Terça-feira, 16 de Março de 2010

DOCUMENTO 32 - A EVOLUÇÃO DOS UNIVERSOS LOCAIS

Citação do Dia
Março 15, 2010


Sentindo-se em Casa

Jesus fazia os homens sentirem-se, no mundo, como se estivessem em casa; ele os libertava do tabu escravizador e ensinava a eles que o mundo não era fundamentalmente mau.

O Livro de Urântia, (196:2.9)


 



 

DOCUMENTO 32 -  A EVOLUÇÃO DOS UNIVERSOS LOCAIS



Um universo local é a obra pessoal de um Filho Criador do Paraíso, da ordem dos Michaéis. Consta de cem constelações, das quais cada uma abrange cem sistemas de mundos habitados. Cada sistema conterá, afinal, aproximadamente mil esferas habitadas.

Esses universos do tempo e do espaço são todos evolucionários. O plano criador dos Michaéis do Paraíso segue sempre o caminho da evolução gradual e do desenvolvimento progressivo das naturezas e capacidades físicas, intelectuais e espirituais das múltiplas criaturas que habitam a ordem variada de esferas compreendidas em um universo local.

Urântia pertence a um universo local cujo soberano é o Deus-homem de Nebadon, Jesus de Nazaré e Michael de Salvington. E todos os planos de Michael para esse universo local foram integralmente aprovados pela Trindade do Paraíso, antes que ele embarcasse na suprema aventura do espaço.

Os Filhos de Deus podem escolher os domínios das suas atividades de criador, mas essas criações materiais foram originalmente projetadas e planejadas pelos Arquitetos do Universo-Mestre do Paraíso.

1. O SURGIMENTO FÍSICO DOS UNIVERSOS


As manipulações pré-universais da força-espaço e das energias primordiais são um trabalho dos Mestres Organizadores da Força do Paraíso; mas, nos domínios do superuniverso, quando as energias emergentes tornam-se sensíveis à gravidade linear ou local, os Organizadores da Força retiram-se, deixando a obra nas mãos dos diretores de potência do superuniverso envolvido.

Esses diretores de potência funcionam, isoladamente, nas fases pré-materiais e nas fases pós-força da criação de um universo local. Um Filho Criador não tem a possibilidade de iniciar a organização do universo antes que os diretores de potência hajam efetuado a mobilização de energias-de-espaço suficientes para proporcionar uma base material – sóis reais e esferas materiais – ao universo que emerge.

Os universos locais têm, todos, aproximadamente, o mesmo potencial de energia, embora as suas dimensões físicas possam diferir grandemente e ter, de tempos em tempos, variado o seu conteúdo de matéria visível. A carga de potência e a dotação de matéria em potencial, de um universo local, são determinadas pelas manipulações dos diretores de potência e seus predecessores, bem como pelas atividades do Filho Criador e pela dotação de controle físico inerente que os seus colaboradores criativos possuam.

A carga de energia de um universo local é de aproximadamente uma centésima milésima parte da dotação de força do seu superuniverso. No caso de Nebadon, o vosso universo local, a materialização da massa é ligeiramente menor do que isso. Em termos físicos, Nebadon possui todas as dotações físicas de energia e de matéria que podem ser encontradas em qualquer das criações locais de Orvonton. A única limitação física à expansão do desenvolvimento do universo de Nebadon consiste na carga quantitativa de energia-de-espaço mantida cativa pelo controle da gravidade dos poderes conjugados e personalidades do mecanismo combinado do universo.

Quando a matéria-energia houver atingido um certo estágio de materialização de massa, um Filho Criador do Paraíso surge em cena, acompanhado por uma Filha Criativa do Espírito Infinito. Simultaneamente com a chegada do Filho Criador, começa o trabalho na esfera arquitetônica que está para transformar-se no mundo-sede central desse universo local projetado. Por longas idades, essa criação local evolui; sóis tornam-se estabilizados, planetas formam-se e entram nas suas órbitas, enquanto continua o trabalho de criar os mundos arquitetônicos que irão servir como sedes centrais das constelações e capitais de sistema.

