganesha [com aspecto de elefante] que se vê à frente, direita. Eles habitam o Reino dos Paraísos mas não estão livres do carma e também os Devas precisam seguir os giros da roda do Samsara e, depois de uma vida em Devakhan [lugar dos Devas], terão de renascer em um dos cinco Reinos dos Espíritos de Deus.

Dir.: Asuras, eles são belicosos, orgulhosos e muito sensíveis aos apelos de seus devotos humanos. A figura representa um Asura famoso: Varuna. Esse regente da arquitetura e da metalurgia é considerado o responsável pelos ciclos do Sol, da Lua, das marés e pela estrutura topográfica do planeta Terra. No reino animal, domina os crocodilos e as serpentes. Na religião comparada corresponde ao Hefaistos [Hefestos] dos gregos; Vulcano, dos romanos.



2. Asuras

Na cosmologia indiana os Asuras são seres super-humanos [LOCHTEFELD, 2005]. Asura é o nome destas criaturas, nas línguas sânscrito, pali e coreano; no Tibet, são os Lha-ma-yin; no Japão são os Ashura e na China, Axiuluo. Enquanto a serenidade e benevolência é característica dos Devas, os Asuras são agitados e, embora não sejam necessariamente maldosos são passionais e, em sua revolta, não poupam agressividade contra aqueles que consideram como rivais em qualquer questão.

São poderosos mas, freqüentemente, suas paixões os tornam amorais e/ou anti-éticos até porque são profundamente dominados pela arrogância e orgulho pessoal. No âmbito da cultura popular a palavra "Asura", se refere a "anti-deuses", "não-deuses" ou, ainda, são confundidos com elementais, deuses maus, gênios, espíritos malígnos, demônios. Porém entre os estudiosos da teogonia/cosmogonia oriental os Asuras são seres divinos. Conforme explica Helena Petrovna Blavatsky no Glossário Teosófico:


Asu significa "alento" [sopro/palavra] e é com este alento que Prajâpati [Brahmâ/Deus Pai] cria os Asuras... Nos Vedas, os suras estão sempre relacionados com Surya, o Sol, considerados como divindades [devas] inferiores. Em sua acpção primitiva e esotérica, baseando-se em outra etimologia, asura [de asu, vida, espírito vital ou alento ─ de Deus ─ e ra, [que tem ou possui] significa um ser espiritual [menos material] ou divino," [BLAVATSKY, p 60 ─ In Google Books].


Boa parte da natureza revolta dos Asuras deve-se ao fato de eles [as] são profundamente devotos, leais à Trindade Brahma-Shiva-Vishnu, leais aos seus amigos de outros mundos e Reinos, leias aos seus Budas, suas divindades tutelares, um tipo de Espírito tão elevado que transcende a pertença a qualquer Raça espiritual. Assim, qualquer atitude ou palavra mal colocado pode ser considerada um ultraje despertando afúria, indignação, instigando o amor próprio alimentado por um rígido conceito de dignidade. São vaidosos, orgulhosos e beligerantes beirando, e muitas vezes mergulhando, no domínio da soberba e da crueldade.

Sob o ponto de vista da religião comparada seriam, então, "semi-deuses". Também podem ser identificados com os Heróis gregos ou, ainda, com os Titãs, os quais, muitos, tornaram-se semi-deuses, como Hércules, por exemplo. No contexto judaico-cristãos, seriam os "Anjos Caídos". De todo modo, seja qual for o nome pelo qual são identificados, estes seres são regentes dos fenômenos sociais nos mundos de todos os Reinos. Sobre os mundos Asura, o Livro dos Mortos Tibetano assim os descreve: "O que deverá nascer como asura avistará uma floresta deliciosa, com círculos de fogo girando em direções opostas" [SAMDUP, 2003].



3. Homens

Os mundos humanos são, indiscutivelmente, os mais desafiadores para o complexo de inteligências com o qual são dotados os Espíritos Egóicos. Somente no Reino Humano a condição/Raça do Espírito pode ser modificada através de escolhas entre boas e más ações. Os outros Reinos são, vocacionalmente, lugares de recompensa, expiação ou retorno a uma condição essencial anterior, original, que continua prevalecendo mesmo depois de uma encarnação no Reino Humano.

A situação existencial de um ser humano ao nascer e ao longo de sua vida, sua saúde, posição social, qualidades físicas e psicológicas, tudo isso é determinado ─ na maior parte dos casos ─ pela Lei da Justa Retribuição ─ a Lei do Carma. E a dívida cármica contraída em encarnação humana deve ser anulada em outra encarnação humana. Ninguém compensa seus "pecados" em mundos infernais; antes, como diz a sabedoria popular: "Aqui se faz, aqui se paga". [Quem "vai para o inferno" depois da morte, simplesmente retorna ao lugar de onde saiu e para onde deve voltar porque, apesar da encarnação humana, continuou sendo um habitante dos Infernos, pertencentwe à raça dos demônios].

Isso não significa que somente Egos de essência humana habitam mundos humanos. Devas, Asuras, Rakshasas, Pretas, todos estão sujeitos e são passíveis de sofrer, experimentar uma ou várias encarnações humanas sempre com o objetivo de aperfeiçoamento do Eu Sou. Os mundos humanos, são, portanto, oficinas da evolução espiritual.

No post mortem, este estado de ser Intermediário, aquele que tende a renascer em mundo humano, ao modo chamado nascimento pela matriz ou nascimento pelo germe terá a visão de "machos e fêmeas em união" em um cenário de "grandes e belas casas" [SAMDUP, 2003]. "Entrar" no germe significa, literalmente, se apossar do organismo formado pelo "montículo de impurezas" [o esperma e o óvulo em matriz humana].