2. A ORGANIZAÇÃO DO UNIVERSO


Os Filhos Criadores são precedidos, na organização do universo, pelos diretores de potência e por outros seres originários da Terceira Fonte e Centro. Das energias do espaço, assim previamente organizadas, Michael, o vosso Filho Criador, estabeleceu os reinos habitados do universo de Nebadon e, desde então, tem estado diligentemente devotado à administração desses reinos. Da energia preexistente, esses Filhos divinos materializam a matéria visível, projetam as criaturas vivas e, com a cooperação da presença do Espírito Infinito no universo, criam um corpo diversificado de personalidades espirituais.

Esses diretores de potência e controladores de energia, que em muito antecederam ao Filho Criador, nos trabalhos físicos preliminares de organização do universo, servem, mais tarde, em uma ligação magnífica com esse Filho do Universo, permanecendo, para sempre, no controle conjunto das energias que eles originalmente organizaram e colocaram em circuito. Em Salvington, funcionam agora os mesmos cem centros de potência que cooperaram com o vosso Filho Criador na formação original deste universo local.

O primeiro ato completo de criação física em Nebadon consistiu na organização do mundo-sede central, a esfera arquitetônica de Salvington, com os seus satélites. Desde a época dos passos iniciais dos centros de potência e dos controladores físicos até a chegada, nas esferas terminadas e completas de Salvington, do corpo vivente de assessoramento, houve um intervalo de um pouco mais de um bilhão de anos do vosso tempo atual planetário. A construção de Salvington foi imediatamente seguida da criação de cem mundos-sede centrais das constelações projetadas e das dez mil esferas-sedes dos sistemas locais projetados, de controle planetário e de administração, junto com os seus satélites arquitetônicos. Esses mundos arquitetônicos são destinados a acomodar tanto as personalidades físicas quanto as personalidades espirituais, bem como os seres em estados moronciais intermediários ou em estágios de transição.

Salvington, a sede central de Nebadon, está situada no centro exato da massa-energia do universo local. O vosso universo local, contudo, não é um sistema astronômico simples e, no seu centro físico, existe ainda um sistema imenso.

Salvington é a sede central pessoal de Michael de Nebadon, mas ele não será encontrado sempre ali. Embora o funcionamento harmonioso do vosso universo local não requisite mais a presença fixa do Filho Criador na sua esfera-capital, não foi assim nas épocas anteriores de organização física. Um Filho Criador não pode deixar o seu mundo-sede central até o momento em que a estabilização gravitacional do reino haja sido efetivada, por intermédio da materialização de energia suficiente para capacitar os vários circuitos e sistemas a se contrabalançarem entre si, por atração material mútua.

Em breve o plano físico de um universo está completo, e o Filho Criador, em associação com o Espírito Criativo Materno, projeta o seu plano de criação da vida; e, conseqüentemente, essa representante do Espírito Infinito começa a sua função no universo, como uma personalidade criativa distinta. Quando o primeiro ato criativo é formulado e executado, vem à existência o Brilhante Estrela Matutino, a personificação desse conceito inicial criativo de identidade e ideal de divindade. Este é o comandante executivo do universo, o colaborador pessoal do Filho Criador; que é uno com ele em todos os aspectos do caráter, ainda que nitidamente limitado nos atributos de divindade.

E agora que está providenciado o braço direito, o dirigente executivo do Filho Criador, segue-se a vinda à existência de um vasto e maravilhoso conjunto de criaturas diversas. Os filhos e as filhas do universo local vão surgindo e, logo em seguida, é provido o governo para essa criação, que se estende desde os conselhos supremos do universo aos pais das constelações e aos soberanos dos sistemas locais – que são agregações daqueles mundos destinados a se transformar depois nas moradas das várias raças mortais, das criaturas de vontade; e a cada um desses mundos presidirá um Príncipe Planetário.

E então, quando esse universo houver sido assim tão completamente organizado e tão plenamente povoado, o Filho Criador inicia a proposta do Pai de criar o homem mortal à sua imagem e semelhança divina.

A organização das moradas planetárias ainda está em andamento em Nebadon, pois este universo é, de fato, um agrupamento jovem nos reinos estelares e planetários de Orvonton. No último registro, havia em Nebadon 3 840 101 planetas habitados, e Satânia, o sistema local do vosso mundo, é claramente típico de outros sistemas.

Satânia não é um sistema fisicamente uniforme, nem uma unidade ou organização astronômica simples. Os seus 619 mundos habitados estão localizados em mais de quinhentos sistemas físicos diferentes. Apenas cinco têm mais do que dois mundos habitados e, destes, apenas um tem quatro planetas habitados, enquanto há quarenta e seis que têm dois mundos habitados.

O sistema de Satânia, de mundos habitados, está muito afastado de Uversa e daquele grande agrupamento de sóis que funciona como centro físico ou astronômico do sétimo superuniverso. De Jerusém, sede central de Satânia, até o centro físico do superuniverso de Orvonton, que está longe, muito longe mesmo, no diâmetro denso da Via Láctea, são mais de duzentos mil anos-luz. Satânia está na periferia do universo local; e Nebadon está, agora, bem para fora, na direção da extremidade de Orvonton. Do sistema mais exterior de mundos habitados, até o centro do superuniverso, há um pouco menos do que duzentos e cinqüenta mil anos luz.

O universo de Nebadon agora se move para o extremo sul e leste, no circuito do superuniverso de Orvonton. Os universos vizinhos mais próximos são: Avalon, Henselon, Sanselon, Portalon, Wolvering, Fanoving e Alvoring.

Todavia a evolução de um universo local é uma longa narrativa. Documentos tratando do superuniverso apresentam o assunto, como os desta seção, tratando das criações locais, e continuam-no; enquanto os que se seguem, abordando a História e o destino de Urântia, completam a narrativa. Vós, porém, só podereis compreender adequadamente o destino dos mortais de tal criação local se fizerdes uma leitura profunda das narrativas da vida e dos ensinamentos do vosso Filho Criador, de quando ele certa vez viveu a vida como um homem, à semelhança da carne mortal, no vosso próprio mundo evolucionário.

3. A IDÉIA EVOLUCIONÁRIA


A única criação que está perfeitamente estabelecida é Havona, o universo central, que foi feito diretamente pelo pensamento do Pai Universal e o verbo do Filho Eterno. Havona é um universo existencial perfeito e completo, que está em torno da morada das Deidades eternas: o centro de todas as coisas. As criações dos sete superuniversos são finitas, evolucionárias e coerentemente progressivas.

Os sistemas físicos do tempo e do espaço são todos de origem evolucionária. Eles não estão estabilizados nem mesmo fisicamente, não até que entrem nos circuitos estabelecidos dos seus superuniversos. E um universo local também só se estabelece em luz e vida depois que as suas possibilidades físicas de expansão e de desenvolvimento se hajam esgotado, e até que o status espiritual de todos os seus mundos habitados haja sido, para sempre, estabelecido e estabilizado.

Exceto no universo central, a perfeição é alcançada progressivamente. Na criação central, temos um modelo de perfeição, mas todos os outros reinos devem alcançar essa perfeição pelos métodos estabelecidos, em particular, para o avanço desses mundos ou universos. E uma variedade quase infinita caracteriza os planos dos Filhos Criadores para organizar, fazer evoluir, disciplinar e estabelecer os seus respectivos universos locais.

À exceção da presença da deidade do Pai, cada universo local é, em um certo sentido, uma duplicação da organização administrativa da criação central ou modelo. Embora o Pai Universal esteja pessoalmente presente no Seu universo de residência, Ele não reside nas mentes dos seres que se originam naquele universo Dele, do modo como Ele literalmente reside nas almas dos mortais do tempo e do espaço. Parece haver uma compensação infinitamente sábia no ajustamento e na regulamentação dos assuntos espirituais da imensa criação. No universo central, o Pai está pessoalmente presente, como tal, mas está ausente nas mentes dos filhos daquela criação perfeita. Nos universos do espaço, a pessoa do Pai está ausente, sendo representada pelos seus Filhos Soberanos; todavia, Ele está intimamente presente nas mentes dos Seus filhos mortais, sendo representado, espiritualmente, pela presença pré-pessoal dos Monitores Misteriosos, os quais residem nas mentes das criaturas de vontade.

Nas sedes centrais de um universo local, residem todas as personalidades criadoras e criativas que representam a autoridade administrativa independente e autônoma, excetuando-se a presença pessoal do Pai Universal. No universo local, pode-se encontrar algo de cada um e alguém de quase todas as classes de seres inteligentes que existem no universo central, excetuando-se o Pai Universal. Ainda que o Pai Universal não esteja pessoalmente presente em um universo local, Ele está representado pessoalmente pelo Seu Filho Criador, que é, por algum tempo, o vice-regente de Deus e, em seguida, o governante soberano e supremo por direito próprio.