Nos mundos humanos, predominam as situações de paixão, desejo, dúvida, orgulho e vaidade. O nascimento no mundo humano é considerado vantajoso em meio aos Reinos Samsáricos [do ciclo de reencarnações]. Isto porque o os Reinos Humanos são os proporcionam a aquisição de Iluminação [aperfeiçoamento, sabedoria, aprendizado] de forma mais objetiva e rápida através das múltiplas "condições de vida" que oferece; ou seja, justamente porque nos mundos humanos "os homens não nascem nem são todos iguais", especialmente no que se refere àquelas situações existenciais que fazem as pessoas refletirem sobre coisas do tipo: "o mundo é injusto". Nos mundos humanos existem pobres, remediados, ricos, feios, bonitos, gordos, magros, saudáveis, doentes etc.. E embora essas diferenças sem razão aparente possam revoltar e/ou entristecer muitas pessoas, na verdade, as desigualdades encerram propósitos evolutivos individuais e coletivos.

Segundo o Bardo Thödol, escolher este germe é a primeira e difícil tarefa do futuro ser humano; muito da sua próxima vida dependerá dessa escolha, que pode resultar em uma experiência proveitosa e/ou mesmo agradável ou, ao contrário, destitosa, miserável. Outras Raças de Espírito passíveis de nascer pelo germe são os Râkchasas e os Pretas. Asuras e Devas têm nascimento supranormal e o mesmo acontece com os mais puros dos Espíritos, aqueles totalmente libertos da matéria densa, livres de todo condicionamento mental; constituídos de energia pura, eles são os Budas, os Iluminados e os Boddhisatvas ─ corpos de sabedoria.



4. Pretas: O Reino dos Fantasmas Famintos

Assim como nos mundos infernais, os Espíritos da Raça Preta [no Japão, chamados Gaki] expiam, purificam-se do peso de erros passados através do sofrimento. São atormentados pelas misérias da fome e da sede insaciáveis, até porque, seus pescoços, muito finos, "estreitos como o fundo de uma agulha" não permitem que se alimentem até a saciedade. Em contrapardida, seus estômagos são "grandes como tambores" [LOCHTEFELD, 2005]

Segundo a crença vulgar, os Pretas são "demônios famintos", "Cascas" ou invólucros de homens avaros e egoístas depois da morte... Renascem como pretas no Kama-Loka. ...[São] espectros, fantasmas, almas de defuntos. ...Habitam a região das sombras, estão geralmente associados aos bhütas e, como estes, costumam freqüentar os cemitérios e animar corpos mortos [BLAVATSKY, 1995].

Esse estado lamentável é decorrente da "gula" subjetiva destas criaturas, Egos dominados pela ambição, avareza, mesquinharia, mas também pelos desejos físicos, objetivos, como a voracidade diante da comida e do sexo, a acomodação ao sono, preguiça, anseio de fama e de riquezas em outras vidas, em outros mundos, seja em mundos pretas ou em qualquer outro dos cinco Reinos da existência.

  





Dir.: Inferno Budista ─ Os "Jardins do Inferno", na Tailândia, contraponto aos idílicos Jardins do Edén. Fica no monastério Wang Saen Suk, 90 minutos de carro ao sul de Bangcok. Na entrada, pictogramas coloridos informam: "Bem vindo ao Inferno!" O lugar é um tipo de "parque temático" onde esculturas de madeira muito expressivas mostram os variados sofrimentos que Espírito experimenta nos mundos infernais. Veja mais em Thai's Hell Garden.

Centro.: Râkchasas ─ quanto à aparência, alguns descrevem os machos como extremamente feios, ao contrário das fêmeas, consideradas belíssimas apesar de alguns traços zoomórficos presentes em sua constituição física. Esq.: O mundos dos Pretas ou Gaki, no Japão: fome, sede, tristeza, infindável insatisfação, é a realidade criada em torno dos seres dominados pela avareza.



5. Râkchasas: Reino de Naraka

Os râkchasas são habitantes dos mundos chamados de Infernais ou Reino de Naraka. Dante Aliguieri acertou quando concebeu vários infernos; de fato, existem numerosos mundos infernais onde os Egos sofrem o peso de suas ações malignas. Mas isso não decorre de um castigo divino; antes, tais mundos são infernais porque os rakchasas são seres infernais, tomados pelos mais perversos sentimentos e desejos. Segundo H. P. Blavatsky:


Râkchasas [sânscrito]: Literalmente "comedores de carne crua" e, segundo a superstição popular, maus espíritos, demônios. Esotericamente, contudo, são os gibborim [gigantes] da Bíblia, a quarta raça dos Atlantes. [Os râkchasas, exotericamente, são gigantes, titãs, inimigos dos deuses: são demônios, gênios ou espíritos malignos dotados de grande poder; atormentam a humanidade com todo tipo de mal; freqüentam os cemitérios, comem carne crua, estorvam ou perturbam os sacrifícios e mudam de forma à vontade. São os ogros ou antropófagos da Índia... Uma classe de râkchasas são [os guardiões dos tesouros] de Kuvera, [divindade das riquezas] ─ [BLAVASTKY ─ Glossário Teosófico].


O Espírito de essência, "raça" râkchásica constrói seus próprios mundos como ambientes onde imperam os reflexos de seus próprios pensamentos [como de resto, em todo o Universo, ambientes são criados por agregados de pensamentos da mesma natureza]: ódio, violência, inveja, luxúria, cobiça. Fome, sede, sensação de estar sofrendo torturas terríveis, como o desmembramento que dói mas não mata, agonias, aflições inimagináveis caracterizam a vida nos mundos infernais.

A vida de sofrimento infernais pode ser muitíssimo longa, até 60 mil anos terrenos.
Os sofrimentos do inferno incluem experimentar vida e morte em um mesmo dia. Dos mundos infernais é dito que o inferno de Avici é o pior deles. Segundo texto "Os Reinos do Dharma", traduzido [de fonte não mencionada] por Sérgio Pereira Alves:

O primeiro sofrimento é tempo ininterrupto, significando que não há nenhum descanso.
O sofrimento é contínuo, não há nenhum tempo para respirar durante até mesmo um minuto ou um segundo. O segundo sofrimento é espaço ininterrupto. No Inferno de Avici, espaço é preenchido com uma ou várias pessoas. Se houver muito espaço, uma pessoa se multiplicará até que ela ocupe todo o espaco. Assim este inferno pode estar cheio com só uma pessoa. O terçeiro é o sofrimento ininterrupto.


A pessoa tem que sofrer todos os tipos de sofrimento do mundo. Não há nenhum inferno que tenha mais sofrimento que este Inferno de Avici. Tal sofrimento é chamado de sofrimento ilimitado. O quarto sofrimento é o grau ininterrupto, significando que este inferno não diferencia, se a pessoa é um deus no céu, um humano no reino humano, um fantasma faminto dentro do reino dos fantasmas ou um animal dentro do reino animal. Se a pessoa se "qualifica ", qualquer um pode entrar no Inferno de Avici e pode receber o mesmo tratamento. O quinto sofrimento é vida ininterrupta. Há numerosas vidas e mortes dentro de um dia e uma noite, e, entre uma vida e uma morte, a pessoa sofre.


Mas nenhum râkchasa está condenado a ser um desgraçado pela Eternidade manvatárica: mais cedo ou mais tarde, a dinâmica que rege todas as coisas do Universo, cujo princípio é movimento, mudança, atua também sobre estes espíritos ditos demoníacos, modificando sua mente e percepção [forma de pensar, perceber, sentir, uma mudança nos padrões de pensamento porque, afinal, "Tudo é mental"]; em decorrência, o râkchasa verá sua realidade modificada. Morrerá para o inferno; morrerá em sua vida no inferno podendo, então, renascer [reencarnar] em um Reino de mundos melhores.



Miscigenação Espiritual

Nunca é demais enfatizar que a classificação é somente didática, serve apenas para organizar o pensamento na compreenção do tema. A realidade cósmica não obedece a nenhum limite intransponível. As cinco "Raças" de Espíritos transitam, em suas muitas vidas, pelos cinco tipos de mundos. Um espírito do tipo Asura pode "nascer" em um mundo de Homens ou em um mundo Râkchásico, por exemplo. Essas cinco Raças, têm, portanto um elemento existencial em comum: são, necessariamente Espíritos Egóicos [Eu Sou] reencarnantes.

Os Devas, que segundo o estudo de religião comparada, correspondem tanto ao Anjos judaico-cristão ─ mais específicamente, aos Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Virtudes e Potestades ─ quanto aos deuses dos panteões dos pagãos [como os gregos], este Deva pode "encarnar", "nascer" em mundo humano embora não seja um Ser essencialmente humano. Nos mundos habitados por Espíritos Egóicos as populações ─ do ponto de vista da essência, natureza ou Raça de dos Espíritos ─ são, mais ou menos miscigenadas e, possivelmente, os mundos Humanos são os mais miscigenados espiritualmente porque oferecem uma diversidade assombrosa de experiências ontológicas.

Nos mundos Humanos, virtudes e vícios coexistem em relações complexas que exigem uma alta capacidade de discernimento de todas as Inteligências que um Espírito Egóico possui [inteligência analítica, emocional, matemática etc.]. Nestes Mundos sofre-se muito porém aprende-se muito mais. Às vezes sofre-se tanto quanto no pior dos Infernos [pois existem muitos mundos infernais]. Por isso, a condição humana é um estado de ser que exige uma boa dose de heroísmo entre outras "habilidades".

Um ser humano, antes de ser humano é Espírito Egóico, um Ego, um Eu Sou.
O mesmo Espírito Egóico que hoje se manifesta como ser humano, daqui a um Eón, pode estar se manisfestando com um Asura; ou, o contrário, um Asura pode perder a harmonia [da sua unidade de Ser] e manifestar-se em uma vida rakashika [como um demônio habitante do inferno] ou, na via contrária, alcançando um estado de paz e bem estar, conquistar uma vida como Deva; e um preta, um dia consegue cultivar em si mesmo uma centelha de esperança e morrer e renascer como um ser humano; talvez um ser humano chato, triste, resmungão, sempre arrastando correntes de insatisfação, porém, humano! Melhor que o estado deprimido e recalcado-invejoso e, sobretudo, insoluvelmente faminto, na infindável fome e sede dos pretas. E assim evoluem, progridem, retrocedem e, muitas vezes, trabalham as populações dos mundos dos cinco Reinos do Ser ao longo de uma Eternidade [Maha-avatara, período de manifestação de Deus em Universo].