Quanto mais a fundo descermos, na escala da vida, mais difícil torna-se localizar o Pai invisível, com o olho da fé. As criaturas inferiores – e algumas vezes até mesmo as personalidades mais elevadas – acham sempre difícil visualizar o Pai Universal nos seus Filhos Criadores. E assim, até chegar o momento da sua exaltação espiritual, quando então a perfeição do desenvolvimento irá capacitá-las a ver Deus em pessoa, elas ficam cansadas, na progressão, alimentam dúvidas espirituais, caem em confusão isolando-se, assim, das metas espirituais progressivas do seu tempo e universo. Dessa maneira, elas perdem a capacidade de ver o Pai, quando contemplam o Filho Criador. A salvaguarda mais segura, para a criatura, na longa luta a fim de alcançar o Pai, durante a época em que as condições inerentes tornam esse alcance de realização impossível, é agarrar-se, com tenacidade, ao fato da verdade da presença do Pai nos seus Filhos. Literal e figurativamente, espiritual e pessoalmente, o Pai e os Filhos são Um. É um fato: aquele que houver visto um Filho Criador terá visto o Pai.

As personalidades de um dado universo são estabelecidas e confiáveis, no princípio, apenas de acordo com o seu grau de afinidade com a Deidade. Quando a origem da criatura está bastante distante das Fontes divinas e originais, seja dos Filhos de Deus, seja das criaturas de ministração que pertencem ao Espírito Infinito, mais possibilidade há de desarmonia, de confusão e, algumas vezes, de rebelião – de pecado.

Excetuando-se os seres perfeitos, originários da Deidade, todas as criaturas de vontade, nos superuniversos, são de natureza evolucionária; começam pelo estado inferior e escalam sempre para cima, na realidade, para dentro. Mesmo as personalidades altamente espirituais continuam a ascender na escala da vida, por meio de translações progressivas, de vida a vida, e de esfera para esfera. E, no caso daqueles que acolhem os Monitores Misteriosos, não há de fato limites às alturas possíveis para a sua ascensão espiritual e para a sua realização no universo.

A perfeição das criaturas do tempo, quando finalmente alcançada, é integralmente uma conquista e uma posse da personalidade de boa-fé. Se bem que os elementos da graça sejam ministrados livremente, ainda assim as realizações das criaturas são resultado dos seus esforços individuais, das suas vivências reais e da reação da personalidade ao ambiente existente.

O fato de a origem evolucionária ser animal não constitui estigma para qualquer personalidade, aos olhos do universo, pois é esse o método exclusivo de produzir-se um dos dois tipos básicos de criaturas volitivas de inteligência finita. Quando as alturas da perfeição e da eternidade são alcançadas, mais honras haverá, então, para aqueles que começaram mais por baixo e que escalaram, com alegria, os degraus da vida, de luta em luta; e tais seres, ao alcançar as alturas da glória, haverão adquirido uma experiência pessoal que incorpora um conhecimento factual de cada fase da vida, desde o ponto mais baixo até o mais alto.

Em tudo isso é mostrada a sabedoria dos Criadores. Seria igualmente fácil para o Pai Universal gerar todos os mortais como seres perfeitos; concedendo-lhes a perfeição pela sua palavra divina. Mas isso os privaria da experiência maravilhosa, da aventura, da educação e do aperfeiçoamento, associados à longa e gradual ascensão para o interior; experiência esta a ser provada apenas por aqueles afortunados que começam do ponto mais baixo possível na existência vivente.

Os universos que giram em torno de Havona foram providos com um número de criaturas perfeitas o suficiente apenas para fazer face à necessidade de guias instrutores, modelos para aqueles que estão ascendendo na escala evolucionária da vida. A natureza experimental do tipo evolucionário de personalidade é o complemento cósmico natural para as naturezas sempre perfeitas das criaturas do Paraíso-Havona. Na realidade, tanto as criaturas perfeitas quanto as perfeccionadas são incompletas no que diz respeito à totalidade finita. Contudo, na associação complementar das criaturas existencialmente perfeitas, do sistema Paraíso-Havona, com os finalitores experiencialmente perfeccionados, os quais ascenderam dos universos evolucionários, ambos os tipos encontram liberação das suas limitações inerentes, e assim podem conjuntamente tentar alcançar as alturas sublimes do status último da criatura.

Essas transações entre as criaturas são repercussões, no universo, de ações e de reações, dentro da Deidade Sétupla, na qual a eterna divindade da Trindade do Paraíso é conjugada com a divindade em evolução dos Criadores Supremos dos universos do espaço-tempo por meio do poder de realização da Deidade do Ser Supremo, realizável nela e por meio dela.

As criaturas divinamente perfeitas e as criaturas evolucionariamente perfeccionadas são iguais, em grau de potencialidade de divindade, mas diferem em espécie. Cada uma deve depender da outra para alcançar a supremacia no serviço. Os superuniversos evolucionários dependem do universo perfeito de Havona, para proverem o aperfeiçoamento final aos seus cidadãos ascendentes; e, por sua vez, também o universo central perfeito necessita da existência dos superuniversos que se perfeccionam, para prover o desenvolvimento integral aos seus habitantes descendentes.

As duas manifestações primordiais de realidade finita, a perfeição inata e a perfeição vinda da evolução, sejam elas de personalidades ou de universos, são coordenadas, interdependentes e integradas. Cada uma necessita da outra para completar-se, na função, no serviço e no destino.

4. RELAÇÃO DE DEUS AO  UNIVERSO LOCAL

Pelo fato de o Pai Universal ter delegado tanto de Si próprio e do Seu poder a outros, não alimenteis a idéia de que Ele seja um membro silencioso ou inativo na associação das Deidades. À parte os domínios da personalidade e o outorgamento do Ajustador, aparentemente, Ele é a menos ativa das Deidades do Paraíso, pois Ele permite aos seus coordenados na Deidade, aos seus Filhos e às inúmeras inteligências criadas atuarem tão amplamente na execução do Seu propósito eterno. Ele é o membro silencioso do Trio criador, mas apenas no sentido de que Ele jamais faz nada daquilo que qualquer dos colaboradores coordenados ou subordinados pode fazer.

DEUS tem pleno entendimento da necessidade que cada criatura inteligente tem, de funcionar e experimentar e, portanto, em todas as situações, sejam elas ligadas ao destino de um universo ou ao bem-estar da mais humilde das Suas criaturas, Deus abstém-se de atividade, para que a galáxia das personalidades criadas e Criadoras possa atuar, e elas, inerentemente, intervêm entre Ele próprio e qualquer situação ou evento criativo no universo. Todavia, apesar dessa abstenção, dessa exibição de coordenação infinita, há, da parte de Deus, uma participação factual, real e pessoal, nesses eventos, por meio de tantas agências e personalidades ordenadas, e nelas. O Pai está trabalhando em todos esses canais, e por meio deles, para o bem-estar de toda a Sua vastíssima criação.

No que concerne às políticas, condução e administração de um universo local, o Pai Universal atua na pessoa do seu Filho Criador. O Pai não interfere jamais, seja na inter-relação entre os Filhos de Deus, seja nas associações grupais das personalidades com origem na Terceira Fonte e Centro, ou seja, ainda, na relação entre quaisquer outras criaturas, como os seres humanos. A lei do Filho Criador, o governo dos Pais da Constelação, dos Soberanos dos Sistemas e dos Príncipes Planetários – as políticas e os procedimentos ordenados para tal universo – sempre prevalecem. Não há divisão na autoridade; nunca há nenhum conflito entre o poder e o propósito divino. As Deidades estão em unanimidade perfeita e eterna.

O governo do Filho Criador é supremo em todas as questões ligadas a associações éticas, nas relações entre quaisquer grupos de criaturas ou entre dois ou mais indivíduos, de qualquer grupo particular; mas um plano como esse não significa que o Pai Universal não possa intervir, à sua maneira própria, e fazer o que satisfizer à mente divina para qualquer criatura individual, em toda a criação, de acordo com o status atual de tal indivíduo ou com as suas perspectivas futuras, e conforme o plano eterno do Pai e Seu propósito infinito.

Nas criaturas mortais volitivas, o Pai está efetivamente presente no Ajustador residente, um fragmento do Seu espírito pré-pessoal; e o Pai é também a fonte da personalidade dessa criatura volitiva mortal.