Encarnações: Transitando Entre os Reinos de Deus

Admitindo que os Espíritos encarnados na Terra pertencem a diferentes "Raças", diferentes estruturas psíquicas, mentais-emocionais, é possível compreender como e porque tantos humanos parecem ser tão pouco "humanos". É porque não são mesmo; não na essência. Alguns, mais se parecem com anjos enquantos outros comportam-se como demônios. Heróis e vilões, vítimas e carrascos, omissos e ativos, preguiçosos e laboriosos, assim a diversidade da "espécie humana", do Ser humano, intriga a biologia, a psiquiatria, a psicologia, desafia a genética, a pedagogia e diante de um prodígio artístico-intelectual ou de um fascínora "sem coração" é pertinente questionar: "Isso é gente?" ─ e, ainda, se alguém dissesse "mais ou menos", possivelmente, não seria uma resposta insana, ao contrário, esse "mais ou menos" pode estar muito próximo da verdade.

O renascimento como ser humano é muito difícil de ser obtido. Chega a ser uma ocorrência rara [em termos de indivíduo] porque a maioria das pessoas desperdiça seu tempo de vida terrena entre os anseios materiais, emoções, pensamentos e atitudes inúteis. A maior parte daqueles que morrem nos mundos humanos demora a retornar. Há uma rotatividade muito grande de raças espirituais que buscam nestes mundos os meios para obter a purificação, refinamento, melhoria do Si mesmo, do Eu Sou.

O fato é que a condição humana é experimentada não somente por Devas e Asuras, Râkchasas e Pretas mas também pelos espíritos em estágio de transcendência de uma condição animal e, ainda por espíritos livres de Carma, ["Raças" mais evoluídas, que são energeticsamente mais puras, fortes e poderosas] como Buddhas e Bodhisatvas [Nirmanakayas] ─ que voluntariamente se submetem às limitações do Reino Humano a fim de auxiliar seus "irmãos" na jornada evolutiva.



Sobre as Desigualdades: Nos mundos humanos, predominam as situações de paixão, desejo, dúvida, orgulho e vaidade. O nascimento no mundo humano é considerado vantajoso em meio aos Reinos Samsáricos [do ciclo de reencarnações]. Estes mundos são os proporcionam a aquisição de Iluminação [aperfeiçoamento, sabedoria, aprendizado] de forma mais objetiva e rápida através das múltiplas "condições de vida" que oferece. As desigualdades entre os homens, que a maioria percebe como injustiça do Destino ou de Deus, estas desigualdades são, precisamente o que torna a condição humana única; somente na condição humana o Espírito consegue evoluir.

Além disso, as desigualdades refletem com muito acerto configurações existenciais decorrentes da raça do Espírito encarnado. Isso se explica quando se admite que, embora as pessoas não conservem a memória da pré-vida-terrena, são elas mesmas, enquanto Espíritos de determinada raça que realizam operações fundamentais para a configuração da vida terrena que enfrentarão; operações tais como: escolha do meio familiar [incluindo traços genéticos fenotípicos, de aparência] e social. Por essa razão é que coexistem nos mundos humanos pobres, remediados, ricos, feios, bonitos, gordos, magros, saudáveis, doentes, inteligentes, néscios, gente muito má, gente muito boa, gente que "nem fede nem cheira" etc. E embora essas diferenças sem razão aparente possam revoltar e/ou entristecer muitas pessoas, na verdade, as desigualdades encerram escolhas e propósitos evolutivos individuais e coletivos.

Certas "impressões", percepções entre os seres humanos, tantas vezes expressas em linguagem que se pensa meramente figurada, essas percepções e "figurações" podem ser mais verdadeiras do que parecem. Em meio às metáforas dos elogios e das injúrias [xingamentos] existe muita literalidade, realidade. Se frequentemente as pessoas referem-se umas às outras como "anjo", "deusa", "meu herói!, ─ ou então ─ "fulano é uma anta", uma porta, um demônio, uma "mala" sem alça, um saco, um urubu... não raro o Espírito em questão é, de fato, um "espírito-de-porco", por exemplo.

Assim, essa massa de espíritos encarnados nos mundos humanos, embora tenham todos a anatomia antropomórfica, esta massa é constituída de diferentes Raças de Espíritos. Assim, olhar para as pessoas que transitam nas ruas pode ser como olhar para uma rica fauna invisível. Ocultos pela "veste humana" [corpo] convivem nesta Terra antas e leões, vermes, cachorras, portas, demônios râkchasas e demônios pretas; mas também, deuses, anjos, buddhas. Resta aprender a reconhecer os espécimes, as raças que nos rodeiam a fim de escolher muito bem aqueles com quem dividimos vida, para não correr o risco de jantar com um diabo ou dormir com as cobras. Meditemos...




fonte:
http://www.sofadasala.com/ocultismo/racasespirituais.htm
Bibliografia

AGRIPPA DE NETTESHEIM, Henrique Cornélio. Os Três Livros de Filosofia Oculta. [Compilação e comentários de Donald Tyson. Trd. Marcos Malvezzi] ─ São Paulo: Madras, 2008.
BLAVATSKY, H. P.. A Doutrina Secreta ─ vol. I. [Trad. Raymundo Mendes Sobral]. São Paulo: Pensamento, 2000.
........................... Glossário Teosófico, vols. I & II online ─ In E-Snips Livros Esotéricos ─ acessado em 15/02/2009
DEVAS. In WIKIPEDIA ─ acessado em 03/01/2009
LOCHTEFELD, James G.. The Six Realms of Existence: setembro de 2005. In Carthage College Personal Webhosting Sever, Kenosha/Wisconsin ─ acessado em 03/2/2009
PEREIRA ALVES, Sérgio. Os Reinos do Dharma ─ acessado em 14/02/2009.

LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús


edição: L. Cabús ─ fevereiro, 2009
editoria: mahajahck@hotmail.com

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As Raças dos Espíritos de Deus - parte 1

As Raças dos Espíritos de Deus
por Ligia Cabús


LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús





A questão da existência, ou não, de vida inteligente extraterrestre [em outros planetas, sistemas, galáxias], vida intraterrestre, nos subterrâneos, nas profundezas do mar ou, ainda, vida meta-terrestre ou meta-dimensional [habitantes de outras dimensões de existência, de universos paralelos], essa idéia, tendo ocupado definitivamente seu lugar entre os campos da investigação científica, é um tema que agora se organiza em disciplinas específicas, especializações como a Exobiologia, a Arqueologia Astronômica ou mesmos os delirantes, posto que não são fundamentados, estudos especulativos de Exopolítica!

Nesse contexto emergem personagens cuja realidade, embora não comprovada, não os impede de tornarem-se populares, verdadeiros mitos contemporâneos. São eles, especialmente, os reptilianos e os pleiadianos, que já têm uma "história" de serem tradiconalmente rivais, protagonistas cósmicos do eterno conflito do velho Maniqueu [Antigüidade, Pérsia]: o Bem contra o Mal, Treva contra Luz. Os ufólogos-exobiólogos falam muito dessas Raças de alienígenas entre as quais ainda reconhecem subraças, híbridos, mutantes diversos e tipos mais raros ou inexplicados [como os foofighters].

Enquanto se acumulam as hipóteses sobre os alienígenas, entre livros, ensaios, revistas, fotografias, supostos"comunicados", textos e grupos de estudo, tudo disponível na internet, nada se diz, todavia, sobre as "Raças" de Espíritos que se manifestam nos diferentes corpos materiais dos seres inteligentes [animados com autoconsciência, segundo o Livro Tibetano dos Mortos] que habitam os inimagináveis planos ontológicos - que são ESTADOS de Ser e Estar - coexistentes, simultâneos no Universo. Os habitantes das "muitas Moradas" do Criador.


Espíritos



A ciência ocultista e os mais antigos mitos cosmogônigos descrevem o Princípio de Todas as Coisas de modo muito semelhante à Astrofísica contemporânea. Muitos antes da teoria do Big Bang aparecer, os relatos arcaicos já falavam de um Ser que estava só, o Grande Espírito. Este ser, feito de enigmática energia, ao se sentir só e ao lamentar-se porque está só, manifestou seu desejo de SER mais de um e assim tudo foi imediatamente criado. O Espírito, matéria inerte e escura, foi "ativado", "acordou" colocou-se em movimento manifestando uma Vontade Suprema. Essa Vontade criou o "torvelinho", o Fohat, o primeiro Espírito agente, que movendo-se em círculos, deu forma e sentido aos primeiros agregados de partículas energéticas espirituais que, muitas rotações depois, chegaram a ser a matéria bruta como a que se conhece em planetas como a Terra e em outras modalidades, desconhecidas dos seres humanos.
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Os Espíritos dos seres [vivos e brutos], embora sejam, em última instância os próprios seres, em si mesmos, despidos de toda e qualquer adaptação e/ou "vestimenta" ambiental, são, eles, os Espíritos, a realidade primeira e última mais misteriosa do Universo, ao menos para os homens do planeta Terra. Ninguém - em nível de conhecimento científico, comprovado - sabe do que são feitos, como surgiram no contexto da Criação ou quantos são em todo o Cosmos. Alguns crêem que Deus cria uma nova alma [termo que será utilizado aqui como sinônimo de Espírito] a cada ser ou cada criança que nasce no mundo. Os Teósofos, ao contrário, afirmam que todos os espíritos são contemporâneos ao Big Bang e cumprem longa jornada de mudanças e aperfeiçoamentos ao longo da Eternidade [que, na verdade, teria sim, um fim, quando toda a matéria universal se reúne e entra em estado de latência/repouso [chamado PRALAYA]; ou seja, volta a Ser Uno e Só e muito quieto...

Sendo os Espíritos uma realidade ou ao menos possibilidade sempre renegada ou desdenhada pela ciência objetiva contemporânea [embora aceita pela ciência da Antiguidade], praticamente tudo o que se sabe sobre esta FORMA DE SER é conhecimento herdado de culturas mágicas e religiosas muito antigas; e quanto mais antiga a tradição, mais detalhado se mostra o panorama da existência além desta vida e menos fantasiosos são os relatos que descrevem tanto o post-mortem quanto a "pré-vida-planetária".

Enquanto os católicos falam de Paraíso, de uma Jerusalém cujas calçadas são feitas de pedras preciosas; muçulmanos deliram com jardins cheios de árvores que se inclinam oferecendo as frutas e numerosas virgens perpétuas para satisfazer os desejos sexuais dos bons fiéis desencarnados e, ao mesmo tempo, enquanto tais religiões descrevem infernos escaldantes repletos de carrascos incansáveis; enquanto isso, o velhíssimo Bardo Thödol [Budismo Bhramânico-vedantino + religião Bön-Pá de tradição Tibetana], conhecimento milenarmente mais antigo que as escrituras judaicas, cristãs e a farsa islâmica do Alcoorão, o Livro dos Mortos Tibetanos fala do ESTAR em um NÃO-LUGAR experimentando diferentes ESTADOS MENTAIS e DISPOSIÇÕES PSÍQUICAS que determinam as sensações e percepções do além túmulo e as condições de uma próxima vida.