Esses Ajustadores do Pensamento, dádivas do Pai Universal, estão relativamente isolados; eles residem nas mentes humanas, mas não têm nenhuma relação discernível com os assuntos éticos de uma criação local. Eles não estão diretamente coordenados ao serviço seráfico, nem à administração dos sistemas, constelações ou um universo local, nem mesmo ao governo de um Filho Criador, cuja vontade é a lei suprema do seu universo.

Os Ajustadores residentes são uma das formas isoladas, mas unificadas, do contato de Deus com as criaturas da sua criação quase infinita. Assim, Ele, que é invisível aos mortais, manifesta a Sua presença e, pudesse Ele, mostrar-Se-ia a nós de outros modos ainda, mas essa outra revelação não é divinamente possível.

Nós podemos perceber e entender o mecanismo pelo qual os Filhos desfrutam de um conhecimento íntimo e completo sobre os universos da sua jurisdição; mas não podemos compreender plenamente os métodos por meio dos quais Deus se mantém tão plena e pessoalmente familiarizado com os detalhes do universo dos universos, embora possamos ao menos reconhecer a via por meio da qual o Pai Universal pode receber informações a respeito dos seres da Sua imensa criação e manifestar-lhes a Sua presença. Por intermédio do circuito da personalidade, o Pai torna-se sabedor – tem conhecimento pessoal – de todos os pensamentos e atos de todos os seres, em todos os sistemas, de todos os universos, em toda a criação. Embora não possamos compreender totalmente essa técnica da comunhão de Deus com os Seus filhos, a nossa certeza de que o “Senhor conhece os Seus filhos” acaba sempre fortalecida, como também a de que, sobre cada um de nós, “Ele toma nota de onde nascemos”.

No vosso universo e no vosso coração, o Pai Universal está presente, espiritualmente falando, por meio de um dos Sete Espíritos Mestres da morada central e, especificamente, por meio do Ajustador divino que vive, opera e aguarda nas profundezas da mente mortal.

Deus não é uma personalidade autocentrada; o Pai distribui-Se livremente a Si próprio à Sua criação e às Suas criaturas. Ele vive e atua, não apenas nas Deidades, mas também nos Seus Filhos, a quem Ele confia que tudo façam que lhes seja divinamente possível fazer. O Pai Universal verdadeiramente despojou-se de todas as funções que possam ser executadas por um outro ser. E isso é tão verdadeiro para o homem mortal quanto o é para o Filho Criador que governa no lugar de Deus, nas sedes centrais de um universo local. E assim contemplamos os efeitos do amor ideal e infinito do Pai Universal.

Por essa outorga universal de Si próprio, temos provas abundantes, tanto da magnitude, quanto da magnanimidade da natureza divina do Pai. Se Deus se houver abstido de dar algo de Si mesmo à criação universal, então, desse resíduo, Ele está generosamente concedendo os Ajustadores do Pensamento aos mortais dos reinos, os Monitores Misteriosos do tempo, que tão pacientemente residem nos candidatos mortais para a vida eterna.

O Pai Universal disseminou a Si próprio, por assim dizer, para enriquecer toda a criação com a posse de personalidade e com o potencial de alcance espiritual. Deus deu-Se a Si próprio a nós, para que possamos ser como Ele, e o que Ele reservou a Si próprio, de poder e de glória, foi apenas aquilo que é necessário para a manutenção daquelas coisas por cujo amor, assim, Ele despojou-Se de tudo o mais.

5. O PROPÓSITO ETERNO E DIVINO


Há um propósito grande e glorioso na marcha dos universos pelo espaço. Toda a vossa luta mortal não é em vão. Somos todos uma parte de um plano colossal, de uma obra gigantesca; e é a vastidão desse empreendimento que torna impossível ver grande parte dele de uma só vez e durante qualquer das vidas. Somos todos uma parte de um projeto eterno que os Deuses estão supervisionando e executando. Todo o mecanismo maravilhoso e universal move-se majestosamente no espaço, ao compasso da música do pensamento infinito e do propósito eterno da Primeira Grande Fonte e Centro.

O propósito eterno do Deus eterno é um ideal espiritual muito elevado. Os acontecimentos do tempo e as lutas da existência material não são senão um andaime transitório, a fazer uma ponte para o outro lado, para a terra prometida da realidade espiritual e da existência superna. Evidentemente, vós, mortais, achais difícil compreender a idéia de um propósito eterno; vós sois virtualmente incapazes de compreender o pensamento da eternidade, algo que nunca começa e que nunca acaba. Tudo aquilo que vos é familiar tem um final.

Quanto a uma vida individual, à duração de um reino, ou à cronologia de qualquer série de eventos relacionados, pareceria que estamos lidando com um trecho isolado do tempo; tudo parece ter um começo e um fim. E pareceria que tal série de experiências, de vidas, de idades ou de épocas, quando arranjadas sucessivamente, constituiriam um caminho direto, um evento isolado no tempo que passa momentaneamente, como um relâmpago diante da face infinita da eternidade. Mas, quando olhamos para tudo isso por detrás dos bastidores, uma visão mais abrangente e uma compreensão mais completa sugerem que essa explicação seja inadequada, disparatada, e completamente inapropriada para explicar, com propriedade, e também para correlacionar as transações do tempo aos propósitos fundamentais e às reações básicas da eternidade.

A mim me parece mais adequado, aos propósitos de uma explicação à mente mortal, conceber a eternidade como um ciclo, e o propósito eterno, como um círculo sem fim; o ciclo de eternidade, de algum modo sincronizado com os ciclos materiais transitórios do tempo. No que diz respeito aos setores do tempo ligados ao ciclo da eternidade e formando uma parte dela, somos forçados a reconhecer que essas épocas temporárias nascem, vivem e passam exatamente como os seres temporários do tempo nascem, vivem e morrem. A maior parte dos seres humanos morre porque, não tendo conseguido alcançar o nível espiritual para a fusão com o Ajustador, a metamorfose da morte passa a ser o único procedimento possível por meio do qual eles podem escapar das correntes do tempo e das amarras da criação material, tornando-se, assim, capacitados a dar o passo espiritual junto com a procissão progressiva da eternidade. Tendo sobrevivido à vida de provas do tempo e da existência material, torna-se possível, para vós, continuardes em contato com a eternidade e, mesmo, como parte dela, girando para sempre com os mundos do espaço em torno do ciclo das idades eternas.

Os setores do tempo são como lampejos da personalidade, na forma temporal; aparecem por uma estação e então se perdem da vista humana, apenas para ressurgirem como agentes e fatores novos da continuidade na vida mais elevada, no giro sem fim em volta do círculo eterno. A eternidade dificilmente pode ser concebida como um percurso em linha reta, por causa da nossa crença em um universo delimitado que se move em um círculo imenso e alongado em torno do local central, a morada do Pai Universal.

Francamente, a eternidade é incompreensível à mente finita do tempo. Vós simplesmente não a podeis captar; vós não a podeis compreender. Eu não a visualizo completamente e, ainda que o fizesse, a mim me seria impossível transmitir o meu conceito à mente humana. Contudo, fiz o melhor que podia para retratar alguma coisa do nosso ponto de vista, para contar-vos algo do nosso entendimento das coisas eternas. Estou tentando ajudar-vos na cristalização dos vossos pensamentos sobre tais valores de natureza infinita e de importância eterna.

Há, na mente de Deus, um plano que abraça a cada criatura de todos os seus imensos domínios; e esse plano é um propósito eterno de oportunidades sem fronteiras, de progresso ilimitado e de vida eterna. E os tesouros infinitos dessa carreira sem par lá estão, para recompensar a vossa luta!

A meta da eternidade está adiante! A aventura de alcançar a divindade está diante de vós! A corrida da perfeição está em curso! Todo aquele desejoso de participar poderá fazê-lo, e uma vitória certa irá coroar os esforços de todo ser humano, nessa corrida de fé e confiança, dependente em cada passo, do caminho, da orientação do Ajustador residente e do guiamento do espírito bom do Filho do Universo, que tão generosamente foi vertido sobre toda a carne.

 [Apresentado por um Mensageiro Poderoso, temporariamente agregado ao Conselho Supremo de Nebadon e designado para esta missão por Gabriel de Salvington.]


FONTE:
http://www.truthbook.com/index.cfm?linkID=1922



 

publicado por luzdecuraeamor às 21:33
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