É uma situação na qual o Espírito, despido de todas as referências biográficas da vida passada em determinado mundo, exceto as eventuais culpas, remorsos e/ou virtudes e alegrias que permanecem em sua memória, acha-se em um estado livre de forma [exceto aquela que ele crê possuir]: esta situação é chamada de Estado Intermediário, tradução precisa dos termos Bardo Thödol [Estado de Bardo, Estado Intermediário]. Em estado Bardo o indivíduo fica naquela condição que os kardecistas chamariam de "espírito errante" - no sentido de sem rumo, sem orientação, sem padrões de modus vivendi, sentido, significado para existir.



Seres Auto-Conscientes



Uma daquelas coisas que ninguém sabe é quando, como e porquê este ou aquele Espírito [que pode ser entendido com Unidade Egóica], criado em simultâneo com a criação do Universo, encarnou-se ou materializou-se [atomizou-se e molecularizou-se?] pela primeira vez. Ninguém, sobretudo, sabe porquê, uma unidade Egóica de essência Divina, deixando a realidade subatômica de SER energia PURA para entara em uma relação de união integrada com uma forma-corpo constituído de matéria planetária e sujeito a uma série de limitações, ruins ou menos piores, dependendo da categoria de ser no qual ele se converta em função de seus apetites e tendências.

Essa disposição de colocar a si mesmo em estado de impureza em troca de certas experiências sensoriais é o que a mitologia de muitos povos entende como "a queda do Homem [ou do Espírito na matéria que, absolutamente, não se confunde com a mitológica Queda dos Anjos]. Apesar das incertezas e ignorância sobre as evoluções [a movimentação, a conversão, as transformações] dos Espíritos em meios materiais, a ciência oculta tem preservado por milênios o dogma que descreve esse fenômeno, pelo qual passam todos os Espíritos: vivências/experiências, entre a materialização e a desmaterialização mais ou menos densa e pesada:

O Sopro torna-se pedra;
a pedra converte-se em planta;
a planta em animal; o animal em homem;
o homem em espírito e o espírito em um deus
[BLAVATSKY, 2000]




O que antigo axioma está dizendo claramente é todo Espírito autoconsciente neste tempo presente já foi, um dia, pedra, planta, animal, homem e será novamente Puro Espírito e enfim, uno com Deus, "um deus". Outra forma de dizer isso é admitir que todos os Espíritos experimentam todos os Reinos da Naturezas Física e Metafísicas [planetárias e dimensionais] do SER: mineral, vegetal, animal em todas as suas manifestações intermediárias.

Fantasmas & Elementais: Tanto entre as grandes religiões [Cristianismo, Islamismo, Budismo] quanto entre os cultos regionais mais primitivos a idéia de Espírito foi desgastada pela distorção das informações, que transformam ritos religiosos em práticas de superstição. O entendimento de Espírito mais difundido é restrito, associado genericamente a: 1. seres humanos desencarnados; 2. seres elementais, habitantes dos quatro elementos [para alguns cinco: água, terra, fogo, ar, éter] que atuam de forma imprevisível, tando benéfica quanto maléfica.

Na esfera do conhecimento popular e especialmente na doutrina do cristianismo católico e do terror Islâmico, que vê o diabo em toda parte, todas essas criaturas, sejam fantasmas ou elementais, são demoníacas e relacionar-se com tais seres é, essencialmento, claro, pecado! Com menos escândalo e terror pode-se dizer mais acertadamente que relacionar-se com desencarnados e/ou elementais é tão desnecessário quanto pouco saudável; isso quando não se torna uma aventura perigosa, portal para a insanidade mental.

Muito populares deste mundo ou mundos invisíveis são os Anjos, os seres que estão mais próximos do Altíssimo, agentes do bem contido em toda Vontade Divina [ainda que essa Vontade pareça, por vezes, produzir uma catástrofe], desempenham as funções cósmicas de mensageiros e guardiões [combatentes mesmo] do Reino de Deus. Os Anjos estão presentes nas doutrinas judaica, cristã e muçulmana, apresentados em uma hierarquia de poderes e atribuições. A classificação mais aceita distingue nove categorias de Espíritos Angelicais, os "Anjos":

Os serafins, são anjos muito diferentes da imagem popular. São descritos criaturas de grandes dimensões, dotados de 3 pares de asas.


Serafins

São "supercelestiais. Os mais próximos do centro do Ser Criador. Trabalham com a Providência Divina. Seu instrumento é a Bondade.

Querubins

Trabalham com a essência de Deus, [que é Mente] e confere aos Epíritos de Deus humanos a luz intelectual, o poder do conhecimento e da imaginação que permite ao homem contemplar as coisas divinas

Tronos

Trabalham com a Sabedoria de Deus [o conhecimento eterno de Todas as Coisas], são a memória e o raciocínio do Universo aberto àqueles que conseguirem acessar o "Livro da Eternidade".



Dominações

Diretamente ligados à regência das coisas do Mundo, essas três categorias são dirigidas pela primeira, as Inteligências das Dominações. Interferem nas questãos dos conflitos entre os homens. Protegem [os justos] contra inimigos domésticos [ou seja, aqueles que estão mais próximos de nós].


O Arcanjo Miguel, general das Milícias Divinas, é um dos mais conhecidos Arcanjos da mitologia cristã


Virtudes

São "ministro do céu que às vezes conspiram para realizar milagre". Trabalham junto às Humanidades para que escolham antes a virtude do bem desprezando os vícios que corrompem a essência do Ser.
Potestades

Eliminam manifestações fenomênicas que ameacem perturbar a "lei divina". Monitoram toda violência que destrói viventes em estado corpóreo, considerando todo corpo como veículo, parelho físico de um Espírito, como "Tabernáculo de Deus", morada de Deus.


Principados

São os primeiros daqueles que são considerados, por muitos ocultistas, como pertencentes à hierarquia inferior, significando que estão ainda mais perto dos Espíritos encarnados em Planetas mais ou menos densos. São regentes da vida prática na esfera do controle dos seres humanóides sobre "as coisas', matérias, materiais, elementos, meio-ambiente, e controle seu prório ser. Os Principados estão ligados ao equilíbrio cibernético cotidiano. Meditemos...

Em Agrippa, Principados, Arcanjos e Anjos são definidos como "espíritos ministrantes que descem para cuidar das coisas inferiores. Principados, especificamente, ocupam-se do interesse público, dos príncipes e magistrados, províncias, reinos, Estados e tudo o que lhes pertence" [AGRIPPA, 2008 - p. 661].

Arcanjos

Presidem os rituais sagrados, inspiram o sentimento de adoração a Deus, orações, penitências e todas atitudes de caridade e fraternidade. Também estão ligados à relação do homem com a Natureza; podem comandar os animais do campo, os peixes, as aves.

Anjos*

Finalmente, os Anjos, estes, tão mais populares que parecem engolir todas as categorias, cuidam de coisas pequenas [mas a vida do homem na Terra está repleta de coisas pequenas...]. Também são guardiões específicos de plantas e pedras "e todas as coisas inferiores". Ministros mediadores são, sob esse aspecto, aqueles mensageiros que com tanta freqüência aparecem nos relatos de textos sagrados. "Mensageiros da Vontade Divina, intérpretes da mente de Deus" [AGRIPPA].



* Os Anjos propriamente definidos são apenas uma entre essas nove categorias de seres celestiais, a mais inferior por sinal, o que significa, mais distantes de Deus, segundo a teologia cristã. O termo Anjo foi tomado como termo geral, para referência a qualquer ser de qualquer uma das categorias daqueles seres que são considerados como uma espécie de equipe de trabalho do Criador, milícia de Deus.


Espírito: o Onipresente


Sejam fantasmas, elementais, anjos ou demônios, até aqui, o senso comum concebe a idéia de Espírito como algo que evoca o sobrenatural nas visões lúgubres e cadavéricas das "assombrações" ou às imagens de seres etéricos, luminosos, vaporosos, "divinos". Todavia, na esfera do conhecimento esotérico, onde a raíz das palavras e das realidades últimas não se perde, nesse âmbito, Espírito se refere à Individualidade, seja do Único, do Todo, antes do alvorecer da manifestação em Universo, seja Individualidade de cada um dos seres manifestados em seus peculiares graus e qualidades de sensibilidade, percepção, consciência e inteligência; em uma escala de evolução que, no caso dos seres brutos [como as pedras, os minerais em geral], chega muito perto do grau zero. [Em outras palavras, até onde se sabe uma pedra não sente dor nem fica "chateada" se alguém da uma "bicuda" nela; isso não quer dizer que ali, naquele rocha, não habite um Espírito aprisionado em virtude de um estágio evolutivo de Ser bruto].

O "Grande Arcano", que o ocultista francês Eliphas Levi resume na frase "É a divindade no Homem"; a Verdade simples que poucas pessoas conseguem absorver apesar da singeleza do enunciado é que o Espírito é Tudo ─ é o Todo, em tudo está e a tudo permeia, perpassa, enquanto a tudo constitui na total consiguração do SER de todas as coisas, seja a estrela mais brilhante do Cosmos, seja um microorganismo menor que um grão de talco ou, ainda, a energia que move fenômenos da Natureza como a trajetória de um cometa ou uma corrente de vento.

O Espírito Unidade, quando em movimento, gera diversidade. O movimento é deflagrado pelo pensamento do Um; palavra na mente do Um, pequena frase que diz EU SOU. Uma afirmação que põe em movimento a vastidão indiferenciada do Ser primordial [o negro "Abismo das Águas"] gerando, assim, a multiplicidade de seres. Cada ser, Espírito-unidade [que os esotéricos chamam mônada] surge [porque não "nasce", resulta de uma reação físico-química] tosca, insensível. Mas a mônada bronca tem Eternidades para evoluir ao longo de sua existência, conduzida pelo movimento universal, que consiste na interação dos seres em trajetórias circulares, sejam esferoidais, elípíticas ou espirais, girando a diferentes velocidades, em diferentes condições de temperatura e pressão. É o caldeirão cósmico mexido pelo primeiro pensamento de Deus.

Para a mônada, o importante é que pode demorar uma centena de Manvataras [Eternidades de manifestações do Universo] porém, em algum momento, depois de muito "sofrer" [no sentido de experimentar e ser provocada pelas experiências] - sofrer, com os acidentes e intempéries na jornada de meramente existir, ela, a mônada, alcança uma condição de sensibilidade. [E a partir daí "sofrerá" ainda mais intensamente]. O Espírito-mônada adquire percepções, consciência vaga e, enfim, consciência de si mesma, germe da inteligência. Tornou-se uma "Individualidade Egóica", um "EU SOU" e somente por ter chegado a esse tipo de consciência os Espíritos Egóicos já começam a manifestar a condição divina que pulsa em suas origens. Não é mais mônada, é Manas.


Tudo É Mental


O primeiro princípio da filosofia do mítico Hermes Trimegisto enuncia: "Tudo é Mental". Este lugar, chamado Universo ou Cosmo, palco de tantos acontecimentos protagonizados pelos Espíritos Egóicos, é um lugar/não-lugar, é um espaço gráfico, numérico até, mas não, de fato, mas não geológico ou geométrico, mas instância de SER, de natureza mental, onde coexistem diversos planos mais ou menos adequados a diferentes estados ontológicos [de SER]; são os diferentes "Mundos".

Mundos mentais, constituídos de matéria mental agregada pela força da manifestação mental que é o PENSAMENTO-PALAVRA. E não mais o pensamento primordial D'Aquele Que Estava Só, mas pelos pensamentos, gerados por sensações-emoções justamente dos Espíritos Egóicos, os Espíritos-Manas, os "EU SOU" e seus devaneios em torno das condições de "Eu Estou..." E conforme se agregam, reúnem-se pela afinidade dos pensamentos semelhantes, esses pensamentos, as emoções, formam os Reinos e os mundos correspondentes, "temperados" por estes pensamentos; ambientes, que vão dos infernos aos céus passando pela Terra [e/ou outros planetas fisicamente habitáveis por seres humanos].


Raças de Espíritos


Os Espíritos Egóicos, os seres animados autoconscientes [em oposição aos brutos, inconscientes], habitam, portanto, numerosos mundos e embora no contexto da cultura popular sejam conhecidos como anjos, deuses, homens, demônios, seja qual for a teologia, é fácil perceber que todos estes seres têm traços em comum do ponto de vista anatômico-morfológico e psicológico. Todos parecem ter a forma-base dos corpos estruturada no padrão pentagrâmico [cindo extremidades, estrela de cindo pontas] ─ cabeça, tronco, membros e postura mais ou menos ereta, [bípedes]. Isso poderia caracterizá-los, todos, como humanóides [do ponto de vista de espécie humana]; ou, quem sabe, são todos "divinóides", "teomórficos", do ponto de vista da etnografia metafísica dos seres autoconscientes.

A Teologia e a Teurgia judaico-cristã distinguem a massa de Espíritos autoconscientes em três tipos bem definidos: Anjos, Homens e Demônios. Os Anjos, Espíritos despaixonados que agem pelo bem e sempre no cumprimento da Vontade de Deus; os Demônios, discípulos/seguidores de uma legião de Espíritos angelicais rebeldes, segundo a lenda, liderados pelo Anjo Lúcifer [que seria um Serafim, pois era da mais alta patente] ─ mais tarde chamado Satanás, que significa "adversário". Uma alegoria evidente indicando que a Raça dos Anjos [que os tibetanos reconhecerão como Devas], embora sejam, em geral imparciais, também estão sujeitos à tentação da divisão interior, da dúvida diante de uma escolha.

Finalmente os Homens, protegidos pelos anjos, tentados pelos demônios, são tradicionalmente descritos como "feitos à imagem e semelhança" de Deus, microcosmo. Estes seres hesiantes, sempre confrontados com a dificuldade de escolher entre o certo e o errado, na teologia cristã, com todos os elementos herdados do maniqueísmo persa, os Homens, mais se parecem com troféus sendo disputados pelas duas forças que Maniqueu acreditava que regiam o Universo: o Bem e o Mal..

A doutrina judaico-cristã apresenta esse esquema bem simplista, de três categorias ontológicas, para representar a "demografia" dos Espíritos Egóicos. No Tibete, o budismo propõe um quadro bem mais complexo porém mais verossímel, distinguindo cinco perfis psicológicos que caracterizam as cinco Raças dos "Espíritos de Deus". É uma diferenciação que os tibetanos utilizam por comodidade didática pois não há limites fixos entre um e outro tipo psicológico independente do meio físico adequado como habitat. O que define a essência dominante em um Espírito egóico esteja ele num inferno, numa Terra ou num céu, é predominância de tendências psicológicas-comportamentais, de ser, sentir, de pensar, agir e reagir.

continua aqui:
As Raças dos Espíritos de Deus - parte 2

fonte:
http://www.sofadasala.com/ocultismo/racasespirituais.htm
Bibliografia

AGRIPPA DE NETTESHEIM, Henrique Cornélio. Os Três Livros de Filosofia Oculta. [Compilação e comentários de Donald Tyson. Trd. Marcos Malvezzi] ─ São Paulo: Madras, 2008.
BLAVATSKY, H. P.. A Doutrina Secreta ─ vol. I. [Trad. Raymundo Mendes Sobral]. São Paulo: Pensamento, 2000.
........................... Glossário Teosófico, vols. I & II online ─ In E-Snips Livros Esotéricos ─ acessado em 15/02/2009
DEVAS. In WIKIPEDIA ─ acessado em 03/01/2009
LOCHTEFELD, James G.. The Six Realms of Existence: setembro de 2005. In Carthage College Personal Webhosting Sever, Kenosha/Wisconsin ─ acessado em 03/2/2009
PEREIRA ALVES, Sérgio. Os Reinos do Dharma ─ acessado em 14/02/2009.

LINKS RELACIONADOS:
Bardo Thödol: O Livro dos Mortos Tibetano ─ estudo do texto
Büthas: Prisioneiros do Passado
Kama-Loka & Devakhan: O Post Mortem Segundo a Teosofia
Mundos Mentais: Devakhan, Morada dos Devas ─ por C.W. Leadbeater | Trad. Ligia Cabús


edição: L. Cabús ─ fevereiro, 2009
editoria: mahajahck@hotmail.com

publicado por luzdecuraeamor às 19:31
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